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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Acharam o Ponto G



Acharam o Ponto G

Letícia Sorg - Revista Época nº 510 de 25/02/2008
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81904-6014-510,00-ACHARAM+O+PONTO+G.html


Pesquisadores italianos afirmam ter achado a chave do orgasmo feminino.
Mas a discussão não acabou.


Para pesquisadores que contestam o estudo italiano,
fatores como o relacionamento do casal
influem mais que a anatomia no prazer sexual.


O ginecologista alemão Ernst Gräfenberg afirmou na década de 50 que uma pequena área da anatomia feminina, quando estimulada, levava as mulheres a orgasmos mais intensos que aqueles obtidos com a estimulação do clitóris. De lá para cá, cientistas do mundo inteiro procuram o elusivo "ponto G", batizado com a inicial de seu "descobridor". Uma pesquisa da Universidade de Áquila, na Itália, publicada no Journal of Sexual Medicine, é a mais recente tentativa da ciência de comprovar a existência do ponto G. Segundo um dos autores, o pesquisador Emmanuele Jannini, algumas mulheres têm um ponto G e outras não. "Será possível determinar, de uma maneira rápida, simples e barata, numa ultra-sonografia, se uma mulher tem ou não um ponto G", afirma Jannini.

O ponto G, afirmou Gräfenberg, se situa em um tecido entre a vagina e a uretra, podendo ser estimulado através da parede vaginal interna. Para encontrá-lo, por mais estranho que pareça, Jannini começou examinando cadáveres. O cientista encontrou diferenças nas quantidades de determinadas substâncias relacionadas ao aumento da atividade sexual. Uma delas é o PDES, enzima responsável pelo processamento do óxido nítrico, substância que ajuda a ereção masculina - os remédios para impotência inibem a ação do PDES para melhorar o fluxo de sangue no pênis.

O passo seguinte de Jannini foi estudar mulheres vivas, para sondar se a presença desses marcadores estava associada a relatos de orgasmos vaginais. Para tentar chegar a essa resposta, Jannini fez ultra-sonografias para estudar o tecido entre a vagina e a uretra. Participaram do estudo nove mulheres que afirmaram ter orgasmos vaginais e 11 que disseram não tê-los. Os pesquisadores concluíram que o tecido daquelas que sentiam o orgasmo vaginal era mais espesso. "A conclusão provável é que há mulheres que têm e outras que não têm o ponto G", afirmou a ÉPOCA Jannini. "Não tê-lo não impede a mulher de ter orgasmos. É uma diferença anatômica como ter olhos castanhos ou verdes, e não um problema de saúde".

Para outra pesquisadora, Beverly Whipple, do Departamento de Enfermagem da Universidade Rutgers, de Nova Jersey, nos Estados Unidos, todas as mulheres têm um ponto G. As diferenças anatômicas encontradas pelos italianos estariam relacionadas apenas a quanto elas exercitam a estrutura vaginal - o que poderia explicar seu espessamento.

Para o ginecologista Fabio Lopes Teixeira Filho, da Universidade Federal de São Paulo, o estudo italiano está longe de colocar um ponto final na discussão. "O grupo de mulheres estudado foi muito pequeno", afirma. O professor também sugere que o estudo seja repetido usando exames mais sofisticados e exatos, como a ressonância magnética e a tomografia. "Parâmetros anatômicos não são o mais importante para determinar a ocorrência do orgasmo vaginal", diz Teixeira Filho. Variações de tamanho do clitóris, por exemplo, não parecem ter influência na ocorrência ou na intensidade do orgasmo. "Fatores como o estresse e o relacionamento do casal costumam ser mais importantes".



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Entrevista com o Pesquisador Emmanuelle Jannini

Letícia Sorg - Revista Época on-line nº 510 de 25/02/2008
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG81943-5856,00.html



Revista Época
- Como o senhor e o grupo de pesquisa chegaram à conclusão de que o ponto G existe?

Emmanuelle Jannini
- Usamos técnicas fisiológicas para encontrar o ponto G. Significa que percebemos diferenças anatômicas entre as regiões do períneo e o clitóris em autópsias que realizamos. Minhas descobertas foram as diferenças entre as mulheres. Algumas possuem um profundo corpo clitórico dentro da vagina. Outras não possuem qualquer vestígio desta "corpora cavernosa". Outras possuem ainda a chamada próstata feminina. Todos esses elementos compõem o ponto G. Meu primeiro interesse foi pré-clinico e celular. Utilizamos uma análise bioquímica para localizar o ponto G - uma espécie de marcador clínico - chamado PDES. Mas não podemos perguntar a um cadáver sobre sua vida sexual. Por isso, fizemos novos estudos para relacionar essas descobertas fisiológicas com a performance sexual e a possibilidade de atingir o orgasmo vaginal, comprovando as diferenças clínicas entre as mulheres.



RE
- Qual a verdadeira origem do ponto G? Quão longe estamos de entender a anatomia feminina? Alguns dizem que foi um ginecologista alemão que o descobriu...

Jannini
- Ele demonstrou que a excitabilidade deste ponto, que estimular essa região é um modo de atingir o orgasmo vaginal. Mas agora a ciência pode comprovar, através de ressonâncias, ecografias - ferramentas simples - que esta parte do corpo é diferente de mulher para mulher. A ecografia é capaz de ver as partes que compõem a vagina por dentro, seus tamanhos.



RE
- Qual a importância de estudar este ponto específico da anatomia feminina?

Jannini
- Percebi que é importante porque muitas mulheres são chamadas de frias. É porque o órgão comumente utilizado para o prazer é o clitóris. Mas algumas mulheres atingem o orgasmo sem estimular o clitóris. O ponto G não é necessário para alcançar o orgasmo, mas pode ser uma outra porta para a casa do prazer. Mas se você já tem uma porta, para que outra? E por que não? Porém, não tê-la não é doença. Muitas garotas pensam que há algo errado com elas por não terem. Ter o ponto G é como a cor dos olhos. Alguns têm verdes, outros castanhos. Nenhum dos dois é doença.



RE
- Mas é importante às mulheres ter outras opções?

Jannini
- Sim, mas é importante estabelecer que o órgão é um só. O ponto G é uma maneira interna de atingir o orgasmo. Não gosto de ver a sexologia ligada a opiniões. Quero ver a sexologia ligada a fatos, evidências científicas. Espero que minhas pesquisas possam ser úteis para entender a fisiologia humana, e espero que agora, antes de falar da sexualidade feminina, as pessoas sintam a necessidade de estar um pouco mais ligadas aos fatos científicos.



RE
- Mas o senhor percebeu primeiro uma diferença bioquímica, depois buscou as diferenças anatômicas em suas pesquisas?

Jannini
- Sim. As diferenças bioquímicas correspondem perfeitamente às diferenças anatômicas. Usei uma ferramenta completamente diferente. A primeira foi bioquímica, uma espécie de foto microscópica. Agora tirei uma macroscópica.



RE
- Uma outra pesquisadora disse que todas as mulheres têm o ponto G e que a diferença está em quanto elas exercitam a região. O que o senhor acha dessa crítica?

Jannini
- Creio que se uma mulher tem o ponto G, ela tem certeza que todas têm. Se uma garota não alcança o orgasmo vaginal, ela está certa de que nenhuma é capaz de alcançar. É comum usar a si mesmo como um espelho da sexualidade humana, de toda a sexualidade humana. Isto é errado. Existem muitas diferenças anatômicas, as mulheres são diferentes umas das outras. É um erro comum. Em fotos de vaginas de cadáveres posso mostrar que algumas mulheres são completamente desprovidas de uma estrutura semelhante ao do ponto G. Essas evidências, que falam por si mesmas. Estes achados se explicam. A inexistência de células impossibilita o orgasmo.



RE
- Mas não seria importante estudar outros fatores envolvido no orgasmo, incluindo a relação entre o casal?

Jannini
- Você tem de saber que ainda são necessários outros tipos de estudo. É preciso aumentar o número de descobertas.










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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Conversando com o diabo


Conversando com o diabo

- Frei Betto -



- Você existe mesmo?

- Ora, não lembra o que disse o cardeal Ratzinger? "Para os fiéis
cristãos, o diabo é uma presença misteriosa, mas real, pessoal e não-simbólica".

- Talvez concorde com o último predicado.


- Por quê? – perguntou o Diabo.


- Porque símbolo, reza a etimologia da palavra grega, é o que une,
agrega. O antônimo é diabolos, o que desagrega. Desculpe a minha falta de fé.

- Em mim ou no cardeal?


- Nos dois. Na ausência de uma boa dúvida cartesiana, fico com
Spinoza: se você, contra a vontade de Deus, induz os seres humanos a praticar o mal, e ainda nos condena à danação eterna, que diabos de Deus é esse que o deixa impune e ainda permite que sejamos punidos por você? Afinal, você é inimigo ou cúmplice de Deus?

- Não esqueça, fui criado por Deus.


- Não como demônio, mas como anjo - observei.


- Sim, agora sou um anjo decaído, pois fiz com que a primeira
criatura, Adão, se voltasse contra o Criador. Adão tornou-se cativo de meu reino. Jesus teve que morrer na cruz para resgatá-lo.

- Não me venha com esse papo de Mel Gibson - reagi. - Você bem sabe
que Deus tinha o poder de arrancar Adão do reino do mal sem precisar mandar o seu Filho e deixar que sofresse tanto. Qual pai se compraz com o sofrimento do filho? Jesus veio nos ensinar o amor como prática de justiça. E foi vítima da injustiça estrutural que predominava em sua época, como ainda hoje.

- Deus tentou me enganar – queixou-se o Diabo. - Manteve em segredo o
nascimento de Jesus. Mas à medida em que o Filho crescia, fui percebendo quão perfeito ele era. Quis, portanto, tê-lo ao meu lado.

- Você tentou seduzi-lo três vezes e quebrou a cara. Prometeu-lhe os
reinos deste mundo, mas ele preferiu o de Deus; mandou que transformasse pedras em pães, mas ele não acedeu à primazia dos sentidos; quis vê-lo voar como os anjos, atirando-se do pináculo do Templo, mas ele optou pelas vias ordinárias, e não pelos efeitos extraordinários.

- Admito que não consegui dobrá-lo aos meus caprichos. Mas desencadeei
as forças do mal contra ele, até que morresse na cruz.

- Mas ele ressuscitou, venceu o mal – frisei.


- Sim, Deus me enganou.


- Como assim?


- O homem Jesus era a isca na qual Deus escondeu o anzol da divindade
de Cristo. Ao perceber isso, era tarde demais.

- Por que Deus, em vez de sacrificar seu Filho na cruz, não matou você?


- Isso é um segredo entre mim e Deus.


- Não posso acreditar que Deus comparta qualquer coisa com você, como
as almas de seus filhos e filhas, e nem mesmo a existência. Ou acha que vou acreditar que a falta de Adão tenha sido mais grave que o assassinato do Filho do Homem na cruz?

- Eu sou a contradição de Deus – vangloriou-se o Diabo.


Você já leu Robinson Crusoé? Lembra da "catequese" que ele tentou
impingir em Sexta-Feira? Este indagou: "Se você diz que Deus é tão forte, tão grande, ele não é mais forte e mais poderoso que o Diabo?". Crusoé confirmou. Então Sexta-Feira concluiu: "Por que Deus não mata o diabo para ele não fazer mais maldade?". Embaraçado, Crusoé fingiu que não ouviu.

- O que você responderia? – indagou o Diabo.


- Diria que Deus não pode matar o que não criou. Você é uma criação
das religiões arcaicas que dividiam o mundo entre as forças do bem e do mal, o que a Bíblia rejeita, embora alguns políticos atuais queiram justificar seus ímpetos bélicos e suas ambições imperialistas na base desse dualismo.

- Mas eu figuro na Bíblia! – exaltou-se ele.


- O que não significa que de fato exista, assim como Adão e Eva também
estão citados lá e nunca existiram. Adão significa "terra" e Eva, "vida". A Bíblia, como um livro em linguagem popular, antropomorfiza conceitos abstratos. Ou você acha que Elias subiu ao céu num carro de fogo e que existe o dragão citado no Apocalipse?

- Então você não crê na minha existência? Como explica tanto mal no mundo?


- Você mente tanto e tão bem que até faz a gente tender a acreditar
que existe. O mal é uma decorrência da liberdade humana. Eternizar o castigo é eternizar o mal. Somos chamados a responder livremente ao amor de Deus. E onde há amor, há liberdade, inclusive de se fechar a ele.

- E no inferno, você acredita?


- Fico com Dostoievski, "O inferno é a incapacidade de não poder mais
amar". Borges frisa que "é uma irreligiosidade" crer no inferno.

- Mas eu sou real – insistiu o Diabo.


- Deus não tem concorrente – rebati. - Nós inventamos você para nos
eximir de nossas responsabilidades e culpas, por nem sempre corresponder ao que Deus espera de nós.











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Igreja Universal Distribui "Óleo Santo" Contra a Dengue



Igreja Universal Distribui "Óleo Santo" Contra a Dengue
Latuff - NovaE - 14/04/2008
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=989



Diante da epidemia de dengue que mata no Rio de Janeiro, muitas soluções tem sido apresentadas. Larvicida, fumacê, tendas de hidratação, hospitais de campanha, anúncios na TV e outdoors na tentativa de esclarecer a população quanto ao combate dos focos do mosquito. Esqueça tudo isso! A salvação está num "óleo santo" distribuído pela notória Igreja Universal do Reino de Deus.

Num panfleto intitulado "Proteção divina contra a dengue", a Igreja conclama os incautos a se concentrarem nas dependências da suntuosa "Catedral Mundial da Fé", onde receberão um "cálice com o óleo santo" para que "todos sejam livres desta epidemia".

No verso do folheto, um espaço para que o fiel possa listar as pessoas que serão agraciadas com a "oração da proteção".

Tamanha estupidez dispensa maiores comentários. As imagens do panfleto falam por si.




(clique nas imagens para vê-las ampliadas)








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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Em Busca do Resultado Ético


Em Busca do Resultado Ético
CanalRH em Revista nº 63 - abril de 2008 - Leandro Fernandes
http://www.canalrh.com.br/revista/


Resultados financeiros já não bastam. É preciso confiança. Empresas tentam, então, aprimorar metas de conduta entre os executivos, independentemente das regras de mercado ou da concorrência.

Houve um tempo em que a sociedade acreditava ter mais coerência em suas relações. Há 50 anos, quando o assunto eram valores, o pai dizia a mesma coisa que o padre pregava na igreja, que era o mesmo que o professor explicava em sala de aula, e era o mesmo que o juiz aplicava. E os meios de comunicação se alimentavam desses mesmos discursos. "Hoje isso mudou de figura. Um pai diz algo para o filho, mas quando a criança liga a televisão vê algo totalmente diferente", diz Tjerk Guus Franken, consultor de desenvolvimento organizacional da Change Consultoria e membro do Conselho Administrativo da ABRH Nacional.

Ou seja, vivemos num mundo cercado de incoerências, onde fica cada vez mais improvável encontrar referências universais, importantes para a formação dos valores de um cidadão. Sem elas, fica difícil para um individuo entender padrões éticos e incorporá-los em sua conduta diária. "Nesse sentido, as empresas têm a grande responsabilidade de revitalizar e perpetuar os valores", afirma a coordenadora do Centro de Estudos do Futuro da PUC-SP, Rosa Alegria. "Elas podem e devem servir como fonte dessas referências".


Rosa Alegria



Mas para isso elas precisam sair da era do 'vale tudo' e deixar de fazer concessões de valores, defende Franken. Na última década, a sociedade foi bombardeada com escândalos corporativos envolvendo grandes empresas que para obter melhores resultados maquiavam números, fraudavam documentos, falsificavam balanços financeiros, sonegavam impostos, entre outras práticas antiéticas. O mais recente deles envolveu 17 companhias de papel e celulose do Japão, entre elas as líderes de mercado Oji Paper e a Nippon Paper, que admitiram falsificar dados sobre a quantidade de papel não reciclado em seus produtos sustentáveis. As companhias usavam menos material reciclado do que as normas estabelecidas pelo setor, o que configura a maquiagem de produtos.

"A concorrência e a pressão desmedida por resultados, principalmente financeiros, têm levado as empresas a esse vale-tudo", avalia Franken. "Nos EUA isso é muito acentuado. O executivo, para não perder seu bônus, acaba extrapolando alguns limites". Para Franken, isso é resultado de relações promíscuas entre o conselho e os acionistas, o conselho e os executivos, os executivos e os fornecedores, parceiros, etc. "Existem acordos tácitos entre esses agentes. Acordos que aceitam o uso de algumas dessas artimanhas em prol de bons resultados", diz.

O consultor defende a dosagem dessa pressão e o foco no 'como' atingir os resultados. "A empresa não pode querer apenas resultados em números. Ela precisa buscar o resultado ético. Quando há relaxamento desses padrões, é sinal claro de que a organização está entrando em decadência".



Antiética justificada

Segundo Franken, há empresas que dizem fazer apenas as concessões que o mercado aceita. "Quer dizer, cria-se um discurso para justificar a falta de ética dentro de casa colocando a culpa nas regras do mercado ou na concorrência. O risco implícito, nessa forma de agir, é fazer concessões cada vez maiores".

Isso se dá, na visão de Franken, devido à ausência de uma definição clara por parte das empresas do que é um comportamento ético. "Falo de códigos de conduta, que traduzam a ética em ações. Por exemplo, pode-se estabelecer que não é permitido receber de um fornecedor, ou concorrente a fornecedor um presente cujo valor esteja acima de R$ 100. Ou pode-se estabelecer que não é permitido receber nada. Pode-se ainda definir não ser permitido gritar com o subordinado, fazer piadas com ele na frente dos outros, etc. Esses códigos servem também para a liderança e para o conselho da empresa", orienta.

É o que faz a Suzano Papel e Celulose. Segundo a diretora de Recursos Humanos, Denise Casagrande, foi desenvolvido um código de conduta baseado no código de ética da companhia. O objetivo é esclarecer as dúvidas dos funcionários em relação a uma decisão ou postura a serem adotadas diante de algumas situações. "Para nós, o 'estado da arte' seria o funcionário procurar o ouvidor sempre que tiver uma dúvida sobre como agir". Esse código de conduta tem regras que vão desde a forma do chefe tratar sua equipe até menção ao recebimento de propinas. "Nós estabelecemos, por exemplo, que é proibido ao funcionário receber qualquer tipo de objeto, dinheiro ou forma de propina. "É claro que os presentes institucionais são permitidos. O que não podemos deixar é que um fornecedor presenteie um membro da organização com algo maior, onde esteja implícita alguma contrapartida de negócio. Se isso acontecer, nós devolvemos o objeto e passamos a observar o comportamento daquele fornecedor".


Denise Casagrande



As regras que integram o código de conduta são estabelecidas por um comitê de ética, do qual participam até o conselho administrativo da empresa, se necessário for. O conselho reúne-se quinzenalmente para discutir as ocorrências registradas pela ouvidoria da empresa. "Sempre envolvemos pessoas que estejam um nível acima ao que a ocorrência diz respeito", observa Denise. "Se ela envolver o presidente, por exemplo, membros do conselho são convidados para discutir a questão".

A empresa trabalha de forma exaustiva a comunicação de seus valores "para que as pessoas os interiorizem e passem a não enxergar outra possibilidade que não a da vida dentro da ética".



Um presente

O impacto que um deslize ético da empresa pode trazer, caso venha a público, é grande. Cada vez mais, as pessoas estão menos tolerantes a essas falhas. O 'boom' da tecnologia que, em certa medida, democratizou o acesso à informação, faz esses escândalos tomarem proporções cada vez maiores. "Sem a Internet talvez nem tivéssemos tomado conhecimento de todos esses acontecimentos", diz a diretora de Recursos Humanos da Suzano, Denise Casagrande. "A sociedade está mais crítica, mais vigilante, especialmente em razão da facilidade com que se obtém informações pelos meios eletrônicos".

O terremoto ocasionado por alguns episódios corporativos, como a falência de grandes corporações, foi um dos fatores que contribuiu para essa vigilância. "O efeito Enron e Parmalat foram um presente para a sociedade. Tudo foi para o palco. Empresas centenárias que se mostraram antiéticas ruíram", diz Rosa Alegria. "Com isso, não por serem benevolentes, mas por cobrança da sociedade, as organizações passaram a se preocupar mais com responsabilidade social".

Entretanto, Rosa destaca que as organizações precisam se aprimorar nesse processo, para conseguir resgatar a confiança das pessoas. "Pesquisas já indicam que a cada ano os funcionários acreditam menos no que as empresas dizem. Há aí uma crise de credibilidade das companhias com os públicos, que pode resultar, entre outras conseqüências, na fuga de cérebros".



Leis mais duras

Franken concorda que o nível de tolerância das pessoas está cada vez menor, mas não crê que essa consciência seja suficiente para punir as empresas que agem fora dos padrões éticos. "Somos orientados para o consumo, por mais que tentemos, não conseguimos ficar o resto da vida sem consumir os produtos de uma determinada empresa", diz. Para ele, a legislação brasileira precisa evoluir de forma a permitir a punição adequada para quem falta com a ética. "Essa responsabilidade não pode ficar apenas nas mãos da sociedade".

As sanções e os reforços são também pontos importantes para a Suzano. "É preciso mostrar as conseqüências do comportamento não ético. Sinto que a sociedade está menos tolerante com a falta de ética, mas ao mesmo tempo ela vive decepcionada, pois não vê a punição para quem age assim", observa Denise.



Sustentabilidade

Para Rosa, a manutenção da ética é fundamental para que as organizações cheguem ao tão desejado estado de sustentabilidade. "A sustentabilidade é um valor que só se obtém passando pela ética. Não existe empresa feita para durar para sempre. Se ela deslizar, se não trabalhar pelo bem comum, toda a sua história vai por água abaixo".

Mas como as questões éticas, que também se ajustam à época em que se aplicam, poderiam ser um dos pilares de sustentabilidade? Tjerk Guus Franken diz que "o problema é que as empresas não são mais feitas para durar muito tempo. Elas aparecem e desaparecem num período cada vez mais curto. Isso se dá em razão do boom das fusões e aquisições. Logo, a questão da ética fica diluída em meio a tudo isso".

Cabe a cada uma fazer suas escolhas para contribuir por referências positivas para uma sociedade perene.



Escândalos Corporativos Famosos

Enron: Em 2001, após ser alvo de uma série de denúncias de fraudes contábeis e fiscais, a Enron, uma gigante do setor energético americano, pediu concordata acumulando uma dívida de US$ 13 bilhões;

Parmalat: em 2003, o mundo assistiu a outra derrocada motivada pela falta de ética na gestão. Naquele ano a Parmalat protagonizou um escândalo ainda maior, quando divulgou um documento falso para acalmar o ânimo dos investidores. A mentira foi a ponta de um iceberg, que revelou um esquema fraudulento onde, por meio de balanços falsos, a empresa escondia um endividamento de € 11 bilhões;

Cisco Systems: Em outubro do ano passado, foi a vez da norte-americana Cisco Systems ser o epicentro de outro escândalo, quando uma operação chamada "Persona", deflagrada pela Polícia Federal resultou no desmonte de um esquema de fraude em importações da ordem de R$ 1,5 bilhão em impostos sonegados. O resultado foi a prisão temporária de vários executivos da empresa, incluindo o CEO da empresa no Brasil.



Lula foi o Salvador do Capitalismo no Brasil - Afirmação de Delfim Netto



Delfim Netto Afirma:
Lula foi o Salvador do Capitalismo no Brasil

Revista Poder - março/2008
http://revistapoder.uol.com.br/revistapoder/mat1.html


Delfim Netto


Às vésperas de completar 80 anos, Antônio Delfim Netto continua trabalhando intensamente naquilo em que se especializou nos últimos 40: influenciar a política econômica nacional e, de quebra, alguns presidentes da República. Como ministro, trabalhou para três, todos da ditadura militar, ou do "regime autoritário", como prefere dizer. A saber, Costa e Silva, Emílio Médici e João Figueiredo. Extra-oficialmente é difícil precisar quantos requisitaram seus conselhos. A lista é longa e inclui o atual ocupante do Palácio do Planalto. No começo de março, pouco antes de o governo lançar um minipacote para conter a valorização do real, Delfim esteve com Luiz Inácio Lula da Silva e um grupo de economistas. Ele disfarça. Diz que falaram do Corinthians.

De Lula, é só "inteligência privilegiada", "salvador do capitalismo brasileiro", "Darwin andando". São alguns dos epítetos que lançou sobre o atual presidente. Já em relação ao antecessor, que conhece há meio século, Delfim exercita sua capacidade ofídica. "O tempo que (Fernando Henrique Cardoso) poderia ter aproveitado para fazer o desenvolvimento, ele aproveitou para se reeleger. E o que é pior: pra nada. Porque o segundo mandato foi mais lamentável que o primeiro".

Paradoxos marcam a oitava década de vida de Delfim. O corpo em formato de pêra, as mãos bem cuidadas, o cabelo retinto, o bom humor e o estrabismo são os mesmos. Mas o ex-belzebu da esquerda é agora conselheiro de um presidente petista, dá longa entrevista para o blog do Zé Dirceu e chega a elogiar Karl Marx em artigos. Defende, com ênfase, os programas de transferência de renda do governo Lula e afirma que os direitos dos trabalhadores e a defesa do meio ambiente são definitivos. Por essas e outras, diz que o "viés de esquerda", hoje em dia, virou sinal de trânsito.

Depois de não obter a reeleição para deputado federal, em 2006, poderia se esperar que Delfim, então com 78 anos, rumasse para a aposentadoria. Com um patrimônio declarado de R$ 2,1 milhões (principalmente em imóveis) e o direito a pensões obtido por passar décadas no serviço público, ele poderia confortavelmente se dedicar a ler mais livros de sua lendária biblioteca. Porém, a julgar pelo movimento de carros e pessoas no casarão que sua consultoria, a Idéias, ocupa no bairro do Pacaembu, o trabalho parece ter aumentado e não diminuído. Ao longo de um mês, Delfim profere pelo menos quatro palestras (a um preço apurado de R$ 10 mil cada), escreve uma porção de artigos, leciona algumas aulas e participa de várias reuniões com clientes e dos muitos conselhos para os quais foi nomeado ao longo da vida. Somam-se, ainda, as dezenas, se não centenas, de telefonemas. O economista está no topo da agenda de muitos colunistas, entre as chamadas "fontes jornalísticas" para os quais se deve ligar todo dia para trocar informações. Sim, trocar: quem dá mais recebe mais; quem não sabe nada, leva no máximo uma frase de efeito.

À revista PODER, Delfim falou por 52 minutos, no dia 18 de março, sobre o crescimento da economia brasileira e o impacto da crise nos Estados Unidos, sobre a eleição e os presidenciáveis para 2010, comparou governos e presidentes e até contou o que faz (e o que não) com seu dinheiro. Para facilitar a compreensão, a entrevista foi editada.



Lula

Ele tem uma inteligência absolutamente privilegiada. Eu acho que o Lula salvou o capitalismo brasileiro. Os economistas têm um vício terrível, de ignorar a distribuição de renda. O capitalismo é uma competição, uma guerra. O que você exige de mínimo para uma corrida ser honesta? Que todos tenham duas pernas. Construir um mecanismo que aumente a igualdade de oportunidades (programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família) é fundamental para dar moralidade ao capitalismo. Se você não combinar esse sistema com o sufrágio universal, com a urna, termina muito mal.

O Lula conseguiu um fato elementar: aumentar a igualdade de oportunidades. É preciso que todos tenham a mesma oportunidade, senão vamos criar dois países. Isso não é garantia de resultado: é garantia de honestidade do ponto de partida. O homem é ele e suas circunstâncias, como dizia o nosso companheiro (Ortega y Gasset).

A idéia de que (os programas sociais) é assistencialismo é verdade. Só que é um assistencialismo que está montando uma porta de saída. É um assistencialismo que condiciona a educação, e agora, quando estende para as pessoas de 15 a 17 anos, está tentando colocar essa gente no mercado de trabalho. Há uma mudança de concepção. Essa é que é a contribuição do Lula. O Lula é um sobrevivente. O Lula é o Darwin andando. É um processo da seleção natural mesmo, e com uma vantagem: nunca leu Karl Marx.

Não adianta estar com ilusão: quando você entrega tudo para o economista, faz uma política economicista, sem levar em conta esses aspectos (as desigualdades), vem a urna e corrige. Nem (Hugo) Chávez, nem (Evo) Morales, nem (Rafael) Correa são acidentes. São tentativas de correções. O problema é que o sufrágio universal não garante correções na direção certa.

Quanto ao sucesso econômico, Lula foi muito honesto. A última frase dele é realmente sensacional: "Eu, mais uma mãozinha de Deus…". E é nessa ordem mesmo.



FHC e a Política Econômica

O país estava falido em 2002. Fernando Henrique entregou o país com a inflação rodando a 30% (ao ano), com as exportações crescendo a 4,5% (ao ano), com a dívida externa crescendo a 6,5% (ao ano), e US$ 17 bilhões de reservas. Tanto que para o Fernando iria ser "Lula, o Breve": em seis meses ia ter inflação em 100%, ele ia ter de voltar ao Fundo Monetário, e o Fernando ia ser chamado de volta para salvar o Brasil. O que aconteceu de 2002 para 2003? Durante oito anos de Fernando, a exportação cresceu 4,5%, no primeiro ano Lula, cresceu 22%. Houve uma explosão no mundo, houve o aparecimento da China, da Índia… Essa é que é a "mãozinha de Deus". E hoje você está em uma situação de bonança que é quase inacreditável. Você está com reservas de US$ 193 bilhões, está com as exportações crescendo de 17% a 18% (ao ano), felizmente as importações estão crescendo a 45%, de tal forma que esse superávit comercial vai diminuir mesmo. O que melhorou, na verdade, foi isso, o resto não mudou nada. Nem sequer a política cambial é melhor do que a anterior. Foram três coisas:

1) Primeiro, foi essa atitude de reconhecer que existe um negócio que nós temos de mudar; ainda que não vá poder dar, com a velocidade que se quer, a igualdade de oportunidades, as pessoas têm de ter a consciência de que está caminhando nessa direção, que é pra aceitar a política econômica. (No governo Fernando Henrique) não tinha sequer a concepção, era um negócio de atender pobre, pobre que o próprio governo estava construindo com uma política econômica devastadora;

2) Segundo, foi a "mãozinha de Deus";

3) Terceiro, foi o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento); o PAC colocou outra vez na mesa o problema do desenvolvimento. Fazia praticamente 20 anos que ninguém falava em desenvolvimento; o PAC aumentou o investimento público. Não é apenas o governo federal: o Aécio (Neves) está fazendo a mesma coisa, o (José) Serra está fazendo a mesma coisa. As pessoas não estão entendendo que está havendo um aumento do investimento público em infra-estrutura, e o efeito multiplicador do investimento público é muito importante.

O Fernando gastou um tempo imenso na reeleição (para aprovar a emenda constitucional) e com métodos heterodoxos. O tempo que ele poderia ter aproveitado para fazer o desenvolvimento, ele aproveitou para se reeleger. E o que é pior: pra nada. Porque o segundo mandato foi mais lamentável que o primeiro. Ele fez algumas coisas que foram importantes. A contribuição, talvez, mais importante foi a ordem nas finanças estaduais - é claro que ninguém passa oito anos sem fazer alguma coisa, seria um escândalo maior do que foi.



2010 e o Crescimento da Economia

Desde os anos 40 estudos empíricos mostram o seguinte: o fator mais importante na eleição é o fator econômico. O presidente (Lula) terá uma importância muito grande na eleição. Se ele vai eleger (o sucessor), não sei. Mas ele vai ter uma importância muito grande se o Brasil continuar crescendo 5% a 6% ao ano, como tudo indica que vai continuar. Quais são os dois fatores que podem abortar o crescimento? É a crise energética e a crise em contas correntes. Os dois fatores, na minha opinião, estão mais ou menos resolvidos. Mesmo com a crise americana, você tem US$ 193 bilhões de reservas, e isso permite quatro anos de besteiras, que é o tempo pra comer isso, ou permite quatro anos de uma política melhor do que a atual.

(Quanto à) crise energética, a mãozinha de Deus deu mais uma ajudada (voltou a chover), o que prova que a nacionalidade dele é correta. Em menos de 12 meses, ele provou três vezes a sua preferência: com (os campos de petróleo de) Tupi, Júpiter e água. Em 2009, eu acho que você não terá mais surpresas porque o governo levou um susto dos diabos. Você poderia ter um problema de gás, porque a Petrobrás é a única empresa em estado quântico, ela pode vender a mesma molécula para dois sujeitos, garantindo que vai entregar (em referência ao gás combustível prometido aos taxistas). Mas hoje os tais navios de gás liquefeito estarão no Brasil antes do fim do ano, 2009 eu acho que está superado. Co-geração vai ter um papel importantíssimo, o governo acordou, está deixando o pessoal do bagaço (de cana) entrar direto na linha, você tem aí guardados 3 mil a 4 mil megawatts que podem ser utilizados.



Os Presidenciáveis

Você tem o Ciro (Gomes), você tem o Serra, você tem o Aécio, você tem a Dilma (Rousseff), você tem o Patrus Ananias.

Dilma é, na minha opinião, a mais eficiente ministra do governo. Ela mostrou que tem uma capacidade administrativa muito grande. E mostrou mais: se livrou do viés que teve no passado. Era um viés antiprivatista, e com uma certa razão. Há uma assimetria de informação, o sujeito que vai disputar uma concorrência sabe muito mais do que o governo sobre a concorrência, e o que é pior, ele não conta para o governo; e segundo, você não tinha mecanismos de proteger o consumidor. A concorrência dos sete trechos das estradas federais fez cair a ficha: existem mecanismos de leilão desenvolvidos pelos economistas que tornam possível reduzir essa assimetria de informação, obrigam o sujeito a contar o que ele sabe e ainda protegem o consumidor. Esta é a grande revolução do governo, é a grande mudança do governo Lula do segundo mandato. Está trazendo os investimentos privados. Não estão acontecendo na velocidade que a gente gostaria porque não há projeto.

O Patrus é o outro lado, do aumento da igualdade de oportunidades. O governo dispõe de dois vetores, mas muito menos visíveis que os dois vetores da oposição.

Aécio e Serra estão fazendo uma administração de muito boa qualidade, os dois estão procurando enfrentar os problemas. Mas São Paulo tem muito mais problemas. Esse problema do trânsito de São Paulo, por exemplo, é uma tragédia e vai desabar em cima do governo, queira ou não queira, não tem como fugir dele. O Serra está fazendo um bom governo. O Aécio está fazendo um bom governo. Agora, o PSDB é uma coisa insondável.

O Ciro corre por fora. O Ciro tem um recall. Tem algumas idéias com um certo charme, tem algumas outras com menos charme, mas eu acho que ele está posto. O Ciro não é um azarão, o Ciro é uma coisa estranha, de vez em quando ele tropeça nele mesmo. Se não tropeçar nele mesmo, a coisa do Ciro é muito mais séria do que parece. Ele tem uma mensagem que fala à sociedade.

A Dilma nunca foi submetida a uma eleição. O Jânio (Quadros) me dizia: "Delfim, ganha a eleição quem foi mais ouvido". Pega o Mitterand: uma vez, duas vezes, três vezes, na quarta vez se elege. É por acumulação. O tal recall é uma somatória de recalls (de várias eleições). Aqui você tem dois que têm um recall enorme, o Serra e o Aécio estão colocados aí há oito, 12 anos. Foram submetidos a duas, três eleições. Essa acumulação persiste. Eu acho que eles têm essa vantagem. No governo, o Patrus tem um recall local, não tem um recall nacional. Ele leva certamente uma desvantagem nesse processo. Mas tem uma vantagem, que é o carro com o motor funcionando que poderá movê-lo.



O Brasil no Mundo

Eu acho que o Brasil tem todas as condições de continuar crescendo entre 5% e 6% ao ano, porque os fatores que abortam o crescimento não vão aparecer. O Brasil poderá ter muitas surpresas, mas eu acho que o Lula está prevenindo a maior de todas as surpresas, que é a eventual queda dos preços dos produtos agrícolas e minerais que são exportados. Esse programa exportador industrial que está sendo montado pelo Miguel Jorge (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) se destina a começar a construir de novo um setor exportador industrial enérgico.

A hipótese da OMC (Organização Mundial do Comércio) é a mais indecente de todas: "Para o Brasil, a agricultura e o minério, para a Índia, os serviços, e para a China, a indústria". Banana pra eles! Nós vamos ter, daqui a 25 anos, de 240 a 250 milhões de habitantes, teremos de dar emprego para 140 milhões de brasileiros entre 15 e 65 anos, ninguém vai fazer isso com exportação agrícola e mineral. Nós somos vítimas de um complexo malthusiano. O progresso tecnológico nesses dois setores economiza mão-de-obra e economiza terra.



Direitos Adquiridos

Hoje, duas coisas são conquistas: a defesa do meio ambiente pode até ser exagerada, mas é um negócio definitivo. Eu, quando era moleque nas ruas do Cambuci, matava passarinho e comia o passarinho. Hoje, qualquer criança, se você contar isso, tem de ir para um psiquiatra. E a segunda é que não tem mais jeito de você retirar direito dos trabalhadores. Você tem de permitir que eles negociem os seus direitos, sob a proteção da lei. O Brasil conseguiu isso com o velho jeitinho. Tudo no Brasil é negociável. Você vai para a Justiça do Trabalho e negocia tudo. É por isso que o Brasil tem um sistema muito mais flexível do que parece.



Real X Dólar

Perguntaram para ele (Warren Buffett): "Como você ganhou US$ 100 milhões com o real?" E ele: "É que tem uns idiotas lá embaixo (no Brasil)". Esse é um problema que vem desde o primeiro mandato do Fernando Henrique, que teve de fazer 22% de juro real durante quatro anos para manter o real valorizado. Qual a razão de pagar essa taxa de juros? "Ah, se não pagar esses juros os bancos brasileiros não financiam (a dívida pública)". Vão aplicar onde? Vão ter de aplicar no setor privado a taxas ainda mais baixas. Tudo isso é uma das maiores mistificações em nome da ciência econômica já construídas.



Aplicando o Dinheiro

Eu nunca comprei uma ação. Eu não tenho nenhuma atração por ações. Eu reconheço que, no longo prazo, a bolsa é a melhor aplicação. Você tem uns 100 anos de experiência bem registrada mostrando que a bolsa dá uns 3% real acima dos outros investimentos no longo prazo. Quem aplica em bolsa tem de estudar, tem de prestar atenção. Quem não tem tempo pra isso é melhor comprar um "fundinho" (cotas de fundo de investimento).



Leituras

Entender o mundo de hoje, pra mim, é procurar entender como ele funciona economicamente. Não creio que haja algum livro-chave hoje em dia para isso. Dos livros do passado, eu diria que está tudo em Adam Smith, desde que você leia os dois: Teoria dos Sentimentos Morais e A Riqueza das Nações. Está tudo lá. No Adam Smith o agente era um agente moral. Ele inventou um observador que era uma coisa interna do sujeito, ele tinha uma moralidade implícita, como se fosse um imperativo categórico. O observador invisível estava dentro de você. A nossa crise é produto da imoralidade de funcionamento do sistema. O sistema financeiro nasceu para servir a economia real, mas ele se apropriou da economia real. Qual é a única regra moral do sistema financeiro? O maior lucro possível, no menor tempo possível, para obter o maior bônus possível e correr para aplicar em papéis do Tesouro americano.












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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Made in China! - Crueldade com os animais - Até Quando?



Isso é pior que filme de horror. É algo da "China".

Animais pendurados pelas narinas e rasgados enquanto vivos.

China! Até Quando? - por Fátima Borges.

Não me admira o horror de Paul McCartney ao ter visto as cenas chocantes dos esfolamentos na China de cães e gatos para o comércio de peles, é bestial, com certeza!

Pior ainda é atestar o brutal crescimento da indústria de peles chinesas ocasionado pela compra dos produtos chineses em todo o mundo, evidente que se as informações corretas viessem junto às etiquetas, este comércio já teria cessado faz tempo, mas sabiamente, os fabricantes chineses jamais colocariam nos produtos "MADE IN CHINA" a descrição dos horrores praticados contra as criaturas indefesas!

Muitos dos animais esfolados para o comércio chinês ainda respiram e se movimentam junto das carcaças para onde são jogados sem suas peles. O suplício dos animais é indescritível.

Os cães são transportados de um local a outro em caminhões, dentro de gaiolas minúsculas e para que o maior número de animais caibam nas mesmas, parte de seus corpos são quebrados, e, assim, gritando de dor, sem água e comida, permanecem dias num trajeto onde o ponto final é de crueldades sem limites.

Como se não bastasse todo esse horror, funcionários chineses sorridentes espancam os animais que provavelmente os incomodam com seus gritos desesperados... O sofrimento é atroz!

Gatos são empilhados em sacos e esmagados ou jogados em caldeirões de água fervente, os gritos são alucinantes, mas o comércio continua...

A crueldade chinesa para a obtenção das peles para o comércio é algo assustador, tamanha a insensibilidade.

Devemos dar um "BASTA" neste horror oriental, cabe a todos nós, humanos, racionais e dotados de sensibilidade, lutarmos, através de um grande BOICOTE aos produtos chineses, tenham peles ou não, para impor ou cessar de vez com o inferno vivido pelos animais sem defesa do outro lado do mundo, pois mesmo com a mobilização de vários grupos de diversos países contra o comércio de peles , inclusive na própria China, o governo chinês se nega a sequer tomar conhecimento das denúncias dessas barbaridades!

Portanto, para que as raposas, martas, cães, gatos, etc, possam ter um pouco de paz e misericórdia, NÃO COMPREM PRODUTOS CHINESES!

É só observar as etiquetas na hora das compras dos CDs, BRINQUEDOS, CINTOS, CALÇADOS, CASACOS, etc. Se tiver o "MADE IN CHINA" não comprem!

Dêem preferência aos produtos nacionais, assim , você também colabora com o nosso mercado, dizendo NÃO ao prejuízo causado às nossas indústrias por um "NEGÓCIO NOJENTO DA CHINA".

Fontes:

http://sirius.2kat.net/sichuan.html

http://www.petatv.com/tvpopup/prefs.asp?video=china30

http://www.petatv.com/tvpopup/prefs.asp?video=jcruelchinadog

  








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Os 12 Preceitos - Pessoas com Deficiência



Contribuição da Professora
Ethel Rosenfeld


Os 12 Preceitos
Pessoas com Deficiência
- Leo Buscaglia -



1º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à sociedade.



2º Preceito:

Lembre-se de que cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa "única". Não existem duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma.



3º Preceito:

Lembre-se de que elas são pessoas antes de tudo e que têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas.



4º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo.



5º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam.



6º Preceito:

Lembre-se de que somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.



7º Preceito:

Lembre-se que as pessoas com deficiência devem agir por conta própria. Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários - mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível.



8º Preceito:

Lembre-se que as pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte.



9º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam mas o que elas desejam ser.



10º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas - impor-lhes nossos padrões (ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste.



11º Preceito:

Lembre-se de que as pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras!



12º Preceito:

Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesmas, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.



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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Celulares fazem mais mal à saúde do que o cigarro

Celulares fazem mais mal à saúde do que o cigarro, diz estudo
Redação do IDG Now! - 01/04/2008
http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2008/04/01/celulares-fazem-mais-mal-a-saude-do-que-o-cigarro-diz-estudo/


Médico divulga estudo alertando para o perigo da exposição à radiação desses aparelhos e sugere redução do uso do aparelho.

Celulares podem matar mais do que o cigarro, revelou estudo do especialista em câncer Vini Khurana, de acordo com matéria publicada no jornal The Independent no domingo (30/03/08). Segundo o médico, as pessoas devem evitar o uso desses aparelhos assim como o governo e a indústria de celulares deviam tomar providências imediatas para reduzir a exposição à radiação.

Isso reforça evidências - principalmente divulgadas pelo IoS em outubro - de que o uso de handsets por dez anos ou mais pode dobrar o risco de câncer cerebral. Essas doenças levam cerca de dez anos para se desenvolverem, invalidando afirmações oficiais de seguradoras que se basearam em estudos recentes que incluíram muito poucas pessoas que usaram celular por esse período.

No início deste ano, o governo francês alertou sobre o uso de celulares especialmente por crianças. A Alemanha também sugeriu que a população diminuísse o uso do aparelho e a Agência Ambiental da Europa pediu que a exposição fosse reduzida.

Khurana, um neurocirurgião que já recebeu 14 prêmios e publicou mais de 36 estudos analisou cerca de 100 estudos sobre o uso de celulares. Ele colocou o resultado da sua pesquisa em um site sobre cirurgia cerebral, e a pesquisa está sendo examinada por um jornal científico.

O médico admite que celulares podem salvar vidas em situações de emergência, mas conclui que "existem fatos mostrando que o uso de telefones móveis está relacionado a tumores cerebrais". Ele acredita que na próxima década isso já estará provado.

Por tumores malignos no cérebro representarem um "diagnóstico terminal", ele acrescenta: "a menos que a indústria e os governos tomem providências urgentemente, observaremos nos próximos dez anos um aumento de incidências de tumores cerebrais e de taxas de morte relacionadas a isso".

"É certo que essa é uma ameaça com maiores ramificações do que o fumo", disse Khurana. Ele afirma que seu estudo leva em conta o fato de três bilhões de pessoas usarem celulares, número três vezes mais do que a população mundial de fumantes.

Na semana passada, a Associação de Operadoras Móveis rebateu o estudo de Khurana, argumentando que essa era "uma discussão pontual de literatura científica feita por só um indivíduo", que ele não apresentou uma análise equilibrada e que há mais de 30 outros estudos de especialistas afirmando o contrário.


O que fazer quando o medicamento é negado pelo SUS?




O que fazer quando o medicamento é negado pelo SUS?
Boletim VyaEstelar - da Redação - 09/04/2008

http://www1.uol.com.br/vyaestelar/remedios_sus.htm



"Acesso aos remédios gratuitos, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, saque do FGTS, garantia de atendimento pelos planos de saúde, entre outros direitos, podem ser a linha divisória entre a recuperação da saúde ou a piora do estado clínico".

Mandado de segurança é o remédio constitucional usado para garantir o acesso aos medicamentos para tratamento de doenças crônicas ou graves.

O artigo 196 da Constituição Federal, de 1988, estabelece que "a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Podemos relacionar como atribuições do Estado: as campanhas de educação e prevenção, os hospitais, as campanhas de vacinação, a distribuição de medicamentos, entre outras atividades.

"No atual cenário sócio-político e econômico, o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, a maior conscientização das pessoas com relação à qualidade de vida e o acesso aos seus direitos, além dos longos debates em torno de orçamentos governamentais, reforçam velhos problemas do sistema público de saúde", avalia o advogado Dr. Alberto Germano. Um dos pontos críticos diz respeito ao fornecimento de medicamentos à população.

A política de medicamentos no Brasil tenta conciliar o atendimento de doenças que se transformam em um problema de saúde pública, doenças crônicas ou graves que requerem tratamento de longo prazo ou até permanente, muitas vezes de custo elevado, e doenças cujo medicamento indicado ainda nem está disponível no mercado brasileiro. Entretanto, harmonizar estas diferentes necessidades é uma árdua tarefa, daí nascem mais crises.

"A justiça brasileira disponibiliza o mandado de segurança. É um procedimento judicial rápido, para questões urgentes, que utilizamos quando existe violação de um direito líquido e certo do cidadão. O direito à saúde está na Constituição", explica.

Esclerose múltipla, neoplasia maligna, alienação mental, mal de Parkinson, AIDS, diabetes, hipertensão, disfunções renais e paralisia irreversível são algumas das doenças que devem ter medicamentos fornecidos pelo Estado. A falta dos remédios afeta a qualidade de vida, de uma pessoa já debilitada, e pode levar ao agravamento do quadro clínico. Quando se chega a um impasse na obtenção do tratamento, é indicado recorrer rapidamente à Justiça, antes que seja tarde. Lembre-se: saúde é um direito do cidadão e um dever do Estado.


Mais informações:
www.sospaciente.inf.br










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Prevenção de câncer começa na alimentação




Prevenção de câncer começa na alimentação
Boletim VyaEstelar - da Redação - 09/04/2008
http://www1.uol.com.br/vyaestelar/alimentos_cancer.htm



Oncologista explica como a alimentação pode aumentar o risco da doença.
Veja o que não deve ser ingerido em excesso.


Em 2008 serão mais de 466 mil novos casos da doença no País, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). "Para minimizar o risco do câncer e de inúmeras outras doenças, a adoção de uma dieta saudável é o primeiro passo", orienta o oncologista Murilo Buso. A relação entre o consumo de certos alimentos e o risco de câncer possui evidência científica, apesar da complexidade dos fatores que estão associados à ingestão dos alimentos, como por exemplo: conservação, preparo e quantidade consumida.

Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para surgir, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. São os ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças, mortadelas, entre outros.

Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos, como os nitritos e nitratos, usados para conservar alguns tipos de alimentos - picles, salsichas, outros embutidos e alguns tipos de enlatados. Essas substâncias transformam-se em nitrosaminas no estômago que, por sua vez, têm ação carcinogênica potente, sendo responsáveis pelos altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem alimentos com essas características de forma abundante e freqüente.

Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida. Os alimentos preservados em sal – tais como: carne-de-sol, charque e peixes salgados – também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago em regiões onde é contínuo o consumo.



Tipo de preparo também influencia

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de câncer. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco de tumores de estômago e de reto. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis. São eles: vapor, fervura, pochê, ensopado, guisado, cozido ou assado.

"A alimentação saudável somente funcionará como fator protetor quando adotada constantemente, no decorrer da vida", enfatiza.



Confira alguns dos estudos que relacionam alimentos a tipos específicos de Câncer:

Cólon e Reto - Estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.) estão relacionadas a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal.

Mama e Próstata - A ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco dos cânceres de mama e de próstata. Há vários estudos epidemiológicos que sugerem a associação de dieta rica em gordura, principalmente a saturada, a um maior risco de desenvolvimento desses tipos da doença em regiões desenvolvidas.

Estômago e Esôfago - Ocorrem mais freqüentemente em alguns países do Oriente e em regiões pobres, onde não há meios adequados de conservação dos alimentos (geladeira), o que torna comum o uso de picles, defumados e alimentos preservados em sal. Também ocorre em locais nos quais é comum o consumo diário de alimentos em altas temperaturas (exemplos: sopas e chás).

Fígado – Grãos e cereais armazenados em locais inadequados e úmidos podem ser contaminados pelo fungo Aspergillus flavus, que produz a aflatoxina, substância cancerígena. Há estudos que relacionam essa toxina ao desenvolvimento de câncer de fígado.











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