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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Você Toma Aspirina? Então Cuidado!




Vai Uma Aspirina?
Maria Fernanda Schardong - Maisde50 - 22/09/2009
http://maisde50.uol.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7467


Estudo alerta para riscos do consumo por pessoas saudáveis.

O alerta vai para quem adotou a aspirina como prática diária para prevenção de doenças cardíacas. Ledo engano, dizem os pesquisadores do British Heart Foundation. Segundo os britânicos, o medicamento só é indicado para quem sofre de doenças cardíacas.

A aspirina virou febre, no ano passado, depois que um estudo realizado na Faculdade de Duke, nos Estados Unidos, sugeriu a ingestão diária de um comprimido de aspirina (ácido acetilsalicílico) para prevenir ataques cardíacos e doenças cardiovasculares em geral.

Para conter o exagero, a pesquisa britânica analisou 28.980 homens e mulheres com idade entre 50 e 75 anos que não apresentavam histórico de doenças cardiovasculares. Os resultados mostraram que pessoas que não apresentam riscos para doenças do coração não devem tomar aspirina, pois correm o risco de, entre outros problemas, apresentarem sangramento interno.

A doutora em medicina pela USP Marisa Campos defende o estudo britânico. “Apenas as pessoas consideradas de alto risco para aterosclerose (doença crônica degenerativa que leva à obstrução das artérias), diabetes, lesões como o infarto, aneurisma de aorta, insuficiência vascular periférica e derrames apresentam benefícios com o uso diário de aspirina”, afirma a médica.

A cardiologista explica que a aspirina é um medicamento antiplaquetário, ou seja, inibe a formação do trombo, (coágulos nos vasos sanguíneos). “O uso da terapia antiplaquetária na aterosclerose está baseado no conceito de que o entupimento e ruptura das paredes arteriais com acúmulo de gordura são os fatores responsáveis pela manifestação aguda de doenças como o infarto e o acidente vascular cerebral. E este medicamento impediria a reação local”, explica ela.

Para quem já sofre de algum tipo de doença cardíaca, a cardiologista recomenda: “Baixas doses, entre 75 e 325 mg, são efetivas para reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio, diminuir a mortalidade e a ocorrência de acidente vascular cerebral”, aconselha ela. Além de não indicar o uso do medicamento para pessoas que desejam somente prevenir as doenças, Marisa também não recomenda a ingestão do medicamento por pessoas com gastrite ou úlcera hemorrágica, com acidente vascular cerebral hemorrágico, distúrbios de coagulação ou alergia à droga.

Quem deseja manter o coração saudável não precisa ir tanto à farmácia. Medidas simples e hábitos de vida saudáveis podem garantir um coração sadio e tranquilo. Além disso, a opinião de um médico antes de qualquer decisão é imprescindível. “Evite o cigarro e as bebidas alcoólicas em excesso, controle seu peso, viva com bom humor, combata o estresse do dia-a-dia, valorize os relacionamentos pessoais e pratique atividades físicas”, aconselha a cardiologista. Simples assim.


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Linguagem afetiva das mãos - Veja o que as suas mãos dizem


Atenção à linguagem afetiva das mãos!
Roberto Lent - Ciência Hoje - 31/07/2009
http://cienciahoje.uol.com.br/150147


O cérebro se prepara para perceber os gestos emocionais, descobriram neurocientistas.

Você já se deu conta de que as mãos são capazes de transmitir uma riqueza infinita de gestos, que comunicam diferentes significados entre os seres humanos? Sabia que a riqueza dos gestos manuais humanos não tem paralelo entre os animais?


Alguns gestos comunicam informações objetivas, como números - é possível contar pelo menos até dez, posicionando especificamente os diferentes dedos das mãos. Outros gestos indicam alvos para orientar a atenção do interlocutor: veja aquele carro vermelho! E o indicador se estende com o punho fechado, apontando o objeto indicado.


Tudo com grande sutileza: o indicador estendido com a mão fechada na horizontal aponta; porém, se a mão for colocada à frente na vertical, trata-se de uma ameaça! Se, além disso, o polegar também se estender, a mão passa a representar um revólver - ameaça ou brincadeira.


O vocabulário das mãos é infinito e contribui para enriquecer a linguagem falada com uma dimensão que os linguistas chamam prosódia. Ela complementa as informações linguísticas ou acrescenta a elas um tom emocional que pode até mudar o sentido do que está sendo dito.


O gesto em preto tem o mesmo significado na maioria das culturas ocidentais, mas o gesto em vermelho significa uma coisa nos Estados Unidos e outra muito diferente no Brasil... Ganchos de parede de autoria dos designers ingleses Yve Thelermont e David Hupton.



O vocabulário gestual das mãos, obviamente, tem aspectos biológicos determinados pelo repertório comportamental transmitido pelo genoma, mas sofre também uma grande influência social e cultural.


Alguns gestos atravessam as culturas humanas e têm funções adaptativas importantes. Ao percebermos alguém que se aproxima para nos agredir, instantaneamente levamos as mãos espalmadas à frente para contê-lo - é um gesto de defesa inato.


Porém, se você tem dúvida sobre a importante determinação cultural e social de outros gestos, repare na figura abaixo. Não se atreva a utilizar o gesto em vermelho em ambientes de fino trato!


O gesto da esquerda tem caráter emocional positivo: OK.
O do meio é neutro: pode significar o número 1 ou apontar para cima.
Já o da direita é considerado um insulto.


A percepção dos gestos


Sendo os gestos uma forma de comunicação da maior importância, como é que os percebemos? De que modo o cérebro atua para identificá-los em um par de mãos que não para de se mover, e decodificar o seu significado de forma a orientar o comportamento subsequente?


Essa questão tem interessado os neurocientistas desde que se descobriu que a face humana dispõe de regiões cerebrais inteiras para sua percepção. Essas regiões contêm neurônios especializados na identificação das faces e expressões que somos capazes de produzir. Será que o mesmo ocorreria com os gestos?


Um aspecto particular dessa questão é avaliar se os gestos que contêm informação emocional são tratados com mais atenção pelos sistemas perceptuais do cérebro, para tornar mais eficiente a sua identificação e agilizar a elucidação do seu significado. Durante uma conversa com alguém importante para você, é preciso estar preparado para sacar rapidamente qualquer informação de prazer ou desprazer, agrado ou desagrado, aprovação ou reprovação. A atenção tem que ser redobrada!


Os gestos são percebidos visualmente pelo sistema nervoso a partir da retina, que envia ao cérebro as informações de cor, movimento, localização espacial, forma e outros aspectos das mãos do interlocutor. No córtex cerebral essa informação é canalizada para áreas especializadas na identificação de diferentes objetos, entre eles as partes do corpo e, entre estas, as mãos. Mas as mãos podem se mover ou se posicionar sem que isso signifique qualquer coisa. Como saber?

Atenção para as mãos!


Um grupo de pesquisadores alemães das Universidades de Konstanz e de Münster, liderados por Tobias Flaisch e Markus Junghöfer, propôs-se a testar a hipótese de que os gestos emocionais teriam a capacidade de orientar a atenção visual, permitindo um processamento perceptual preferencial e mais eficiente do seu significado.


Para isso, recrutaram um grupo de voluntários jovens de ambos os sexos. Eles foram submetidos a testes que consistiam simplesmente na observação de fotografias de mãos efetuando gestos como se pode ver abaixo.


Inicialmente, os voluntários foram solicitados a avaliar os três gestos, atribuindo-lhes uma nota segundo a sua carga emocional. Como se esperava, o polegar apontado para cima não teve avaliação negativa (claro, é um sinal de OK...); o indicador apontado para cima mostrou-se neutro, com notas intermediárias; e o terceiro dedo estendido teve a carga emocional considerada muito negativa. Nada de especial, até aí.

O cérebro presta mais atenção aos gestos emocionais


Na etapa seguinte, os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos a dois estudos complementares. Em um caso, vestiam uma touca com eletrodos para registro do eletroencefalograma (EEG), enquanto as imagens dos gestos eram apresentadas diante dos olhos, em sequência aleatória. No outro caso, as imagens eram projetadas com os sujeitos dentro do aparelho de ressonância magnética. O objetivo era comparar a atividade cerebral em áreas restritas do córtex para gestos emocionalmente negativos, positivos ou neutros.


Comparado com o gesto neutro, o terceiro dedo apontado para cima provoca maior atividade do eletroencefalograma (EEG) nas regiões de processamento visual, o que pode ser confirmado pela imagem de ressonância magnética funcional (RMf). Modificado de T. Flaisch e colaboradores. NeuroImage 45:1339-1346 (2009).

Os resultados foram surpreendentes. A atividade cerebral nas áreas visuais responsáveis pela identificação das mãos mostrou-se bem maior para os gestos carregados de conteúdo emocional negativo do que para aqueles com conteúdo emocional positivo, e bem mais ainda em comparação com os neutros.


O estudo com o EEG mostrou, além disso, que a atividade nas regiões visuais ocorre antes quando os gestos têm alguma carga emocional. Isso significa que essas regiões do cérebro são “preparadas” para processar com mais rapidez esses gestos, e mais lentamente no caso daqueles que não têm carga emocional.


E mais: o hemisfério cerebral direito apresentou sempre maior atividade durante o experimento do que o hemisfério esquerdo, indicando que é mesmo o nosso especialista em emoções, isto é, aquele que interpreta mais precisamente o significado emocional das coisas.
Quando uma área do cérebro encarregada de algum aspecto da percepção sensorial é sensibilizada de modo privilegiado para o processamento, dizemos que a pessoa está realizando uma percepção seletiva, o que é uma forma de atenção. Prestamos mais atenção ao que nos interessa mais perceber. O cérebro faz isso preparando-se para receber os estímulos relevantes, por meio da sensibilização da área cerebral correspondente.


A conclusão é que os gestos emocionais são estímulos relevantes para nós e que, por isso, nosso cérebro fica focalizado neles. Portanto, cuidado com as mãos! Seu interlocutor está prestando muita atenção nelas...



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Roberto Lent


Risco de câncer cai à metade com 30 minutos de exercícios ao dia



Correr, nadar, pedalar ou jogar bola por pelo menos 30 minutos ao dia não só previne o desenvolvimento de doenças cardiovasculares como reduz à metade o risco de câncer, segundo um estudo publicado na segunda-feira (27/07/2009) pelo "British Journal of Sports Medicine".


A pesquisa indica que, quando uma pessoa pratica esportes de média ou alta intensidade, o consumo de oxigênio aumenta e ajuda o corpo a combater diversos tipos de doença, entre elas o câncer.

Para chegar a essa conclusão, uma equipe de pesquisadores das universidades finlandesas de Kuopio e Oulu acompanhou por quase 17 anos os hábitos de vida de mais de 2,5 mil homens adeptos de práticas esportivas e que tinham de 42 a 61 anos de idade.

Do total dos participantes do estudo, 181 morreram em decorrência de algum tipo de câncer. Os mais frequentes foram de pulmão, próstata, cérebro, na região gastrointestinal e nos nodos linfáticos.

Ao longo da pesquisa, os cientistas estudaram os hábitos esportivos dos voluntários para determinar, em unidades metabólicas (MET), qual a quantidade de oxigênio consumida durante a prática de exercícios segundo a intensidade do mesmo.

Ficou constatado, por exemplo, que a quantidade de oxigênio consumida numa caminhada normal, numa caminhada acelerada e durante o nado é de 4,2 MET, 10,1 MET e 5,4 MET, respectivamente.

Em média, a quantidade de oxigênio consumida por todos os voluntários em seus exercícios era de 4,5 MET. Por dia, eles dedicavam 66 minutos a atividades físicas.

No entanto, 27% deles sequer dedicavam meia hora de seu dia à prática de esportes.

Com esses dados na mão, os pesquisadores concluíram que um aumento de 1,2 MET na quantidade de oxigênio consumida durante exercícios reduz os riscos de câncer, especialmente de pulmão e na região gastrointestinal.

Durante o trabalho, os cientistas avaliaram outros fatores exógenos, como a idade, o consumo de álcool e tabaco, a alimentação e o índice de massa corpórea de cada um. (Fonte: Yahoo!)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Calor Humano Pode Virar Eletricidade



Calor Humano Pode Virar Eletricidade
Mariana Amaro - Info Online - 21/09/2009
http://info.abril.com.br/noticias/

Getty Images


Uma invenção suíça é capaz de transformar calor em corrente elétrica.

Essa tecnologia seria capaz de captar o calor humano e convertê-lo em energia elétrica suficiente para, por exemplo, carregar a bateria de celulares.

O autor do projeto é um cientista de 35 anos, Wulf Glatz, da Escola Politécnica Federal de Zurique. Ele desenvolveu um gerador termoelétrico que, usando a diferença de temperatura entre fontes de calor e ambiente, é capaz de produzir energia elétrica.

Essa forma de geração de energia ainda tem outra vantagem: é completamente limpa, já que, durante o processo, nenhum gás poluente é emitido.

A invenção foi a campeã em um concurso promovido pelas companhias elétricas da Suíça, o Swisselectric Research Award 2009 e Glatz, o inventor, embolsou 25 mil francos.

Se depender de Wulf Glatz, essa tecnologia não deve demorar para estar à disposição dos consumidores. Glatz já entrou com pedido de registro de patente e pretende, por meio da sua recém-fundada companhia greenTEG GmbH, colocar o produto nas prateleiras em dois anos.









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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sal e Pressão Alta - O Sal Esta Matando


Sal e Pressão
Drauzio Varella - Revista Carta Capital nº 557 de 05/08/2009
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=4695


Alimentos processados e o tempero dos restaurantes dificultam a vida dos hipertensos.



No passado os hipertensos eram simplesmente proibidos de comer sal. Hoje não somos tão radicais, porque o cloreto de sódio é um mineral indispensável para o funcionamento das células, devendo ser ingerido mesmo por quem sofre de pressão alta.


Mas é preciso cuidado, porque cerca de 60% das pessoas apresentam sensibilidade exagerada a ele. Organismos que acumulam sódio com mais facilidade retêm líquido em excesso e podem apresentar tendência à hipertensão.

Para cada nove gramas de sal ingerido, o corpo retém em média um litro de água. São mais sensíveis os negros, as mulheres e homens com mais de 65 anos, os portadores de diabetes e aqueles com familiares sensíveis aos efeitos do sal. Embora estejam bem documentados os efeitos benéficos da redução de sal em casos de hipertensão de intensidade leve ou moderada, faltavam estudos nos casos mais graves.

A revista Hypertension publica o primeiro estudo que avalia o papel do sal em pessoas portadoras de hipertensão resistente, definida como pressão arterial elevada, apesar do uso de três ou mais medicamentos.

Quadros hipertensivos resistentes como esse constituem um problema relativamente comum: afetam de 20% a 30% dos hipertensos, e sua frequência tem aumentado em paralelo com a propagação da epidemia de obesidade.

O estudo foi conduzido com apenas doze participantes, no ambulatório de hipertensão da Universidade do Alabama. Os autores compararam dois níveis de ingestão de sódio: 5,7 gramas por dia versus 1,15 grama (um pacotinho de sal contém cerca de um grama).

Apesar do pequeno número de participantes, o trabalho foi árduo. Os pacientes foram colocados alternadamente em dietas rígidas, contendo um desses dois níveis de consumo de sódio, por períodos com duração de uma semana. A pressão arterial foi medida em diversos horários e monitorada por aparelho portátil durante as 24 horas do dia.

Metade dos pacientes era de negros e 67%, mulheres. O Índice de Massa Corpórea (IMC = Peso/altura x altura) médio foi de 32,9 kg/m2 (portanto, na faixa de obesidade).

A pressão arterial média inicial do grupo era de 14,6 por 8,4 (em cm). Os pacientes tomavam em média três a quatro medicações anti-hipertensivas, diariamente.

As comparações entre os dois grupos revelaram que aqueles mantidos com 1,15 grama diária de sódio apresentaram redução média de 2,27 cm na pressão máxima e de 0,91 cm na mínima.

No editorial que acompanha o artigo, Lawrence Appel, da Universidade Johns Hopkins, comenta: “Essas diminuições da pressão arterial excedem as que foram obtidas em outros estudos sobre dietas com pouco sal em indivíduos com hipertensão não-tratada”. E acrescenta: “Os níveis de redução da pressão observados equivalem a acrescentar mais uma ou duas drogas nos esquemas desses casos resistentes”.

Outro achado surpreendente foi o alto nível de consumo de sal relatado pelos participantes, antes do início do estudo, período em que cada um escolhia a dieta que melhor lhe aprouvesse. Nessa fase inicial, o consumo médio era de 4,5 gramas diárias, mais do que o dobro da dose máxima recomendada para a população geral e mais do que o triplo da indicada para quem sofre de hipertensão.

Os autores concordam ser praticamente impossível alcançar níveis de ingestão de sódio próximos de 1,15 grama diária na vida prática. A experiência mostra que mesmo com aconselhamento intensivo, enfocado apenas na redução do consumo de sal, as médias atingidas mal chegam ao dobro dessa.

Um dos maiores obstáculos para a redução da quantidade de sódio na dieta dos hipertensos é o alto teor de sal dos alimentos processados e nas comidas preparadas em restaurantes. Num mundo em que as pessoas ativas fazem boa parte das refeições fora de casa, não é fácil adotar dietas restritivas como a proposta pelo estudo.


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Drauzio Varella

domingo, 20 de setembro de 2009

Generosidade - Passe Adiante



Generosidade!

Passe Adiante!

Uma Campanha da Fundação Para Uma Vida Melhor.

(dê dois cliques na seta acima para ver o vídeo - duração de 01:00 minuto)















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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Gordura ingerida vai direto para o cérebro





Hamburguer, sorvete, pizza e outros alimentos gordurosos não vão direto para a sua barriga - ou, pelo menos, não têm um efeito negativo só na aparência dela.

Certos tipo de gordura atuam diretamente no cérebro, impedindo que a sensação de saciedade chegue às células do corpo e fazendo você comer mais do que deveria. Ou seja: alguns alimentos não só engordam, como também fazem com que você coma mais do que deveria.

Essa foi a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores do SouthWestern Medical Center, da Universidade do Texas. Segundo as análises da Dra. Deborah Clegg e sua equipe, a gordura de certos alimentos faz com que o cérebro envie uma mensagem para que as células ignorem os sinais de saciedade.

Em uma situação normal, o corpo é programado para dizer quando estamos satisfeitos, e os hormônios leptina e insulina seriam responsáveis por dar este aviso - mas isso nem sempre acontece quando estamos comendo uma coisa gostosa...

O fato de que dietas altamente ricas em gordura causam resistência a esses hormônios é um fato já conhecido da medicina, porém pouco se sabia a respeito do mecanismo que disparava essa resistência, ou quais tipos de gordura podem causá-la.

Logo no início de sua pesquisa, a equipe da Dra Clegg suspeitou que o cérebro estivesse envolvido no processo, pois é um órgão capa de absorver tanto gorduras saturadas como insaturadas. Para comprovar a tese, os pesquisadores expuseram roedores a variados tipos de gordura de diferentes maneiras: injetando diretamente no cérebro, colocando na artéria carótida ou alimentando os animais por um tubo estomacal três vezes ao dia.

Os resultados mostraram que a química do cérebro pode mudar em um curto período de tempo, fazendo o corpo ignorar o sinal de supressão do apetite. A descoberta sugere que, quando se come algo altamente gorduroso, seu cérebro é atingido com os ácidos graxos e você se torna resistente à insulina e à leptina. Como o cérebro não manda você parar de comer, você continua se alimentando.

Nos animais, o efeito durou cerca de três dias e foi catalisado principalmente por um tipo de ácido graxo que se mostrou bastante eficiente em enganar nosso mecanismo de controle de peso: o ácido palmítico, presente na carne vermelha, leite e derivados.

Um fato bastante relevante do estudo publicado no The Journal of Clinical Investigation é a constatação de que o mecanismo é disparado no cérebro, muito antes que qualquer sinal de obesidade seja visto no corpo. O próximo passo da equipe de pesquisa é tentar determinar quanto tempo é necessário para reverter os efeitos da exposição do cérebro à gordura.







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domingo, 13 de setembro de 2009

Convite para o Lançamento do Livro - Vivências Fora do Corpo




Alô pessoal,

O lançamento do Livro "Vivências Fora do Corpo - A Aventura de Cada Um" será no dia 9 de outubro (sexta-feita), no Mengo Palace Hotel, que fica na Rua Correia Dutra, nº 31, Flamengo, Rio de Janeiro, RJ, às 19 horas. Agendem-se!

A capa segue abaixo.

Será um grande prazer recebê-los.

Um abraço.

Drauzio Milagres


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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O lugar mais limpo e calmo da Terra



Descoberto o lugar mais limpo e calmo da Terra
Will Saunders - Inovação Tecnológica - 04/09/2009
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/

Saunders et al./Adapted from Monaghan and Bromwich, 2008



Lugar mais calmo da Terra


Os cientistas australianos não estão preocupados com higiene ou com algum lugar perfeito para tirar umas férias. O que eles estão procurando é o lugar ideal para instalar uma nova geração de telescópios terrestres capazes de capturar imagens com um mínimo de interferência e até de rivalizar com os telescópios espaciais.


Para isso, eles precisam de um lugar que seja de fato calmo, sem muitos ventos, seco e não muito quente. Se o piscar das estrelas tem o seu valor para os poetas, esse efeito, que é induzido pela turbulência atmosférica, é um desastre para os astrônomos, borrando as imagens captadas pelos telescópios. Daí a necessidade de encontrar um local com um mínimo de turbulência atmosférica.



Paraíso na Terra dos Astrônomos


Utilizando dados de satélites artificiais, estações em terra e modelos climáticos, a equipe da Universidade de Nova Gales do Sul finalmente encontrou o "paraíso na Terra" para os Astrônomos.


O local é conhecido como Ridge A e está localizado no Planalto Antártico, quase no meio do continente gelado, a 4.053 metros de altitude. Um lugar que tem tudo para merecer o título de paraíso perdido: ele não é apenas um tanto remoto, mas particularmente frio e seco.


O local que, pelo que se saiba, nunca foi visitado por um ser humano, tem temperaturas médias anuais de -70°C e é tão seco que o conteúdo de água de toda a atmosfera acima dele tem a espessura menor do que a de um fio de cabelo humano. E, ao contrário da imagem tradicional que se tem da Antártica, o local está sujeito a pouquíssimos ventos.



Três vezes melhor


"As imagens astronômicas captadas do Ridge A deverão ser no mínimo três vezes mais precisas do que as feitas nos melhores pontos astronômicos utilizados hoje. Como o céu lá é muito escuro e seco, isto significa que um telescópio de tamanho modesto será tão poderoso quando o maior dos telescópios colocado em qualquer outro lugar da Terra", diz o Dr. Will Saunders, que liderou a busca pelo paraíso dos astrônomos.


Segundo o estudo, o melhor lugar para a instalação de um telescópio não é o ponto mais alto do planalto, chamado Domo A, mas um local a 150 quilômetros de distância, onde praticamente não há ventos e nem nevascas.


O local está dentro do chamado Território Antártico Australiano e a 144 quilômetros de distância do observatório robotizado internacional Plato e de um telescópio proposto pela China, conhecido como Kunlun.








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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Alzheimer: Podemos Falar em Cura?



Alzheimer: Um Novo Tipo de Diabetes?
Isabela Fraga - William Klein - Ciência Hoje On-line - 27/07/2009
http://cienciahoje.uol.com.br/149830

Avanços na compreensão da doença podem gerar tratamentos e diagnósticos mais eficazes.

O neurocientista William Klein, da Universidade Northwestern (EUA).



As cerca de 25 milhões de pessoas no mundo que sofrem do mal de Alzheimer podem ter boas surpresas nos próximos anos. Avanços na compreensão dos mecanismos dessa doença, que causa a degeneração progressiva da memória e da capacidade cognitiva, podem levar ao desenvolvimento de novos remédios e formas de diagnóstico.

O neurocientista William Klein, da Universidade Northwestern (Estados Unidos), tem importância mundial na pesquisa da doença de Alzheimer. Ele desenvolve estudos que apontam o surgimento de resistência à insulina nos neurônios de pacientes com mal de Alzheimer, o que tem levado muitos pesquisadores a associarem a doença a uma nova forma de diabetes, que afetaria especificamente o cérebro.

Klein esteve no Brasil em julho para um seminário de biomedicina e, em entrevista à CH On-line, falou sobre essas descobertas recentes e as perspectivas em relação a tratamentos e - por que não - à cura da doença de Alzheimer.




Ciência Hoje - O que se sabia até hoje sobre os mecanismos biológicos envolvidos na doença de Alzheimer?

William Klein - A causa da doença de Alzheimer era associada à morte de neurônios provocada por placas formadas por longas moléculas fibrilares com formato de macarrão. Mas havia alguns neuropatologistas que consideravam essa ideia impossível, pois há pessoas que têm várias placas no cérebro e não sofrem de Alzheimer. Outras explicações precisavam ser encontradas.




CH - E como essas outras explicações surgiram?

WK - Em meados dos anos 1990, a maioria das pessoas achava que as placas beta-amiloides eram as culpadas pelo Alzheimer. Meus colegas e eu, e também vários outros laboratórios, achávamos que a proteína beta-amiloide era importante, mas não por causa das placas. Pensávamos que talvez houvesse um tipo diferente de moléculas tóxicas. Um biólogo molecular da Universidade da Carolina do Sul encontrou uma pista: ele descobriu que era possível, em um experimento, fazer com que a proteína beta-amiloide não formasse fibras. Ele pensava que isso fosse fazer que com ela deixasse de ser tóxica. Mas aconteceu justamente o contrário: ele encontrou algo ainda mais tóxico. Naquela época, eu e outro colega começamos a colaborar com ele. Nós três juntos investigamos o que causava a toxicidade e descobrimos que eram os oligômeros, fragmentos proteicos que irão formar as fibras de beta-amiloide.




CH - Como surgiu a relação entre o mal de Alzheimer e o diabetes?

WK - Descobrimos que os oligômeros causavam a perda da sinalização da insulina no cérebro. Há uma luta pela sobrevivência, uma batalha entre a insulina e os oligômeros. A insulina causa o desaparecimento das ligações entre os oligômeros, protegendo as sinapses dessas substâncias tóxicas. Antes, achava-se que a insulina não tinha qualquer relação com o cérebro, mas, nos últimos dez anos, temos percebido que a sinalização de insulina é importante, inclusive para o aprendizado e a memória.



Montagem gerada por computador de seis moléculas de insulina, hormônio que tem participação fundamental no mecanismo biológico envolvido no surgimento da doença de Alzheimer (imagem: Isaac Yonemoto/ Wikimedia Commons).



CH - Além de causar resistência à insulina nos neurônios, quais os outros efeitos dos oligômeros?

WK - Os oligômeros têm muitos efeitos que causam a demência. Tudo começa quando eles se ligam a receptores nas sinapses, como se fossem um hormônio. Como as sinapses estão envolvidas na formação de memória, quando os oligômeros se ligam a elas, causam mudanças bioquímicas, que se traduzem em perda de função mnemônica. Há outras substâncias que também parecem impedir a ligação dos oligômeros às sinapses cerebrais, como o hormônio BDNF. Aparentemente, há uma luta dos oligômeros com o BDNF, assim como com a insulina. Mas, até agora, acredito que a insulina seja a melhor hipótese na qual podemos nos basear.




CH - Você acredita que os remédios que usamos hoje para tratar diabetes podem ser usados contra o mal de Alzheimer?

WK - Há um teste clínico acontecendo atualmente, patrocinado por uma grande empresa farmacêutica. Eles têm um remédio para diabetes que está sendo testado em pacientes com Alzheimer e que já está mostrando resultados. Mas acredito que eles também devam adicionar uma substância para eliminar os oligômeros, para tornar o tratamento realmente eficiente. Ou seja, eliminar a toxina enquanto se tenta construir resistência a ela.




CH - Há algum remédio em estudo para eliminar os oligômeros?

WK - Há empresas farmacêuticas que estão desenvolvendo anticorpos que se ligam especificamente aos oligômeros e que inclusive já se mostraram eficientes em modelos animais da doença de Alzheimer. Anticorpos fornecidos por nosso laboratório estão sendo desenvolvidos por uma dessas empresas para serem usados em testes clínicos com pacientes, o que deve acontecer no ano que vem. Realmente podemos ter expectativas em relação a remédios para acabar com os oligômeros tóxicos.



CH - Essas descobertas podem influenciar o diagnóstico do mal de Alzheimer?

WK - Hoje em dia, o diagnóstico é obtido por meio de entrevistas. Um neurologista faz ao paciente certo número de perguntas e decide se ele está ou não com Alzheimer. Mas é importante ter um marcador químico para a doença, tanto para o diagnóstico quanto para testar se uma nova droga experimental tem efeito positivo. Há uma possibilidade de que traços dos oligômeros sejam encontrados no líquido espinhal. Isso poderia ser uma forma de diagnóstico, exceto pelo fato de que a maioria das pessoas não quer ter sua coluna espetada. Melhor seria se houvesse testes sanguíneos, o que pode ser possível com o desenvolvimento do nosso trabalho. Outra possibilidade é conseguir um exame que detecte oligômeros ligados a sinapses no cérebro, e então verificar a quantidade de oligômeros por meio de ressonância magnética cerebral.



CH - Você acha que um tipo de cura é possível?

WK - É exatamente o que estamos tentando fazer agora. Antigamente, o objetivo era apenas tratar os sintomas. Hoje, uma cura pode ser possível, pois conhecemos os mecanismos da doença e devemos estar aptos a desenvolver remédios que modifiquem esses mecanismos e de fato impeçam o paciente de piorar e, até mesmo, o façam melhorar.








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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Um Circulo Vicioso Mortal







Estamos todos sentados em cima de paradigmas civilizacionais e econômicos falidos. É o que nos revela a atual crise global com suas várias vertebrações. Nada de consistente se apresenta como alternativa viável a curto e a médio prazo. Somos passageiros de um avião em vôo cego. O que se oferece, é fazer correções e controles à la Keynes, que, no fundo, são mudanças no sistema mas não do sistema. Mas é este sistema que comparece como insustentável, incapaz de oferecer um horizonte promissor para a humanidade. Por isso, a demanda é por um outro sistema e um outro paradigma de habitar este pequeno, velho, devastado e superpovoado planeta. É urgente porque o tempo do relógio corre contra nós e temos pouca sabedoria e parco sentido de cooperação.

Em razão dos interesses dos poderosos que não fazem o necessário para evitar o fatal, as soluções implementadas mundo afora vão na linha de "mais do mesmo". Mas isso é absolutamente irracional pois foi esse "mesmo" que levou à crise que poderá evoluir para uma tragédia completa.

Estamos, pois, enredados num círculo vicioso letal. Dois impasses estão à vista, gostem ou não os economistas, "os salvadores" do mundo: um humanitário e outro ecológico.

O primeiro é de natureza ética: a consciência planetária, surgida à deriva da globalização, suscita a pergunta: quanto de inumanidade e de crueldade aguenta o espírito humano ao verificar que 20% das pessoas consome 80% de toda a riqueza da Terra, condenando o resto à cruz do desespero, encurralada nos limites da sobrevivência? Esta aceitará o veredito de morte sobre ela? Ela resiste, se indigna e, por fim, se rebelará por instinto de sobrevivência. O ideal capitalista de crescimento ilimitado num planeta limitado parece não ser mais proponível ou só sob grande violência.

O segundo é o limite ecológico. O capitalismo criou a cultura do consumo e do desperdício cujo protótipo é a sociedade norte-americana. Generalizar esta cultura - cálculos foram já feitos - precisar-se-iam de duas ou mais Terras semelhantes à nossa, o que torna o propósito irrealizável. Por outra parte, encostamos nos limites dos recursos e serviços da Terra e os ultrapassamos em 40%. Todas as energias alternativas à fóssil, mantido o atual consumo, atenderia somente 30% da demanda global. Como se depreende, dentro do mesmo modelo, somos um sapo sendo lentamente cozido sem chances de saltar da panela.

Há três propostas criativas: a da economia solidária que não mais se guia pelo objetivo capitalista da maximização do lucro e de sua apropriação individual. A do escambo com as moedas regionais. A terceira é a da biocivilização e da Terra da Boa Esperança, do economista polonês que dirige um centro de pesquisa sobre o Brasil em Paris: Ignacy Sachs. Ela confere centralidade à vida e à natureza, tendo o Brasil como o lugar de sua antecipação. As três são possíveis mas não acumularam ainda força suficiente para ganhar a hegemonia.

Talvez elas nos poderiam salvar. Mas teremos tempo hábil? Bem dizia Gramsci: "o velho não acaba de morrer e o novo custa em nascer". Não se desmonta uma cultura de um dia para outro. Quem está acostumado a comer bife de filé dificilmente se resignará a comer ovo.

Meu sentimento do mundo diz que vamos ao encontro de uma formidável crise generalizada que nos colocará nos limites da sobrevivência. Chegando a água ao nariz, faremos tudo para nos salvar. Possivelmente seremos todos socialistas, não por ideologia mas por necessidade: os parcos recursos naturais serão repartidos equanimemente entre os humanos e os demais viventes da comunidade de vida.


Santo Agostinho sabiamente ensinou que dois fatores ocasionam em nós grandes transformações: o sofrimento e o amor. Devemos aprender já agora a amar e a sofrer por esta única Casa Comum a fim de que possa ser uma grande Arca de Noé que albergue a todos. Então será, sim, a Terra da Boa Esperança, um sinal de um Jardim do Éden ainda por vir.





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Leonardo Boff





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Relação do Câncer e da Diabetes com a Glicose



Açúcar e Câncer
Agência Fapesp - 18/08/2009
http://www.agencia.fapesp.br/materia/10931/acucar-e-cancer.htm


Estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences destaca relação entre glicose e desenvolvimento de tumores (reprodução).


A ingestão demasiada de açúcar pode estimular o desenvolvimento de tumores? Um estudo que será publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences destaca a muito discutida mas pouco compreendida relação entre glicose e câncer.

A pesquisa também tem implicações importantes para outras doenças, como o diabetes. "Sabemos desde 1923 que células tumorais usam muito mais glicose do que células normais. Nossa pesquisa ajuda a tentar entender como esse processo ocorre e como pode ser interrompido de modo a tentar controlar o crescimento dos tumores", disse Donald Ayer, professor do Instituto de Câncer Huntsman da Universidade de Utah e um dos autores do trabalho.

Durante o crescimento de células normais ou cancerosas ocorre um processo no nível celular que envolve tanto a glicose (açúcar) como a glutamina (aminoácido). Esses dois são essenciais para o crescimento celular e acreditava-se que funcionassem de modo independente.


O novo estudo mostra que glicose e glutamina são interdependentes. Os pesquisadores descobriram tal relação ao observar que, ao restringir a disponibilidade de glutamina, a utilização de glicose também era interrompida.


"Em resumo, se não temos glutamina a célula entra em uma espécie de curto-circuito por causa da falta de glicose. Isso, por sua vez, suspende o crescimento das células tumorais", disse Ayer.


O trabalho do pesquisador e de seus colegas focou em uma proteína chamada mondoA, responsável por ligar e desligar genes. Na presença da glutamina, a proteína bloqueia a expressão de um gene conhecido como TXNIP.


Estima-se que o TXNIP seja supressor de tumores, mas, quando é bloqueado pela mondoA, ele faz com que as células passem a ingerir glicose, o que, por sua vez, estimula o crescimento de tumores.


Segundo Ayer, a próxima etapa da pesquisa enfocará o desenvolvimento de modelos animais para testar como o controle da mondoA e da TXNIP pode ajudar no controle do desenvolvimento do câncer.


O artigo Glutamine-dependent anapleurosis dictates glucose uptake and cell growth by regulating mondoA transcriptional activity, de Donald Ayer e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.








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A Dificuldade de Contar Calorias





Tenho, estrategicamente, guardado na sala de consulta um livro que contém milhares de dados sobre os alimentos. Alimentos preparados, ingredientes naturais, desidratados, artificiais, quase tudo está na lista. É claro que, como médico, eu o utilizo para dar alguns conselhos e muitas broncas nos pacientes, mas jamais para definir meu próprio almoço ou jantar. Pois agora descobre-se que, mesmo fazendo o que as autoridades de saúde e os médicos dizem, os pobres dos pacientes não estão totalmente seguros do quanto estão comendo em termos de calorias e outros índices do que escolhem para comer.

Um artigo da revista New Scientist de 15 de julho, escrito pelo jornalista científico Bijal Trivedi, denuncia que a maioria das descrições de conteúdo alimentar de cada produto utiliza uma tabela ultrapassada e errônea. Esta, feita com base em uma invenção de Wilbur Olin Atwater e de E. B. Rosa, o calorímetro - aparelho que queimava os alimentos e media o quanto era liberado de energia na combustão. Apoiado nisso, em 1896, ele publicou as tabelas Atwater de valores calóricos dos alimentos. Foi também Atwater quem provou a teoria da Lei de Conservação em seres humanos, definindo que um homem necessita de 2.500 Kcal (quilocalorias) por dia para se manter, e, uma mulher, 2.000 Kcal.


O maior problema é que os números de Atwater eram aproximados, admitindo-se erros de até 25% para mais ou para menos. Por sua vez, o ser humano não incinera a comida, como fazia o calorímetro de Atwater-Rosa, mas a digere, com um custo maior de energia, reduzindo o ganho calórico de 5% a 25%, dependendo do tipo de alimento, da quantidade de fibras que contém e da consistência apresentada. Essas são algumas afirmações do nutricionista Geoffrey Livesey, de Norfolk, Inglaterra.

Alimentos mais macios engordam mais, são fáceis de mastigar e acabam sendo mais absorvidos e, por algum motivo, transformam-se em gordura abdominal. É o que prova um estudo japonês de Kentaro Murakami, publicado no American Journal of Clinical Nutrition em 2007. No estudo, 450 estudantes voluntárias descreveram seus hábitos alimentares e tiveram a atividade mastigatória medida. As que comiam alimentos mais duros e, portanto, faziam mais esforço mastigatório, apresentaram uma circunferência abdominal menor. Tinham a cintura mais fina.

O modo de preparo dos alimentos também não entra na conta da tabela de calorias de Atwater, utilizada até hoje. Porém, de acordo com Richard Wrangham, um antropólogo que estuda a influência do preparo dos alimentos na evolução humana, o cozimento faz com que consigamos retirar mais calorias e mais proteínas dos alimentos. Isso permitiu que nós, humanos, os controladores do fogo, desenvolvêssemos um cérebro maior, mesmo este precisando de mais combustível para funcionar. Existem estudos interessantes sobre o tema. Um deles mostra que somos capazes de digerir 90% dos nutrientes de um ovo cozido, ao passo que, se o ovo estiver cru, não digerimos nem a metade do total. Também há experiências de que as cenouras cozidas exigem 40% menos energia para serem digeridas, quando comparadas a cenouras cruas.

A esta altura, pouco pode ser feito para corrigir as informações que vêm nas embalagens dos alimentos. Uma frase contendo explicações sobre a absorção e o aproveitamento das calorias contidas em cada porção reduziria a margem de erro dos consumidores. De acordo com o artigo, um erro pequeno, de 20 Kcal por dia, pode significar o ganho de um quilo de gordura em um mês. Um espanto!


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Rogério Tuma





terça-feira, 8 de setembro de 2009

Consumo de Vinho Diminui Mortalidade



Consumo de Vinho Diminui Mortalidade
Jornal da Ciência - SBPC - Folha de São Paulo - Gabriela Cupani - 12/08/2009
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=65346



Bebida foi o item que mais contribuiu para a queda no risco de morte em estudo com alimentos da dieta mediterrânea. Pesquisa acompanhou mais de 23 mil pessoas.

O consumo moderado e regular de vinho tinto foi o item que mais contribuiu para reduzir a mortalidade em comparação com outros oito itens da dieta mediterrânea. Essa é a conclusão de um estudo publicado recentemente no "British Medical Journal".

O objetivo da pesquisa era investigar a importância e a relação com a mortalidade de cada componente individualmente. Durante oito anos e meio, cientistas das universidades Harvard, nos Estados Unidos, e Atenas, na Grécia, acompanharam 23.349 indivíduos. Nenhum deles havia sido diagnosticado previamente com doenças cardiovasculares, câncer ou mesmo diabetes.

O consumo moderado de álcool foi o item que mais contribuiu isoladamente para a queda no risco de mortalidade, respondendo por quase um quarto (23,5%) do efeito benéfico.

"O resultado é novo, pois sempre se analisou a dieta mediterrânea como um todo e, aqui, tentou-se analisar os responsáveis individuais pelos bons resultados", avalia o cardiologista Carlos Scherr, da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. "Estudos mostram que pessoas que consomem vinho têm menos doença cardiovascular", completa ele.

Os efeitos benéficos do vinho se devem ao álcool em si e à presença dos flavonoides da uva. Pesquisas comprovam que o álcool aumenta o HDL, o chamado "bom" colesterol. Os flavonoides, por sua vez, têm forte ação antioxidante, capaz de proteger as artérias. Além disso, a bebida promove a elasticidade dos vasos.

Mas os especialistas concordam que os benefícios observados só ocorrem dentro de um contexto que leve em conta uma dieta adequada, com alimentação saudável, atividade física e controle do estresse. "A única coisa capaz de reduzir a mortalidade na população é a mudança de hábitos de vida", enfatiza Scherr.



Estilo de vida

"É por isso que a gente fala em estilo de vida mediterrâneo", frisa o cardiologista Daniel Magnoni, chefe do serviço de nutrologia do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.

Sabe-se que, além de ter um padrão de alimentação mais saudável, os povos mediterrâneos costumam praticar mais atividade física. "Há estudos que mostram, inclusive, que pessoas que dormem após o almoço vivem mais", diz Magnoni, lembrando o hábito de fazer a "siesta", muito comum em países como a Espanha.

"O resultado não é surpresa, pois há algum tempo sabe-se que o álcool - e, em especial o vinho - protege contra a aterosclerose", concorda o cardiologista Luiz Antonio Machado César, diretor da unidade clínica de coronariopatia crônica do InCor (Instituto do Coração), em São Paulo.

Por outro lado, os especialistas frisam que, acima de 20 gramas diários (o que corresponde a cerca de duas doses diárias), começam a aparecer os prejuízos do consumo excessivo de álcool. Isso inclui o risco de hipertensão, miocardiopatia e até morte súbita, além de distúrbios de comportamento. As mulheres não devem tomar mais do que uma dose por dia.

Segundo os autores da pesquisa, além do vinho, o baixo consumo de carne vermelha, alta ingestão de vegetais, frutas e nozes e azeite de oliva foram os principais componentes capazes de reduzir a mortalidade.

Os demais alimentos avaliados, como cereais, laticínios e frutos do mar, não tiveram grande impacto. "Os peixes encontrados no Mediterrâneo não são os mais associados à queda do risco cardiovascular, que são os de águas frias", lembra o cardiologista Luiz Antônio Machado César.








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