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quarta-feira, 12 de março de 2014

Nutricionista do comercial da Friboi pede desculpas

Nutricionista do comercial da Friboi pede desculpas
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) - 11/03/2014
http://svb.org.br/noticias/1350-nutricionista-friboi-pede-desculpas





 
Entre outubro e novembro de 2013, a Friboi veiculou comercial televisivo em que uma nutricionista afirma que "carne é essencial" e a SVB reagiu acionando o Conselho de Autorregulação Publicitária (CONAR) pelo comercial enganoso - e também Conselho Regional de Nutrição 4ª Região (CRN-4) para que tomasse as providências diante da postura anti-ética da nutricionista (veja aqui a história - http://www.svb.org.br/noticias/972-svb-aciona-conar-sobre-friboi). Por conta da reação da SVB, a nutricionista foi questionada e agora se manifestou diretamente por e-mail pedindo desculpas à SVB pelo ocorrido.

Ao pedir "desculpas pela fala do comercial da Friboi", a nutricionista Roberta Ferreira (CRN 2004-1-01181) alegou: "De maneira nenhuma quis ofender os vegetarianos, o que acontece é que eu não escolho a fala da propaganda". Na mensagem, ela disse ainda que estava "muito nervosa em fazer a cena", que não se atentou ao que estava escrito e que sabe que proteínas estão presentes em fontes vegetais também.

A SVB está analisando as medidas cabíveis e segue em contato com o CRN-4 exigindo que uma providência oficial seja tomada pelo conselho de classe, em vez de meramente um pedido de desculpas feito pessoalmente por e-mail.

O CONAR, acionado pela SVB no mesmo momento devido ao teor enganoso da peça publicitária, instaurou o processo ético Nº 317/2013 para avaliar possíveis providências, mas, até o momento desta redação, não havia publicado parecer sobre o caso.


Friboi, Roberto Carlos e o fiasco publicitário

Após a campanha com o ator Tony Ramos em 2013, a Friboi lançou no mês passado (fev/2014) nova campanha publicitária em que o cantor Roberto Carlos alega que voltou a comer carne. A despeito do cachê milionário, e à parte do fato de que a afirmação do cantor é enganosa (já que ele nunca foi vegetariano, pois comia "carnes brancas"), o lançamento foi uma verdadeira tragédia de marketing, tendo levado dezenas de especialistas em publicidade e formadores de opinião a condenar tecnicamente e moralmente a campanha. Ativistas também publicaram uma incisiva paródia do comercial (http://www.youtube.com/watch?v=E1XpzJ5bX5U) sugerindo que "não adianta tentar esquecer" o sofrimento dos animais.



quinta-feira, 28 de março de 2013

Brasil mata um boi, um porco e 166 frangos POR SEGUNDO



Brasil mata um boi, um porco e 166 frangos POR SEGUNDO
Vista-se - 27/03/2013
http://vista-se.com.br/redesocial/brasil-mata-um-boi-um-porco-e-166-frangos-por-segundo/





Durante os 20 minutos em que você almoça, mais de 200 mil animais são assassinados apenas no país do samba e da pecuária

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou nesta quarta-feira (27/03/2013) os números da pecuária brasileira no ano de 2012 (veja aqui). Infelizmente, o país mantém a triste marca de matar, a cada segundo, um boi, um porco e 166 frangos. Sim, você não leu errado, estes números são referentes a um segundo.

A indústria pecuária comemora o aumento dos assassinatos de bovinos e suínos e relata leve queda nas mortes de frangos. Apenas em 2012, o Brasil matou 31,118 milhões de bovinos. Entre eles, os bois nascidos de inseminação artificial para crescerem e serem assassinados e vacas que não atenderam mais os anseios da indústria leiteira. Sim, se você consome laticínios, saiba que o seu dinheiro ajudou estas empresas a derramar o sangue destes animais. Cada segundo de 2012 trouxe a morte de um boi ou vaca.

Ainda durante os 12 meses do ano de 2012, o nosso país tirou a vida de 35,980 milhões de porcos. Sim, aquele animalzinho dócil e brincalhão que estrelou o filme “Baby”, na década de 90. Imagine um animalzinho curioso daquele tendo seu corpo perfurado a cada segundo.

Apesar destes números serem realmente chocantes, os animais que mais são assassinados pela indústria brasileira são os frangos. De janeiro a dezembro de 2012, 5,238 bilhões de animais tiveram suas gargantas cortadas nos matadouros de aves do Brasil. Este número corresponde à triste média de 166 animais por segundo.

Estes números não englobam a morte de outros animais considerados de consumo em nosso país como peixes, carneiros, jacarés, capivaras, codornas e tantos outros. Enquanto você lia esta matéria, lá fora, nos matadouros, cerca de 20.160 animais foram assassinados e terão seus pedaços expostos em um supermercado próximo à sua residência nos próximos dias. Por favor, não compre e nos ajude a reverter este quadro. Acesse www.sejavegano.com.br e encontre dicas e primeiros passos para uma vida livre de crueldade.












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domingo, 5 de agosto de 2012

Você não precisa comer... (uma ótima campanha do VISTA-SE)



Uma Ótima Campanha do VISTA-SE


Rico em...


(clique na foto para vê-la ampliada)





Hoje Você Ri...


(clique na foto para vê-la ampliada)




Conheça o Site do VISTA-SE:
http://www.vista-se.com.br










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Abate Humanitário - Matança?



Abate Humanitário
Sérgio Greif - Pensata Animal nº 29 - Novembro de 2009
http://www.pensataanimal.net/


O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?


De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.

Humanitário... bem-estar... palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.

Quando enviamos ajuda humanitária à África não estamos enviando recursos para que os africanos possam se matar de uma forma mais rápida e menos dolorosa. Não estamos pensando: “Bem, aquele continente vive na miséria, cheio de fome, doenças e guerras, vamos resolver isso matando-os”. Ajuda humanitária significa alimentos, água, remédios, cobertores... intervenções realmente em benefício daqueles indivíduos.

Quando falamos em bem-estar social, bem-estar do idoso, bem-estar da criança, não estamos pensando em outra coisa senão proporcionar o bem a essas pessoas. Jamais pensamos em métodos de matá-los com menos sofrimento, porque isso seria o contrário de bem-estar, seria o contrário do que consideramos humanitário.

Por isso, quando escutamos alguém falar em “abate humanitário”, isso soa como um contra senso. A primeira palavra representa algo que vai contra os interesses do indivíduo e a segunda encerra um significado que atende aos seus interesses. Igualmente, a idéia de “bem-estar de animais de produção” é um contra senso, pois a preocupação com o bem-estar implica em preocupar-se com a vida, e não visar sua morte ou exploração de alguma forma.

Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.

As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?

O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pessoas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.

Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.

A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.

Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser humano por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.

Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?

A questão é bastante complexa, porque envolve ideologias, forças do mercado, psicologia do consumidor e política, entre outros assuntos. O conceito de abate humanitário atende aos interesses de diferentes grupos (pecuaristas, grupos auto-intitulados “protetores de animais”, políticos, etc.) não necessariamente integrados entre si.

Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.

Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem matá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.

“Protetores de animais” lucram com o conceito de abate humanitário, pois isso lhes rende a possibilidade de fazerem parte do mercado. Há entidades de “proteção” animal que se especializaram em matar animais. Sob a pretensão de estarem ajudando aos animais, elas mantém fazendas-modelo onde pecuaristas podem aprender de que forma melhorar sua produção de carne, leite e ovos e de que forma matar animais de uma maneira mais aceitável pelo ponto de vista do consumidor comum. Podem também lucrar servindo como consultores em frigoríficos.

Simultaneamente, essas entidades fazem propaganda no sentido de convencer o consumidor de que todo o problema relacionado ao consumo de carne encontra-se na procedência da carne, na forma como os animais são mortos, e não no fato de que eles são mortos em si. A fórmula é muito bem sucedida, pois essas entidades acabam gozando de bom prestígio entre pecuaristas e consumidores comuns, não se opondo a quase ninguém. Políticos vêem na aliança com essas entidades a certeza de reeleição, e por isso elas contam também com seu apoio.

Exercendo seu poder para educar as pessoas ao “consumo responsável” de carne, essas entidades não pedem que as pessoas façam nada diferente do que já faziam. Elas não propõe uma mudança de fato em favor dos animais, pois os padrões de consumo da população mantêm-se os mesmos e os animais continuam a ser explorados. A diferença está no fato de que essas campanhas colocam a entidade em evidência. A entidade se promove, deixando a impressão de que ela faz algo de realmente importante em nome de uma boa causa. Dessa forma as pessoas realizam doações e manifestam seu apoio, ainda que sem saberem ao certo o que estão apoiando.

Com a carne abatida de forma “humanitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.

De toda forma, os interesses desses grupos não coincide com os interesses dos animais, e por esse motivo não faz sentido que esses grupos utilizem nomenclaturas tais como como 'bem-estar' e 'humanitário', que podem vir a dar essa impressão.

Entidades que promovem o abate humanitário não protegem animais, mas sim promovem sua exploração. Elas estão alinhadas com os setores produtivos, que exploram os animais e não com os animais. Se elas protegessem animais trabalhariam pelo melhor de seus interesses. Seriam eles mesmos vegetarianos e não consumidores de carne. No entanto, adotando sua postura e sua retórica, não desagradam a praticamente ninguém, e dessa maneira enriquecem e ganham influência.

Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.

Ainda que uma campanha pelo vegetarianismo provavelmente conte com menos popularidade e menor adesão da população, até porque isso demanda uma mudança verdadeira na vida das pessoas, certamente uma campanha nesse sentido atende ao interesse real dos animais.

Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade é menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.




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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Você conhece carne fermentada? Comeria ou não?


Carne produzida em laboratórios abre portas para um futuro sem matadouros

Portal R7 - Agência Efe - 03/05/2010
http://noticias.r7.com/



Alguns países já investem milhões nesse tipo de pesquisa.


A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. Foto: Getty Images.


A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto.

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista Time em 2009, seria "mais saudável e menos poluente" e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores.

Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A (H1N1, popularmente conhecida como suína).

Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nessa área, diz que também será possível produzir carne light.

- E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos.

Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que "a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado", como o leite e o queijo. Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana ele não detalhou o assunto.

- Não sabemos de nenhum risco.

A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a floresta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas.

A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos. Por enquanto, os resultados são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.

Se a tecnologia continuar avançando, "de cinco a dez anos", estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife "tradicional".

O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.

- Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora precisam de pesquisa biomédica.

O governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões (R$ 8,69 milhões), seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.

Para o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes. Esses avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.

Tal setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja.









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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Não é necessário parar de comer carne



Não é necessário parar de comer carne
Paula Rothman - Info Online - 12/11/2009
http://info.abril.com.br/


Getty Images



Relatório analisa métodos agrícolas e dieta da população para concluir que pequenas mudanças podem levar a enormes benefícios ambientais.

Ao contrário de teorias que afirmam ser necessário eliminar toda produção e consumo de carnes no mundo, uma nova pesquisa aponta para soluções menos drásticas, porém eficientes.

A adoção de métodos mais sustentáveis e a diminuição no consumo de carne para apenas três vezes por semana seriam suficientes para garantir alimento para uma população crescente até 2050. Isso traria uma pequena mudança na dieta média mundial. Se hoje ela é composta 38% por carne, a sugestão é que tivesse 30%.

As organizações Friends of the Earth e Compassion in World Farming partiram de quatro problemas básicos relacionados à alimentação para compor o relatório. O primeiro deles é o grande impacto ambiental causado pela criação de animais e produção de laticínios. Segundo o relatório, esses dois fatores emitem mais gases causadores de mudanças climáticas do que todo o transporte do mundo.

O segundo é a alegação de que seria necessário mais espaço para cultivar comida o suficiente para uma população em expansão, aumentando as produções em massa.

O terceiro é a má distribuição de alimento, já que existem hoje um bilhão de obesos e o mesmo número de subnutridos no mundo, e países do desenvolvidos comem até seis vezes mais carne que aqueles de países mais pobres.

O quarto é o crescente desmatamento, especialmente na América do Sul, para dar lugar a mais pastagens.

Nos diferentes cenários elaborados, a pesquisa conclui que a simples redução de carne e consumo de laticínios poderia ser suficiente para produzir comida o bastante para alimentar os mais de nove bilhões de pessoas esperadas até 2050 sem a necessidade de desmatamento de mais áreas.

As soluções propostas seriam comer carne de duas a três vezes por semana e adotar mais técnicas de agricultura orgânica.

O relatório sugere que a participação dos consumidores teria grande impacto nessa mudança.










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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Americana entra em coma após comer hambúrguer



Americana entra em coma após comer hambúrguer
e preocupa os EUA

G1 - Globo - 13/10/2009
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/



Professora de dança perdeu movimentos após comer carne contaminada.
Governo já retirou 14 milhões de toneladas de carne das prateleiras.



O principal ingrediente de um prato tipicamente americano, o hambúrguer, virou motivo de preocupação nos Estados Unidos. Uma americana perdeu os movimentos da cintura para baixo após comer uma carne contaminada por uma bactéria.


Stephane era professora de dança no estado de Minessota. Começou a se sentir mal depois de ter comido hambúrguer preparado em casa pela mãe, que havia comprado uma caixa no setor de congelados do supermercado.

Os sintomas começaram com diarréia, depois Stephanie teve convulsões, ficou inconsciente e entrou em coma induzido por nove semanas. Após dois anos, ela não consegue mais andar.

Chorando, a ex-professora de dança diz que nunca pensou que um hambúrguer fosse mudar completamente a sua vida.

O sistema nervoso dela foi atingido pela bactéria escherichia coli, que estava alojada na carne moída.

O hambúrguer é o arroz com feijão dos americanos. Nos Estados Unidos, a carne é normalmente moída em grande escala fora do supermercado, em centros industriais. Cada pacote pode ter uma mistura de várias partes do boi. E é aí que está o risco.

A bactéria fica alojada no intestino do gado. Às vezes, no abatedouro, partes do intestino contaminadas com a bactéria são cortadas e se misturam a outras peças que, depois, são moídas.

Apesar da fiscalização intensa, não são raros os casos de apreensão de carne, por suspeitas de contaminação.

Nos últimos dois anos, 112 pessoas adoeceram no país, atingidas pela bactéria. O governo retirou 14 milhões de toneladas de carne das prateleiras.

Casos graves, como o de Stephanie são muito raros. Mas especialistas em saúde ensinam: para evitar misturas e carnes contaminadas, o jeito mais seguro é ainda o mais antigo, isto é, escolher o pedaço no açougue e pedir que a carne seja moída na hora, na frente do consumidor.

Esse conselho também vale para os consumidores no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, não há lei federal que proíba a venda de carne pré-moída e cada estado pode ter a sua própria legislação.







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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nasce um Movimento: Segunda Sem Carne! Vamos Participar?




Um grupo de organizações de saúde pública dos Estados Unidos lançou recentemente a campanha “Segunda sem carne”, que encoraja os cidadãos a se comprometer com uma ação simples: evitar o consumo de carne às segundas.

E como deixar de comer carne pode fazer diferença? Em primeiro lugar, segundo um estudo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as emissões de gases-estufa associadas à cadeia de produção da carne representam um quinto das emissões totais mundiais. Nada menos que 18% das emissões provém do desmatamento para a criação de pastagens, do transporte da carne e do processamento industrial do alimento, entre outros fatores.

Além disso, o excesso do consumo de carne pode aumentar a incidência de câncer, enquanto dietas ricas em frutas e verduras reduzem o risco de problemas cardiovasculares e diabetes.

Segundo a campanha “Segunda sem carne”, se a população total dos Estados Unidos não comesse carne às segundas, a redução das emissões seria equivalente a que ocorreria se todas as pessoas do país trocassem seus veículos comuns por um carro ultra-eficiente energeticamente, como o híbrido Toyota Prius. A quantidade de água economizada seria suficiente para que cada pessoa enchesse sua banheira aproximadamente 20 vezes por ano, e se evitaria o consumo de 12 bilhões de galões de gasolina. Já imaginou como estes números poderiam aumentar se todo o mundo participasse desta iniciativa?

“Os desafios que o mundo enfrenta são variados e complexos. Os recursos mundiais estão se esgotando, os ecossistemas se deterioram, o sistema financeiro cambaleia e muitas pessoas vivem em condições de pobreza. Diante destes desafios, o que cada um pode fazer pelo planeta?”, destaca o vídeo de apresentação da campanha.

A resposta vem em seguida: “A produção de carne é extremamente ineficiente, o que ameaça os recursos naturais e a saúde pública, e aumenta a emissão de gases do efeito estufa que estão acelerando o aquecimento global. Não pedimos que você se torne vegetariano nem se transforme em defensor dos direitos dos animais, mas apenas assuma o compromisso de não comer carne uma vez por semana. Nenhum outra ação é tão simples e poderosa para ajudar o planeta”.

Para participar da campanha, evite comer carne às segundas, e escolha receitas vegetarianas para substitui-la.


Meatless Monday
Logo da Campanha Segunda Sem Carne









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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ghent, cidade na Bélgica, institui o dia sem carne




Cidade na Bélgica institui o Dia Sem Carne
que acontece semanalmente, toda quinta-feira

Vista-se - 21/05/2009

http://vista-se.com.br/site/cidade-na-belgica-institui-o-dia-sem-carne-que-acontece-semanalmente-toda-quinta-feira



A cidade de Ghent, na Bélgica, acaba de instituir o Dia Sem Carne, a ocorrer semanalmente no município.

Na última quarta-feira (13/05/2009) o responsável pelo meio ambiente na cidade, Tom Balthazar, anunciou as quintas-feiras como sendo os dias vegetarianos. Enquanto isso, na Câmara Municipal acontecia um almoço vegetariano.

Segundo uma nota enviada à imprensa, a partir de setembro as escolas públicas irão servir almoços vegetarianos às quintas-feiras. Todos os 5 mil trabalhadores municipais vão receber um mapa gratuito vegetariano da cidade e um folheto de cozinha vegetariana será enviado aos profissionais dos 1,5 mil restaurantes da cidade.

Será disponibilizada para toda a população aulas de culinária vegetariana. Os restaurantes que atendem os servidores públicos de Ghent já aumentaram as opções de pratos vegetarianos em seus cardápios.

Fica evidente que participar de uma "Quinta-feira Vegetariana" torna o nosso corpo e o planeta mais saudáveis.



Motivos

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, a pecuária é responsável por 18% das emissões de gás a nível global. É por isso que os governantes das cidades, em cooperação com a organização vegetariana EVA, estão determinados a continuar a luta contra as mudanças climáticas. Outras cidades Belgas já mostraram interesse em seguir o exemplo de Ghent.

Qualquer redução da produção e consumo de carne - que leva ao aumento das emissões de gás e à degradação dos solos, água e ar, desertificação e deflorestação - trará enormes benefícios para o ambiente.


Ghent também quer ser uma cidade saudável. Uma refeição vegetariana equilibrada não só é sustentável como saudável. Os cidadãos Belgas, e os Europeus em geral, comem demasiada carne e não consomem vegetais suficientes, o que traz sérias consequências para a sua saúde. Carne em demasia aumenta os níveis de colesterol e também os riscos de se sofrer de alguns tipos de cancro, diabetes e obesidade.










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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Que em 2009 você...



(ainda em tempo)



(dê dois cliques sobre a imagem para vê-la ampliada)





































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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Campanha Pelo Fim da Escravidão Animal



Campanha Pelo Fim da Escravidão Animal

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Publicado na Revista dos Vegetarianos em novembro de 2008.









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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Em 2050, Seremos Todos Vegetarianos



Em 2050, Seremos Todos Vegetarianos
Peter Moon entrevista Paul Roberts - Revista Época nº 526 de 16/06/2008
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI5786-15295,00-EM+SEREMOS+TODOS+VEGETARIANOS.html


Comer menos carne é o único meio de alimentar 10 bilhões de humanos, diz o autor de "O Fim da Comida".

Paul Roberts



No Ensaio Sobre O Princípio Da População, publicado em 1798, o inglês Thomas Malthus fez uma afirmação alarmante. Como a população humana crescia em progressão geométrica e a produção de alimentos em progressão aritmética, no longo prazo o saldo desse descompasso seriam a fome e o aumento da mortalidade, ajustando o tamanho da população à oferta de alimento. Em 1800, havia 1 bilhão de humanos. Hoje, somos 6,6 bilhões. A produção agrícola superou a explosão populacional. Malthus estava errado? Para o jornalista americano Paul Roberts, de 54 anos, talvez não. A hora de Malthus pode ter chegado. Em The End of Food (O Fim da Comida, editora Houghton Mifflin), Roberts prevê que, até 2050, a demanda por comida ultrapassará a oferta. Um primeiro alerta seria a atual explosão do preço dos alimentos.

A tonelada de arroz passou de US$ 400 para US$ 1.000 em cinco meses. No Brasil, o feijão subiu 168,44% em 12 meses. A culpa, para os analistas, é de chineses e indianos, que estão ganhando mais e comendo mais. Em 2030, a China importará 200 milhões de toneladas de grãos, ou seja, todo o excedente exportável mundial. O que sobrará para os países pobres? Se nada for feito, a fome.



Revista Época
– Malthus estava certo?

Paul Roberts – Após 200 anos, é cada vez mais difícil dizer "não" a essa pergunta. Continuamos desenvolvendo novas tecnologias para produzir mais comida, mas enfrentamos novas restrições que os fazendeiros do passado não tinham. Historicamente, a forma de aumentar a produção era expandir a área plantada. Isso é cada vez mais difícil. A maioria das terras aráveis do planeta já é usada e a maior parte do que resta são as últimas florestas. É o caso do Brasil, onde as novas áreas de plantio são obtidas à custa da derrubada de florestas.



RE
– É hora de outra Revolução Verde?

Roberts – A Primeira Revolução Verde, que transformou a agricultura entre os anos 40 e 60, multiplicou a produção de alimentos graças ao uso de fertilizantes e ao desenvolvimento de novas sementes. Ainda é possível aumentar a produtividade usando os transgênicos. Mas essa tecnologia tem seus limites. Não podemos também esquecer que o preço da energia está subindo e que a agricultura moderna foi pensada no tempo em que o barril de petróleo custava US$ 20. Caso o preço se estabilize entre US$ 125 e US$ 200, o sistema atual não se sustenta.



RE
– O que fazer?

Roberts – Há três grandes desafios para criar uma Segunda Revolução Verde. O primeiro é o aumento do preço do gás natural, o principal insumo na produção de nitrogênio sintético, que por sua vez é o maior insumo dos fertilizantes. A maior parte do excedente agrícola atual se deve à disponibilidade de nitrogênio barato. Se o preço dos fertilizantes se mantiver elevado, alimentar daqui a 50 anos outros 4 bilhões de pessoas, além dos 6,6 bilhões atuais, será um tremendo desafio. É preciso alternativas para produzir novos fertilizantes.



RE
– O segundo desafio é...

Roberts – A falta d'água. Para isso não existe alternativa. Não há continente onde não falte água. Cada país responde ao desafio de forma diferente. A China está substituindo a produção de grãos, que usa irrigação maciça, pela de frutas e verduras, que consome menos água. Em 2007, importou 30 milhões de toneladas de soja, boa parte oriunda do Brasil. Isso significa que a China está importando de vocês sua água. Está ocorrendo uma mudança no "mercado virtual" de água. Por algum tempo, isso deve contrabalançar a escassez. Mas, no fim das contas, não existe água suficiente no mundo para atender ao aumento projetado na demanda de alimentos.



RE
– E o terceiro?

Roberts – O último é o maior de todos: as mudanças climáticas. Elas vão dificultar o aumento na produção de comida e acentuar a escassez de água. A alteração do clima também será um desafio para que grandes exportadores, como os Estados Unidos e o Canadá, consigam elevar sua produção. Os desafios são complexos e as respostas para eles também. Será preciso reduzir o uso de energia e de água na agricultura, ao mesmo tempo que se elevam a eficiência e a produtividade. Porém, isso não será o bastante. Seremos obrigados a comer menos.



RE – A Terra pode alimentar 2,5 bilhões de bocas com uma dieta ocidental, rica em carne, ou 20 bilhões de vegetarianos. Mas somos 6,6 bilhões...

Roberts – A pecuária e a avicultura consomem grande parte da produção de grãos. Tome o exemplo dos Estados Unidos, com um consumo anual per capita de 100 quilos de carne, comparado ao da Índia, com 15 quilos. É preciso elevar o consumo da Índia e desencorajar o consumo nos Estados Unidos e na Europa, para tentar atingir uma média global de consumo mais justa e sustentável.



RE
– Isso não é utopia?

Roberts – É preciso reduzir o consumo de carne. A questão é como fazê-lo. Nos Estados Unidos não se toca no assunto. Achamos que comer carne é um direito eterno. Seu consumo é considerado um índice de prosperidade – apesar dos problemas de saúde, como doenças cardíacas, que seu consumo acarreta.



RE
– No Brasil, é a mesma coisa.

Roberts – O Brasil está se desenvolvendo, e a lógica pressupõe que num país bem-sucedido come-se tanta carne quanto se deseja. Para inverter essa lógica, é preciso um líder corajoso e habilidoso. Essa não é uma prioridade dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Cedo ou tarde, essa discussão terá de ser atacada.



"Como dizer a 1,3 bilhão de chineses que eles devem comer menos
carne, se isso tem sido um objetivo humano por milhares de anos?".



RE – Barack Obama e John McCain têm opinião a respeito?

Roberts – Não sei. Não é uma questão que eles levantariam na campanha. Não soaria como algo patriótico.



RE
– O aumento do preço da comida ameaça elevar em 100 milhões o total de 862 milhões de famintos no planeta. Mas há 1 bilhão de pessoas com sobrepeso. O problema da humanidade é a fome ou o diabetes?

Roberts – Ambos são problemas. Se fosse forçado a escolher, priorizaria a subnutrição, pois ela mata as pessoas muito mais cedo, e sua solução contribuiria para a estabilidade do clima. Dito isso, se fracassarmos em lidar com a questão da obesidade, no longo prazo pagaremos um enorme preço na forma de despesas médicas. Por 200 mil anos, a espécie humana teve sua dieta restrita pela disponibilidade ou não de alimento. A invenção da agricultura, há 10 mil anos, mudou esse padrão. A obesidade é conseqüência do acesso a uma alimentação farta e barata. Para manter uma dieta saudável, é preciso disciplina, e nós não fomos biologicamente projetados para controlar nossa gula.



RE
– O Brasil será o celeiro do mundo à custa da destruição da Amazônia?

Roberts – Apesar de conhecermos as conseqüências científicas e ambientais da rápida expansão da agricultura, somos incapazes de resistir à pressão política e econômica. Na imprensa econômica americana, o Brasil é retratado como uma história de sucesso. O país será uma superpotência na produção de alimentos. No entanto, quando olhamos as publicações científicas, o Brasil é retratado em termos muito negativos. A lógica gira em torno do fato de a população chinesa ganhar hoje o suficiente para comer carne, o que leva à destruição das florestas no Brasil. A questão fundamental é: como dizer a 1,3 bilhão de chineses que eles devem comer menos carne, se comer carne tem sido um objetivo humano por milhares de anos?



RE
– Seu livro anterior se chamava O Fim do Petróleo. O atual é O Fim da Comida. Qual será o próximo, o fim da água? O fim da natureza? O fim da esperança?

Roberts – (Risos.) Vou trabalhar num livro sobre as finanças globais, outro desastre. O mercado financeiro é a chave de tudo. Nada do que conversamos, como a conversão de florestas em área de cultivo no Brasil, pode acontecer sem a ajuda dos mercados financeiros. Eles estão em crise. São uma faca de dois gumes que é preciso entender melhor.



RE
– O senhor é otimista com o futuro?

Roberts – Acho que sou. Ao dissecar a questão da escassez de recursos, aprendi como as coisas podem se tornar ruins. Eu sei qual é o pior cenário possível se não alterarmos a rota na qual caminhamos. Com isso em mente, acredito que qualquer mudança será para melhor. É muito fácil ser pessimista, mas isso não faria o menor sentido. A humanidade sempre conviveu com a escassez. Essa é a condição humana.










 




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