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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Substância presente em alimentos causará autismo em 50% das crianças até 2025


Substância presente em alimentos causará autismo
em 50% das crianças até 2025

VidaSim - 28/05/2015
http://vidasim.com.br/saude/substancia-presente-em-alimentos-causara-autismo-em-50-das-criancas-ate-2025/




O título alarmante faz referência às pesquisas e dados levantados pela Dra. Stephanie Seneff, cientista sênior de pesquisas no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) (1). De acordo com ela, até o ano de 2025, uma porcentagem de 50% de todas as crianças serão autistas.

O crescimento nas taxas referentes ao desenvolvimento da doença vem aumentando e acredita-se que os agrotóxicos sejam um dos principais causadores. Conhecida como a maior produtora de herbicidas do mundo, a Monsanto comercializa um dos herbicidas mais vendidos no mundo, o Roundup. Este produto possui glifosato em sua composição, o qual é apontado como substância responsável por causar inúmeros problemas à saúde.

Entre as doenças relacionadas a utilização desse produto, Stephanie cita o autismo, doenças cardiovasculares, Alzheimer, câncer, deficiências nutricionais, entre outras. Ela diz que um dos principais contribuintes para a formação de doenças neurológicas em crianças são os alimentos transgênicos. E durante três décadas, a cientista se dedicou a estudar essas doenças, foram mais de 170 artigos acadêmicos produzidos (2) e, diante disso, ela afirma que "no ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas".

A estranha correlação existente entre o uso de Roundup nas plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready) e o aumento nas taxas de autismo foi apresentado pela Dr.Seneff em uma conferência. Os dados foram constatados após a cientista notar que os sintomas de toxidade do glifosato assemelham-se fortemente com aqueles advindos do autismo (3). A similitude entre ambos incluem biomarcadores, tais como baixo serum sulfate, convulsões, deficiência de zinco e ferro além de doenças mitocondriais.

O autismo apresenta-se como a deficiência de desenvolvimento de mais acelerado crescimento. Dados revelaram que hoje nos Estados Unidos, uma em cada 68 crianças nascem com autismo (4), e que as taxas vêm crescendo em aproximadamente 120% desde o ano 2000. Estima-se que em dez anos, 400 bilhões de dólares anuais serão gastos para tratar as pessoas afetadas com a doença.

Atualmente, a maioria dos produtos encontrados nos supermercados possuem milho e soja transgênicos. Podemos não ingerí-los em grandes quantidades, mas a somatória dessas pequenas quantias ao final pode colaborar pra o surgimento de inúmeras doenças consideradas graves.

Os resquícios de glifosato estão presentes em grande parte de diversos produtos, como por exemplo os refrigerantes adoçados com alto teor de frutose e xarope de milho, cereais, doces, batatas fritas e até mesmo barras de proteína de soja. Além disso, as carnes e as aves também entram para a lista, uma vez que a maioria desses animais recebe uma alimentação baseada em milho e soja transgênicos. A preocupação ainda aumenta, uma vez que tem sido encontrado o glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas, e até mesmo em células fetais (5).


Referências:
(1)- http://www.anh-usa.org/half-of-all-children-will-be-autistic-by-2025-warns-senior-research-scientist-at-mit/
(2)- http://people.csail.mit.edu/seneff/
(3)- http://themindunleashed.org/2014/10/mit-researchers-new-warning-todays-rate-half-u-s-children-will-autistic-2025.html
(4)- http://www.autism-society.org/what-is/facts-and-statistics/
(5)- http://naturalsociety.com/3-studies-proving-toxic-glyphosate-found-urine-blood-even-breast-milk/ - http://thecompletepatient.com/article/2014/june/9/its-everywhere-mit-scientist-presents-dire-portrait-damage-monsantos-roundup


sexta-feira, 13 de março de 2015

Componente do azeite (oleocantal) mata célula de câncer em minutos

Componente do azeite (oleocantal) mata célula de câncer em minutos
Diário da Saúde - 11/03/2015
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=componente-azeite-mata-celula-cancer-minutos



O azeite de oliva extra-virgem contém um ingrediente, chamado oleocantal, que mata células cancerosas sem danificar as células saudáveis. Imagem: Rutgers University]


Um ingrediente extraído do azeite de oliva extra-virgem mata uma variedade de células cancerosas humanas sem danificar as células saudáveis.

O ingrediente, chamado oleocantal, é um composto que rompe uma parte da célula cancerosa, liberando enzimas que causam a morte celular - já se sabia que o oleocantal protege contra o Mal de Alzheimer.

Em experimentos com células isoladas em laboratório, o composto matou as células cancerosas rompendo as vesículas que armazenam os resíduos da célula.



Hipótese falha

Já se sabia que oleocantal mata algumas células cancerosas, mas o que os cientistas não entendiam era o processo por meio do qual isso ocorre.

Face a esse desconhecimento, eles citavam a hipótese de que o oleocantal ativaria uma proteína que provoca a morte celular programada, conhecida como apoptose.

Paul Breslin, da Universidade de Rutgers (EUA), resolveu então tirar essa hipótese a limpo.

Depois de aplicar o oleocantal sobre as células cancerosas, ele verificou que as células começam a morrer muito rapidamente - de 30 minutos a uma hora. Como a morte celular programada leva entre 16 e 24 horas, ficou claro que outra coisa tinha que estar causando a destruição das células cancerosas.



Lisossoma

A resposta para o enigma é que as células do câncer estavam sendo mortas por suas próprias enzimas. O oleocantal perfura as vesículas no interior das células que armazenam seus resíduos - o "centro de reciclagem" das células.

Estas vesículas, conhecidas como lisossomas, são maiores em células de câncer do que nas células saudáveis, e contêm uma grande quantidade de resíduos.

Mas o oleocantal não prejudicou as células saudáveis, que ficaram em uma espécie de estado de dormência por cerca de um dia, voltando então à atividade normal.

"O oleocantal simplesmente as colocou para dormir", disse Breslin.

A equipe afirma que o próximo passo lógico da pesquisa será ir além das condições de laboratório e mostrar que oleocantal pode matar células cancerosas e encolher tumores em animais vivos. Além de avaliar o impacto sobre o corpo da "dormência" das células saudáveis.








Dez mandamentos contra o câncer

Dez mandamentos contra o câncer
Agência Fapesp - Washington Castilhos - 29/11/2007
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8090


Relatório do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer
é apresentado com recomendações para prevenir a doença,
entre as quais comer menos carne vermelha e parar de fumar.
Amamentação é contribuição brasileira para documento.


A amamentação pode ser uma poderosa arma na prevenção de alguns tipos de câncer. Por outro lado, o sal em excesso ou as bebidas açucaradas, como os refrigerantes, podem aumentar as chances de desenvolver tumores no estômago.

Esses são alguns dos alertas do relatório Alimentos, Nutrição, Atividade Física e Prevenção do Câncer: uma perspectiva global, lançado há duas semanas pelo Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer e apresentado no 2º Congresso Internacional de Controle do Câncer, que terminou nesta quarta-feira (28/11), no Rio de Janeiro.

O documento reúne dez recomendações e foi resultado de uma pesquisa de cinco anos que agregou estudos de pesquisadores de diversos países. Esse segundo relatório – o primeiro foi lançado em 1997 – inclui um trabalho brasileiro sobre amamentação, da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que serviu como base para a décima recomendação.

"O novo relatório, embora apresente recomendações similares às do texto anterior, mostra evidências mais fortes de que essas recomendações estão corretas. O grande diferencial entre as duas publicações é que a atual indica que a prevenção precisa começar ainda mais cedo do que se defendia em 1997", disse o pesquisador inglês Geoffrey Cannon, editor-chefe do relatório, à Agência FAPESP.

O relatório demonstra a importante associação entre alimentos, nutrição e atividade física com o risco de câncer. Cannon recomenda que os cuidados com a alimentação e com exercícios físicos devem começar desde cedo. De acordo com o estudo, manter-se magro dentro de limites saudáveis, evitando o consumo excessivo de carne vermelha e bebidas alcoólicas, é uma das melhores maneiras para prevenir a doença.

Segundo Cannon, a ligação entre gordura corporal e câncer é mais direta do que se imaginava. Foram encontradas evidências convincentes da ligação da obesidade com seis tipos de câncer: de esôfago, de pâncreas, do endométrio, de rim, de mama (pós-menopausa) e colo-retal.

Outra evidência encontrada no estudo é a ligação entre carnes vermelhas e processadas com o câncer colo-retal. A indicação é que não seja ingerida mais de 500 gramas de carne vermelha cozida por semana. Cannon também ressaltou a necessidade de cuidados com o consumo excessivo de sal e de açúcar. "Como herança da culinária portuguesa, o Brasil apresenta um consumo de sal que está entre os três mais altos do mundo", alertou.

O especialista inglês destacou a importância de as orientações brasileiras sobre amamentação terem sido incorporadas ao documento. "A amamentação reduz o risco de obesidade na criança e de câncer de mama na mulher. Essa recomendação reforça ainda a necessidade de se trabalhar a prevenção e o controle do câncer por meio de todo o ciclo de vida. A amamentação exclusiva do bebê até os seis meses ajuda a evitar a obesidade, um dos principais fatores de risco para o câncer", destacou.

Segundo Cannon, combater a obesidade é um desafio difícil. "Quando uma pessoa se torna obesa, o funcionamento do corpo muda, por isso o foco principal do relatório é sobre a prevenção da obesidade. É essencial o limite de alimentos com alta densidade energética", disse.

As recomendações do Fundo Mundial para Pesquisas de Câncer para prevenção da doença são:

01. Mantenha-se o mais magro possível, sem ficar abaixo do peso;

02. Mantenha-se fisicamente ativo, por pelo menos 30 minutos todos os dias;


03. Evite bebidas açucaradas e limite o consumo de alimentos de alto valor calórico;


04. Coma mais alimentos de origem vegetal, como hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais;


05. Limite o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas;


06. Se for consumir bebidas alcoólicas, limite-as a duas doses ao dia se for homem e a uma dose se for mulher;


07. Limite o consumo de alimentos salgados e de comidas industrializadas com sal;


08. Não use suplementos alimentares para se proteger contra o câncer;


09. Lembre sempre: Não fume;


10. Amamente as crianças até os seis meses.

domingo, 28 de outubro de 2012

Doação de cabelos para perucas para pacientes que enfrentam o câncer




Campanha incentiva doação de cabelos para pacientes com câncer
Prontuário de Notícias - http://www.prontuariodenoticias.com.br/ - 29/10/2012
G1 - http://g1.globo.com/ - 27/10/2012
Fabio Rodrigues - do G1


Moradora de São Carlos, SP, faz arrecadação para produzir perucas.
Ação voluntária visa melhoria da autoestima durante o tratamento.


Uma campanha em São Carlos (SP) incentiva a doação de cabelos para a confecção de perucas que serão destinadas gratuitamente a pacientes que enfrentam o câncer. A perda de cabelo devido aos efeitos colaterais do tratamento da doença causa um impacto psicológico na feminilidade da mulher, levando a uma baixa autoestima e, consequentemente, retardando o seu processo de recuperação, segundo especialistas.

Afim de amenizar esse sofrimento e ajudar as pessoas que não têm condições financeiras, uma moradora da cidade do interior de São Paulo criou o projeto Doação de Cabelos. A campanha teve início em agosto último e desde então Márcia Abondancia, de 40 anos, tem recebido muitas doações de pessoas do município. Durante esse período, ela conseguiu juntar variados tipos de cabelos, que estão guardados em duas caixas de sapatos.

A dona de casa Alice Sodré, de 55 anos, foi uma das que se sensibilizaram com a ação. Ele doou os cabelos que havia cortado há 12 anos. "Na ocasião eu pensei em vendê-los, mas não deu certo. Então resolvi guardá-los e agora eles serão bem úteis para alguém", disse.

A matéria prima será bem aproveitada por Abondancia, que almeja começar o quanto antes a produção das perucas. Para atingir esse objetivo, ela contará com mão de obra profissional. Três cabeleireiros da cidade irão ajudá-la em todo o processo.

“A gente faz o que pode. Se cada um der um pouco do que tem para ajudar ao próximo, já é um grande gesto”, declarou Osnaldo Domingues, de 46 anos, há nove trabalhando com cabelos. Especialista em próteses, ele afirmou que vontade não falta para realizar o trabalho voluntário por essa causa nobre. “Reservo às segundas-feiras se for necessário”.

Seis empresários de São Carlos também estão dispostos a colaborar com a campanha. Eles irão doar o dinheiro (cerca de R$ 3 mil) para a compra de uma máquina de costura especial para a confecção das perucas. A dona de casa acredita receber o equipamento até o fim da próxima semana.






Márcia exibe cabelos doados por moradores da cidade de São Carlos

(foto de Fabio Rodrigues/G1)



Inspiração

A campanha de Abondancia é inspirada em um gesto do irmão, que estudava para entrar na graduação, mas não conseguia. Após três tentativas, ele fez uma promessa: caso aprovado, deixaria o cabelo crescer durante todo o curso. Foi atendido e quatro anos depois formou-se em química de alimentos. Os cabelos foram doados para Fundação Amaral Carvalho, de Jaú (SP), que trata pacientes com câncer. Colegas de classe do irmão da dona de casa repetiram o gesto seis anos atrás.

A iniciativa despertou em Abondancia a vontade de ajudar ao próximo, mas uma forte depressão adiou os seus planos e a afastou do trabalho como porteira desde 2005. "Senti que agora era o momento, pois sabia que quando começasse teria que ter tempo. Estou me dedicando e isso tem feito bem para a minha saúde, para a minha recuperação. Cada vez que faço algo, quero fazer mais e mais", relatou.

A família da dona de casa abraçou a causa. As duas filhas, de 21 e 24 anos, a irmã, o cunhado, as sobrinhas, todos estão empenhados. Criaram um blog para a campanha e uma página na rede social que já conta com mais de mil seguidores.

A ação ganhou ainda mais repercussão quando Abondancia foi a quatro emissoras de rádio da cidade e duas de televisão divulgar o trabalho. Pessoas de municípios vizinhos, como Araraquara (SP) e Ribeirão Preto (SP) passaram a procurá-la para fazer doações.

A dona de casa ganhou cerca de três mil panfletos explicativos sobre a campanha. Parte foi deixada na Secretaria da Educação e distribuída nas 52 escolas do município entre os 1,2 mil professores. A outra metade foi entregue a padres para divulgar a ação durante as missas nas igrejas.






Cabelos doados por moradores da cidade que aderiram à campanha

(foto de Fabio Rodrigues/G1)



Doação

Abondancia tem ido pessoalmente à casa das pessoas em São Carlos retirar os cabelos doados. Com a repercussão da campanha, ela estuda um meio de viabilizar que doações de outras regiões cheguem a ela via Correios.

A dona de casa explicou que qualquer tipo de cabelo (liso, crespo, encaracolado) pode ser doado, desde que seja cortado acima de 12 centímetros. Para fazer uma peruca, é preciso um volume de cabelos de três pessoas.

"Se o cabelo estiver pintado de vermelho, preto ou loiro, não tem problema. Eu vou descolorir para ficar no mesmo tom. A minha ideia é não desperdiçar. Sobrou, faço franjinha. O objetivo é que as pessoas não joguem mais cabelos no lixo", frisou.

Abondancia faz questão que as perucas sejam 100% naturais. "Quero que a paciente sinta esse cabelo, que saiba que ali está o pedacinho de um amor imenso de alguém que está solidário a ela”, afirmou.



Resgate da autoestima

A maioria das mulheres em tratamento de câncer gosta de usar a peruca, mas uma de boa qualidade custa até R$ 1 mil e muitas pacientes não têm condições financeiras. O acesso ainda é um problema, afirma a psicóloga e psicoterapeuta Maria da Glória Gimenes, coordenadora do curso de Especialização em Psico-Oncologia do Hospital Pérola Byington e coordenadora da Clínica de Oncologia (Clinonco), em São Paulo.

A especialista conta que algumas pacientes usam a peruca sintética, mas nenhuma fica satisfeita. "Tem mulheres que preferem chapéu ou turbante a usar a sintética. Se a peruca não é de boa qualidade, chama mais a atenção do que o lenço. Com o cabelo natural é diferente, elas gostam muito mais. Isso resgata o feminino, a mulher se arruma outra vez, pode ser vaidosa e ficar muito bem. Com isso, melhora o tratamento e suporta melhor os efeitos colaterais", explica Gimenes.

Segundo a psicoterapeuta, o impacto da queda de cabelos devido ao tratamento costuma ser arrasador. Muitas mulheres começam a quimioterapia sem apresentar os sintomas da doença e sem ter consciência da gravidade do câncer. Quando se vêem sem cabelos, há uma alteração na imagem corporal.

Não caem somente os cabelos, mas também sobrancelhas e cílios. Elas não se reconhecem no espelho, isso leva a uma baixa autoestima, tem impacto na sexualidade, na ideia que ela faz de feminino. Essa campanha dessa senhora é fantástica e fundamental", diz a psicoterapeuta.









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sábado, 21 de janeiro de 2012

A Química do Cigarro - Veja o que você inala quando fuma


A Química do Cigarro

- Veja abaixo o que você inala quando fuma -


















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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Tomar aspirina diariamente reduz risco de câncer




Aspirina diária reduz risco de morte por câncer
Ambiente Brasil - 08/12/2010 - http://noticias.ambientebrasil.com.br/
G1 - BBC Brasil - 07/12/2010 - http://g1.globo.com/


Segundo pesquisa, consumo de 75 mg diários da droga reduziu em até 20% os riscos de morte.






Uma pequena dose diária de aspirina é capaz de reduzir substancialmente o risco de morte por uma série de tipos de câncer, segundo sugere um estudo britânico.

A pesquisa coordenada pela Universidade de Oxford verificou que uma dose diária de 75 mg reduziu em até 20% a chance de morte por câncer.

O estudo, publicado na última edição da revista científica “The Lancet”, analisou dados de cerca de 25 mil pacientes, a maioria deles da Grã-Bretanha.

Especialistas dizem que os resultados mostram que os benefícios da aspirina comumente compensam os riscos associados, como aumento da possibilidade de sangramentos ou irritação do sistema digestivo.

Outros estudos já haviam associado a aspirina à redução dos riscos de ataques cardíacos ou de derrames entre as pessoas nos grupos de risco.

Mas acredita-se que os efeitos de proteção contra doenças cardiovasculares sejam pequenos entre adultos saudáveis. Também há um risco maior de sangramentos no estômago e no intestino.

Porém a pesquisa publicada nesta terça-feira afirma que, ao avaliar os benefícios e os riscos do consumo de aspirina, os médicos deveriam também considerar seus efeitos de proteção contra o câncer.

As pessoas que consumiram o medicamento tiveram um risco 25% menor de morte por câncer durante o período do estudo, e uma redução de 10% no risco de morte por qualquer causa em comparação às pessoas que não consumiram aspirina.



Longo prazo

O tratamento com a aspirina durou entre quatro e oito anos, mas um acompanhamento de mais longo prazo de 12.500 pessoas mostrou que os efeitos de proteção continuaram por 20 anos tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

Após 20 anos, o consumo diário de aspirina ainda tinha o efeito de reduzir em 20% o risco de morte por câncer.

Ao analisar os tipos específicos da doença, os pesquisadores verificaram uma redução de 40% no risco de morte por câncer de intestino, 30% para câncer de pulmão, 10% para câncer de próstata e 60% para câncer de esôfago.

As reduções sobre cânceres de pâncreas, estômago e cérebro foram difíceis de quantificar por causa do pequeno número de mortes por essas doenças entre as pessoas pesquisadas.

Também não havia dados suficientes para analisar os efeitos da aspirina sobre cânceres de ovário ou de mama, mas os autores da pesquisa sugerem que a razão para isso é que não haveria mulheres suficientes entre as pessoas analisadas.

Mas estudos de larga escala sobre os efeitos da aspirina sobre esses tipos específicos de câncer estão em andamento.

O coordenador do estudo, Peter Rothwell, disse que ainda não aconselha os adultos saudáveis a começarem a tomar aspirina imediatamente, mas afirmou que as evidências científicas estão ‘levando as coisas nessa direção’.

Segundo Rothwell, o consumo diário de aspirina dobra os riscos de grandes sangramentos internos, que é de 0,1% anualmente. Mas ele diz que os riscos de sangramento são ‘muito baixos’ entre adultos de meia idade, mas aumentam bastante entre os maiores de 75 anos.

Segundo ele, o tempo ideal para começar a considerar tomar doses diárias de aspirina seria entre os 45 e os 50 anos, por um período de 25 anos.











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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tamanho do dedo indicador aponta risco de câncer de próstata



Tamanho do dedo indicador aponta risco de câncer de próstata
Fergus Walsh - BBC - Diário da Saúde - 01/12/2010
http://www.diariodasaude.com.br/

 



Uma nova pesquisa médica afirma que o comprimento dos dedos de um homem
pode indicar qual o risco de desenvolvimento de câncer de próstata. [Imagem: Wikimedia]
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Dedo e próstata

Uma nova pesquisa médica afirma que o comprimento dos dedos de um homem pode indicar qual o risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

O estudo, publicado na revista especializada British Journal of Cancer, descobriu que homens cujo dedo indicador era mais longo do que o dedo anular tinham uma probabilidade significativamente menor de desenvolver a doença.

Os pesquisadores fizeram a descoberta depois de comparar as mãos de 1,5 mil pacientes com câncer de próstata com as mãos de 3 mil homens saudáveis.

O comprimento dos dedos é determinado durante a gestação e estaria ligado aos níveis de hormônios sexuais no útero da mãe.

De acordo com os cientistas do Instituto de Pesquisa do Câncer da Universidade de Warwick, a criança terá um dedo indicador mais longo se for exposta a níveis menores de testosterona antes do nascimento, o que poderá ser uma proteção contra o câncer de próstata na fase adulta.



Risco pelo dedo

Uma das autoras da pesquisa, a professora Ros Eeles, afirmou que ainda serão necessários mais estudos nesta área, mas, se esta descoberta for confirmada, poderia ser usada para um exame simples que poderia detectar o risco de um homem desenvolver o câncer de próstata.

"Esta descoberta significa que o padrão dos dedos pode, potencialmente, ser usado para selecionar homens que tem o risco (de desenvolver a doença) para os exames, talvez uma combinação com outros fatores como histórico familiar ou testes genéticos", afirmou.

A pesquisa da Universidade de Warwick foi financiada por instituições de caridade britânicas voltadas para a pesquisa e assistência a pacientes de câncer, como a Prostate Action e a Cancer Research UK.



Um dedo à frente

Emma Halls, diretora-executiva da Prostate Action, afirmou que a pesquisa "nos coloca um passo a frente para ajudar a determinar os fatores de risco para câncer de próstata".

"No entanto, ainda estamos muito longe de reduzir o número de homens que morrem de câncer de próstata todos os anos e precisamos de mais pesquisa e educação em todas as áreas para conseguir isto", acrescentou.

Para a médica Helen Rippon, chefe do setor de pesquisa da instituição de caridade The Prostate Cancer Charity, a pesquisa é mais uma das provas de que o equilíbrio dos hormônios aos quais somos expostos antes do nascimento influencia o resto de nossas vidas.

Mas, Rippon acrescentou que homens cujos dedos indicadores são mais curtos não devem ficar "desnecessariamente preocupados".

"Eles dividem este traço com mais de metade de todos os homens e isto não significa que eles vão, definitivamente, desenvolver câncer de próstata".











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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Baixas doses de aspirina podem reduzir o risco de câncer de cólon



Baixas doses de aspirina podem reduzir o risco de câncer de cólon
News.med.br - The Lancet - 26/10/2010
http://www.news.med.br/
http://www.thelancet.com/


O uso de baixas doses de aspirina por longos períodos diminui a incidência e a mortalidade do câncer colorretal, mostrou um estudo randomizado com seguimento de 20 anos, publicado no periódico The Lancet.

O uso de aspirina por uma média de seis anos reduziu a incidência do câncer de cólon em um quarto, durante cerca de 18,3 anos de seguimento dos pacientes envolvidos no estudo, de acordo com Peter M. Rothwell e colaboradores da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Além disso, o risco de morte pela doença caiu em um terço, como publicado no periódico The Lancet. A redução na incidência do tumor ficou restrita a tumores localizados no cólon proximal e o uso de aspirina não foi associado à redução do câncer retal.

Outro achado importante do estudo, de acordo com os autores, é que uma dose de 75 mg de aspirina diariamente é tão efetiva na prevenção de doenças quanto doses mais altas e que a redução na mortalidade é “estatisticamente robusta e clinicamente importante”.

No entanto, os autores alertam para as consequências gastrointestinais que o uso do medicamento pode acarretar. O presente estudo avaliou homens com riscos cardiovasculares em uso de aspirina e os achados não podem ser estendidos para mulheres ou homens sem estes riscos. Novas pesquisas precisam ser realizadas para endossar os resultados.



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terça-feira, 20 de julho de 2010

A ciência já sabia que brócolis atuava contra o câncer de próstata, agora já se sabe o efeito




Explicado efeito do brócolis contra o câncer de próstata
Redação do Diário da Saúde - 20/07/2010
http://www.diariodasaude.com.br/




O brócolis inibe o desenvolvimento do câncer de próstata, mas até agora os cientistas não sabiam como o vegetal agia no organismo para produzir esse efeito protetor. [Imagem: Wikipedia].



Brócolis contra o câncer

O brócolis tem mostrado efeitos protetores contra uma série de doenças, do câncer de mama até a asma.

Ele também atua inibindo o desenvolvimento do câncer de próstata, mas até agora os cientistas não sabiam como o vegetal agia no organismo para produzir esse efeito protetor.

Esse mecanismo acaba de ser decifrado por uma equipe internacional de cientistas, chefiada pelo Dr. Richard Mithen, do Instituto de Pesquisas Alimentares da Inglaterra. A descoberta foi publicada no último exemplar da revista Molecular Cancer.



Sulforafano

Os cientistas descobriram que o efeito benéfico do brócolis deve-se ao sulforafano, um composto químico presente no vegetal que interage com as células que não possuem um gene chamado PTEN, reduzindo as chances do desenvolvimento do câncer de próstata ou retardando seu desenvolvimento.

O grupo realizou uma série de experimentos com tecidos da próstata humana e com modelos animais do câncer de próstata para estudar as interações entre a expressão do gene PTEN e a atividade anticâncer do sulforafano.

"O PTEN é um gene supressor do tumor, e a sua deleção ou inativação pode iniciar a carcinogênese prostática, ou aumentar a probabilidade de progressão do câncer. Nós demonstramos aqui que o sulforafano tem efeitos diferentes dependendo se o gene PTEN está presente ou não", explica Mithen.



Competição celular

Os cientistas constataram que, em células que expressam o PTEN, a ingestão de sulforafano não tem nenhum efeito sobre o desenvolvimento do câncer de próstata.

Em células que não expressam o gene, no entanto, o sulforafano torna as células "menos competitivas", oferecendo uma explicação de nível molecular para como consumir brócolis pode reduzir o risco de incidência de câncer de próstata, ou de sua progressão, se ele já tiver-se instalado.





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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Azeite ajuda a proteger contra o câncer de mama


Estudo indica mecanismo de proteção do azeite
contra o câncer de mama
Universitat Autònoma de Barcelona - Bibliomed - Boa Saúde - 30/06/2010
http://boasaude.uol.com.br/
http://www.bibliomed.com.br/


Pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, anunciaram, neste mês, a descoberta de um mecanismo pelo qual o azeite de oliva extra-virgem - ao contrário de outros óleos vegetais - pode ajudar a proteger contra o câncer de mama. Em artigo na revista Carcinogenesis, os cientistas descrevem a completa “cascata de sinais” dentro das células tumorais na mama provocada pelo azeite, e destacam que os benefícios incluem a redução da atividade de um gene causador de câncer chamado p21Ras, mudanças nos mecanismos de sinalização de proteínas específicas, o estímulo da morte das células doentes e a proteção do DNA contra danos.

Parte de um projeto de 20 anos, o estudo foi realizado com um modelo experimental animal em laboratório, comparando o efeito o azeite de oliva com o do óleo de milho. E demonstrou que o azeite de oliva estaria associado com maior incidência de tumores benignos na mama, ao mesmo tempo em que reduzia a atividade do gene causador do câncer, suprimindo a proliferação descontrolada das células e o crescimento dos tumores.

De acordo com os autores, uma dieta rica em gorduras está diretamente relacionada com a incidência do câncer. Alguns tipos de gordura, entretanto, parecem ter um papel protetor contra o desenvolvimento de tumores. Seria o caso do azeite de oliva - um ácido graxo monoinsaturado que contêm diversos compostos bioativos, como antioxidantes -, cujo consumo regular está associado com menores incidências de alguns tipos de câncer, como o de mama, e de doenças cardiovasculares.

Após diversas pesquisas para entender esses mecanismos e os efeitos das gorduras nas células tumorais - identificando genes e processos associados à proteção do azeite de oliva contra alguns tipos de câncer -, os pesquisadores anunciaram o início de um novo estudo com linhas de células humanas.



* * * * * * * *










domingo, 18 de abril de 2010

Tratamento Personalizado para Câncer



Tratamento Personalizado para Câncer
Agência Fapesp - 15/4/2010
http://www.agencia.fapesp.br/


Projeto internacional sequenciará centenas de genomas de cânceres.
Dados ajudarão a compreender melhor a doença e a explicar por que determinado tratamento funciona para uma pessoa e não para outra.
(Inst.Broad).


Centenas de sequências genômicas de cânceres de diferentes pessoas serão publicadas este ano. Nos próximos anos, serão milhares. A produção de tamanha base de dados, resultado de trabalhos coordenados pelo Consórcio Internacional do Genoma do Câncer (ICGC, na sigla em inglês), é considerada um marco na pesquisa da doença.

Em artigo publicado na edição desta quinta-feira (15/4) da revista Nature, os mais de 200 integrantes descrevem objetivos, metas e conquistas obtidas pelo consórcio lançado há um ano por cientistas de instituições de dez países.

O objetivo principal do ICGC é catalogar 50 dos mais comuns tipos e subtipos de câncer em adultos e crianças. Entretanto, como os participantes destacam no artigo, a dimensão do projeto, somada à necessidade de dados padronizados e de alta qualidade, torna a tarefa um grande desafio.

Os membros do consórcio coordenarão esforços de pesquisa e padronizarão conjuntos de dados e formas de apresentações dessas informações em diferentes estudos. Os participantes destacam a importância de abordar o "balanço delicado entre proteger os dados pessoais dos participantes e compartilhar esses dados de modo que a pesquisa do câncer possa avançar".

Os 50 tipos de câncer resultarão em cerca de 2,5 mil genomas diferentes - 500 para cada um. As sequências estarão disponíveis livremente na internet.

"Dado o enorme potencial do sequenciamento genômico em revelar informações clinicamente úteis, com custo relativamente baixo, antecipamos que, no futuro não tão distante, genomas parciais ou completos de cânceres serão rotineiramente sequenciados como parte da avaliação clínica dos pacientes", destacaram os autores.

Ou seja, em alguns anos o paciente poderá ter um tratamento totalmente personalizado, baseado nas informações obtidas do sequenciamento de seu tumor.

A estimativa pode ser até considerada conservadora, dado a velocidade do progresso em estudos genômicos nas duas últimas décadas. O primeiro projeto do genoma humano, que sequenciou meia dúzia de pessoas, custou US$ 1,5 bilhão e levou 15 anos. Hoje, a mesma quantidade de dados pode ser processada em uma semana, por uma fração do valor dispendido originalmente.

"Estamos vivendo uma revolução na maneira com que fazemos pesquisa sobre o câncer. No passado, o desafio era gerar informações. Hoje, os desafios são administrar o volume de dados gerados e encontrar maneiras de interpretá-los, testá-los e aplicá-los de modo adequado", disse Andrew Biankin, do Instituto Garvan de Pesquisa Médica, na Austrália, um dos pesquisadores do ICGC.

"O consórcio está fornecendo à comunidade científica mundial a melhor ferramenta de pesquisa possível, que permite saber como selecionar o estudo clínico adequado para cada estudo. Sequências genômicas completas permitem que identifiquemos as aberrações moleculares exatas de cada tumor. Entender as aberrações permite que possamos atingi-las com as drogas certas", disse Biankin.

Segundo o cientista, atualmente, quando se trata um câncer, os médicos prescrevem a seus pacientes os medicamentos que têm mais chances de funcionar. Mas o conhecimento atual é limitado. Uma droga pode não funcionar para uma pessoa, mesmo que atue com sucesso na maioria das outras.

"Se a droga falhar, passamos para o tratamento de segunda linha, terceira e assim por diante. No momento em que chegarmos a um tratamento que realmente funcione, o câncer poderá estar muito avançado. Em caso de câncer pancreático, por exemplo, o paciente provavelmente estará morto", afirmou Biankin.

"Os bancos de dados do consórcio, baseados na internet, ajudarão a tratar cânceres com tratamentos específicos. Além disso, as informações nos auxiliarão a entender por que alguns tratamentos funcionam e outros não. Também poderemos desenvolver drogas mais eficientes", disse.

O artigo International network of cancer genome projects (vol. 464 - 15 de abril de 2010 - doi: 10.1038/nature08987), do Consórcio Internacional do Genoma do Câncer, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.



Novo iogurte previne câncer e doenças coronárias



Novo iogurte previne câncer e doenças coronárias
Nilbberth Silva - Agência USP - Diário da Saúde - 13/04/2010
http://www.diariodasaude.com.br/



O iogurte criado na USP previne doenças coronárias, câncer de intestino e cólon, além de diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL), prisão de ventre e intolerância à lactose. [Imagem: Agência USP].




Santo iogurte

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) produziram um iogurte que previne doenças coronárias, câncer de intestino e cólon, além de diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL), prisão de ventre e intolerância à lactose.

A bebida previne as doenças porque agrega, além de bactérias típicas dos iogurtes, três microrganismos que fazem bem a saúde.



Fonte de fibras

O novo iogurte tem textura e sabor parecidos com o do iogurte comum, necessita dos mesmos cuidados de armazenagem e custa 30% mais caro. Feito com leite desnatado, também é light e fonte de fibras.

"Não existe no mercado um leite fermentado com um coquetel de benefícios tão grandes", afirma o engenheiro agrônomo Ricardo Pinheiro, que desenvolveu o iogurte durante o seu duplo doutorado, feito na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP e na Universidade de Gênova (Itália).



Bactérias no iogurte

Iogurtes têm naturalmente as bactérias Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus, que, juntas, auxiliam quem tem prisão de ventre.

Algumas bebidas têm, além dessas, até duas bactérias que, quando administradas vivas e em quantidade adequada, conferem saúde as pessoas (probióticas).

O alimento produzido pela USP possui três bactérias probióticas além das comuns a todos iogurtes. Quando elas chegam ao intestino, tomam o espaço e alimento dos microrganismos indesejáveis que lá habitam e os eliminam.



Metabolismo complicado

Para a bebida fazer efeito, é necessário que todos as bactérias cheguem vivas ao intestino - e em uma concentração de 10 a 100 milhões de colônias de organismos por mililitro (ml) de produto.

Por isso, a maior dificuldade em fabricar o iogurte foi conseguir que, em um período de 35 dias, as bactérias não matassem umas às outras ao acidificar a bebida e competir por alimento.

"Manter a quantidade apropriada de bactérias é difícil", diz Pinheiro. "O metabolismo de uma bactéria pode prejudicar outra. As do gênero Bifidobacterium, por exemplo, produzem ácido acético, fatal para os lactobacilos".



Nutrientes

Para contornar essas dificuldades, Pinheiro estudou quais nutrientes cada bactéria necessitava e os produtos que excretava quando estavam sozinhas e em conjunto no leite.

Ele concluiu que a melhor solução era adicionar ao iogurte um açúcar chamado inulina, que é fonte de alimento para as bactérias e impede que algumas "morram de fome".

Outras soluções foram colocar na bebida quantidades maiores dos microrganismos mais frágeis e envolvê-los com uma goma que os impedia de serem danificadas pelo metabolismo dos outros.

Segundo o pesquisador, o resultado agrada. "O produto é funcional e bastante aceitável ao paladar. Ele é mais caro, porém o benefício que traz é maior".

O novo iogurte ainda precisa ser patenteada, para só depois começar a ser fabricado em escala industrial.



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cigarro pode indicar baixo Q.I. - Pessoas menos inteligentes?


Cigarro pode indicar baixo QI

Revista Época - 25/02/2010
http://revistaepoca.globo.com/


Estudo israelense indica que indivíduos com QI mais baixo são mais propensos ao vício do fumo, mas não significa que cigarros tornam as pessoas menos inteligentes.

Você fuma? O cigarro pode indicar baixo QI.


Que o cigarro faz mal à saúde, todo mundo sabe: causa câncer de pulmão, de boca e esôfago, piora as condições cardio-vasculares e contribui para o envelhecimento precoce das células em geral. O que não se sabia é que ele pode sugerir QI baixo nos fumantes. Isso quer dizer que quem fuma é burro? Não se pode julgar o quociente de inteligência das pessoas sob essa ótica, mas uma pesquisa com mais de 20 mil soldados israelenses mostrou que os fumantes têm QI mais baixo do que os não fumantes e que, quanto mais eles fumam, menor é seu QI.


Homens jovens que fumam um maço de cigarros ou mais por dia tiveram cerca de 7,5 pontos abaixo dos não fumantes. Segundo o grupo de pesquisa, liderado por Mark Weiser, do Centro Médico Sheba de Tel Hashomer, adolescentes que têm baixo QI devem ser submetidos a programas para prevenir o fumo.

A pesquisa, publicada no U.S. National Library of Medicine National Institutes of Health, diz que enquanto há evidências da relação entre o fumo e baixo QI, muitos estudos têm se baseado em testes de inteligência aplicados na infância, incluindo pessoas com distúrbios mentais e de comportamento. Os dois últimos casos estão mais sucetíveis ao fumo e a ter QI baixo.

Para melhor entender a relação entre fumo e QI, os pesquisadores israelenses trabalharam com 20.211 soldados de 18 anos recrutados para o Exército de Israel. O grupo não incluiu ninguém com problemas mentais uma vez que esse tipo de doença desqualifica o cidadão para o serviço militar.

De acordo com os pesquisadores, 28% dos participantes fumavam pelo menos um cigarro por dia, cerca de 3% disseram ser ex-fumantes e 68% nunca haviam fumado. Os fumantes foram muito pior nos testes de inteligência e isso se manteve mesmo depois que os cientistas os dividiram por nível socioeconômico e escolaridade do pai do recruta.

O QI médio para não fumantes foi de 101, enquanto que para os jovens que começaram a fumar antes de entrarem para o Exército deu 94. Esse número cai de acordo com o número de cigarros que o sujeito fuma por dia: de 98 para quem fuma de um a cinco cigarros ao dia para 90 àqueles que tragam mais de um maço diariamente. Os jovens que não fumavam antes, mas passaram a fumar depois de entrar para a carreira militar atingiram 97 pontos. QI entre 84 e 116 é considerado médio.

Os pesquisadores também compararam o QI de 70 pares de irmãos no grupo, em que um deles não fumava e o outro, sim. Novamente, o QI médio dos irmãos não fumantes foi maior do que os que fumam. Esses resultados sugerem que indivíduos com QI mais baixo são mais propensos ao fumo e não que cigarros tornam as pessoas menos inteligentes.




segunda-feira, 5 de abril de 2010

Você ainda acredita que celular não causa câncer?



O que de fato devemos temer em relação aos telefones celulares?
Frédéric Dubois - Diário da Saúde - 21/01/2010
http://www.diariodasaude.com.br/


O crescente número de usuários e as antenas de retransmissão, proliferando mesmo nos cantos mais remotos do mundo, significam que estamos constantemente imersos em um mar de radiofrequências. [Imagem: Wikimedia]



Mar de radiofrequências


A utilização dos telefones celulares cresceu exponencialmente ao longo dos últimos 10 anos, muito mais rapidamente do que aconteceu com a televisão e o com rádio na época do surgimento dessas tecnologias.

Por isso, é muito cedo para quantificar os riscos a longo prazo que os celulares impõem sobre a saúde humana.

Contudo, o crescente número de usuários e as antenas de retransmissão, proliferando mesmo nos cantos mais remotos do mundo, significam que estamos constantemente imersos em um mar de radiofrequências (RF).

Será que nossos corpos são capazes de suportar tal exposição? Até que nível? O efeito seria o mesmo para todas as pessoas?



Celular e tumores cerebrais

Pesquisadores do projeto Interphone, o maior estudo epidemiológico já realizado sobre a relação entre o câncer e os telefones celulares, estão divulgando seus primeiros resultados.

Embora a interpretação deste estudo ainda não permita tirar conclusões definitivas, ele sugere que o uso de telefones celulares pode causar a ocorrência de certos tumores cerebrais.

Os resultados iniciais do estudo, iniciado em 1999 pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC) em 13 países industrializados, sugerem que as pessoas que usaram telefones celulares regularmente por 10 anos apresentam um maior risco de desenvolver determinados tumores.

O estudo analisou quatro tipos de tumores que afetam o cérebro ou as partes da cabeça ao redor das orelhas. Cada participante recebeu um questionário detalhado sobre o uso do telefone celular, seu perfil demográfico, se usa ou não outros sistemas de comunicação, se fuma e tudo sobre seu histórico médico pessoal e familiar.

No total, 2.765 pessoas com gliomas, 2.425 com meningiomas, 1.121 com neuroma acústico e 400 com câncer da glândula parótida foram entrevistadas utilizando um protocolo comum, juntamente com um grupo controle de 7.658 pessoas.



Uma interpretação prudente...

Com relação aos gliomas, o câncer do cérebro com maior risco de mortalidade, o estudo Interphone afirma que "os dados dos países escandinavos e do Reino Unido identificaram um maior risco de desenvolver este tipo de tumor no lado da cabeça normalmente usado para telefonar".

Os resultados sugerem que a probabilidade de os usuários desenvolverem um glioma após 10 anos de uso contínuo do telefone celular é até 60% mais elevado nos países escandinavos, quase 100% maior na França e perto de 120% na Alemanha.

Para os meningiomas e neuromas acústicos, os resultados não são tão claros, embora perceba-se uma tendência semelhante. Para os tumores da glândula parótida, por outro lado, nenhum aumento no risco foi observado.

Mas futuras investigações, com períodos de latência maiores, serão necessárias para confirmar estes resultados.

Elisabeth Cardis, do Centro de Investigação em Epidemiologia Ambiental (CREAL) em Barcelona, na Espanha, coordenadora do Interphone, no entanto, minimiza a natureza alarmante destes primeiros resultados:

"Eles de fato indicam um possível aumento do risco entre os usuários a longo prazo, mas essa observação talvez seja artificial, devido a duas influências principais que podem invalidar as conclusões. Por um lado, os relatórios podem estar subestimados devido ao viés da seleção [dos voluntários], ou seja, quase 55% de taxa de não-resposta entre os usuários saudáveis. Por outro lado, pessoas com câncer pode ter superestimado seu próprio uso de telefones celulares. Isso é o que é conhecido como viés de memorização", diz ela.



Usuário regular

Um grande número de organizações que fazem campanhas para a adoção de normas mais rigorosas sobre o uso de telefones celulares acredita que a definição de "usuário regular" - utilizado no estudo Interphone para representar alguém usando um telefone celular pelo menos uma vez por semana por pelo menos seis meses - é muito amplo, podendo distorcer os resultados.

"Este é, contudo, um conceito muito claro adotado em todos os estudos", diz Elizabeth Cardis. "Quando as pessoas se encontram nesse perfil, um questionário detalhado é enviado para documentar suas histórias completas do uso do telefone celular. Nós fizemos análises pelo número de anos de utilização, número total de chamadas, o número de horas etc.".



Interferências com o sistema imunológico

Os resultados finais do Interphone deverão ser publicados nos próximos meses. Até lá, os governos não podem (ou não querem) utilizar o estudo como uma base para a introdução ou a modificação de suas legislações.

Entretanto, outros estudos apontam na mesma direção, como uma tese de doutoramento defendida na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, em junho de 2008, perante um júri internacional de especialistas.

Dirk Adang, orientado por André Vander Vorst, mediu o impacto das ondas eletromagnéticas em quatro grupos de ratos. Roedores de três destes grupos foram submetidos ao longo de um período de 18 meses, o equivalente a 70% de suas vidas, a diferentes níveis de exposição eletromagnética, sempre em conformidade com as normas internacionais vigentes. O grupo controle não foi exposto.



Efeitos da radiação sobre o sistema imunológico

O estudo chegou a duas conclusões principais.

A primeira diz respeito ao efeito da exposição à radiação eletromagnética sobre os sistemas imunológicos dos ratos. Em análises de amostras de sangue, realizadas a cada três meses, Dirk Adang identificou, nos ratos dos três grupos que sofreram a exposição, um aumento dos monócitos, células brancas do sangue envolvidas na eliminação de corpos estranhos do organismo.

Esta descoberta sugere que o organismo responde à exposição a doses baixas de radiação eletromagnética como se fosse uma agressão externa.

A segunda e mais preocupante conclusão diz respeito à taxa de mortalidade: 60% dos ratos dos três grupos expostos morreram dentro dos três meses do experimento, contra 29% no grupo controle.



Princípio da precaução contra os celulares

Novamente, com relação ao experimento realizado com ratos, esses resultados não permitem conclusões definitivas. Um relatório da Comissão Europeia, publicado em 2009 pelo Comitê Científico de Riscos Emergentes e Recentemente Identificados, indica que não há nenhuma evidência de qualquer impacto das ondas eletromagnéticas sobre a saúde humana, mas recomenda que mais pesquisas sejam realizadas sobre o assunto.

Embora as condições nas quais os telefones celulares são prejudiciais para a saúde pública não estejam claramente estabelecidas, pode-se razoavelmente duvidar de que os úteis aparelhinhos sejam totalmente inocentes.

O que dizer então das cercanias das antenas de retransmissão? E do efeito combinado com as ondas Wi-Fi? O impacto desses parâmetros sobre a saúde ainda é desconhecido.

Mais estudos científicos independentes serão provavelmente necessários para esclarecer todas essas dúvidas. Enquanto isso, cientistas estão defendendo o princípio da precaução:

- evitar o uso excessivo dos telefones celulares, especialmente entre as crianças e os jovens;

- usar fones de ouvido com fio ou dispositivos sem fios;

- não utilizar telefones celulares em veículos em movimento, o que os obriga a operar com potência total para manter a conexão.

Afinal, não é largamente aceito que o uso excessivo de qualquer coisa é prejudicial?




A eletro-hipersensibilidade existe de fato?

Certas pessoas parecem ser mais sensíveis às ondas eletromagnéticas emitidas particularmente pelas antenas de retransmissão de telefonia celular.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluir a hipersensibilidade elétrica na sua lista de patologias, a doença só é reconhecido na Suécia e na Grã-Bretanha.

Sabine Rinckel, uma cidadã da cidade de Estrasburgo, entrou com inúmeras ações judiciais para obter reparação de danos por parte das autoridades francesas. "Eu sofria de enxaquecas e dores nas costas desde que foi instalada uma antena de retransmissão no telhado do meu prédio", conta ela, que tem 40 anos de idade. "Tenho formigamento nos dedos e nas pernas. Sem mencionar esses choques elétricos que machucam meu maxilar. Eu passei por uma cirurgia em 1981, durante a qual parafusos e placas foram inseridos nos ossos do meu rosto".

Os médicos que examinaram Sabine Rinckel foram incapazes de diagnosticar qualquer coisa porque sua patologia não é reconhecido pela profissão.

"Apesar de ter mudado de apartamento, eu continuo sentindo estes sintomas. Eles são tão fortes que eu sou capaz de localizar as antenas de retransmissão sem vê-las", diz a paciente.






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