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quinta-feira, 2 de julho de 2015
6 motivos para plantar uma árvore
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
Consuma sem consumir o mundo em que você vive - Pratique o consumo consciente
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Os três homens que andaram sobre as águas
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Os Psicopatas a Nosso Redor - A maioria de nós cruzará com pelo menos uma figura psicopata em um dia normal
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sábado, 13 de junho de 2015
Arma de Instrução em Massa
Raul Lemesoff - Hypeness - Março/2015
http://www.hypeness.com.br/2015/03/antigo-tanque-de-guerra-vira-arma-de-instrucao-em-massa-ao-distribuir-livros-de-graca/
O artista percorre as ruas de Buenos Aires distribuindo livros gratuitamente para crianças, jovens e pessoas mais velhas e recolhendo doações. Sua única exigência é que a pessoa cumpra a promessa de ler o livro. Raul é muito bem humorado e aborda as pessoas de uma forma bem divertida, difícil não ficar com vontade de levar e ler um de seus livros, que incluem romances, biografias, contos, ensaios, livros didáticos e acadêmicos. As doações são muito importantes para que o projeto continue acontecendo.
No site oficial é possível fazer doações de livros e ajudar financeiramente para gastos com combustível e manutenção do veículo, por exemplo.
Confira abaixo as fotos do tanque e o vídeo, feito pelo site Design Boom, com o criador desta ideia genial.
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Drauzio Milagres
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O dinheiro nunca dorme - (de Susan Andrews)
Num mundo em que escândalos repugnantes vêm à tona a cada dia, quando até mesmo nossos heróis outrora imaculados, os astronautas, vão para o espaço embriagados, cabe a nós pausar para refletir sobre o que mobiliza a ética no coração humano. E o que a impede.
Como escrevi na última coluna, os neurocientistas estão agora corroborando os grandes filósofos morais Arthur Schopenhauer e David Hume. Descobriram, em experimentos de imagens cerebrais, que nossas decisões éticas emergem não de um raciocínio utilitário, mas de sentimentos universais.
Sentimentos, freqüentemente inconscientes, de empatia pelos outros seres. A essência da ética, então, está no cultivo dessa tendência natural pela compaixão.
Porém, Schopenhauer se deu conta de que temos outras motivações menos nobres, como a busca pelo próprio bem-estar em primeiro lugar (o egoísmo) e o desejo de fazer mal a outras pessoas (a malícia). Ser ético, então, significa esforçar-se para que a compaixão transcenda o egoísmo e a malícia.
O filósofo inglês Bertrand Russell ponderou sobre que tipo de sociedade cultivará a compaixão em detrimento da malícia. Segundo ele, é a competição pelos recursos materiais que faz com que os impulsos possessivos nos seres humanos predominem sobre o que ele chamou de impulsos criativos. "Poucas pessoas podem ter êxito sendo criativas em vez de possessivas num mundo que é totalmente baseado na competição; onde a honra, o poder e o respeito são dados à riqueza, e não à sabedoria; onde a lei consagra a injustiça daqueles que têm contra aqueles que não têm".
Hal Steger, um executivo de marketing no Vale do Silício, na Califórnia, vive num mundo permeado pela competição. Dono de uma casa avaliada em US$ 1,3 milhão com vista para o Oceano Pacífico, com mais de US$ 2 milhões na conta bancária, seu patrimônio o coloca entre os 2% das famílias mais ricas dos Estados Unidos. Mas ele está longe de se sentir satisfeito. Trabalhando 12 horas por dia, e mais dez horas por fim de semana, ele lamenta: "Alguns milhões não representam tanto quanto antigamente".
Até mesmo os membros da "elite digital", cujas vidas são ricas de oportunidades e prazeres, não se acham assim tão afortunados, porque estão rodeados de pessoas que têm muito mais. Um executivo explica: "Quando um gestor de fundos de investimento pode ganhar US$ 1 bilhão por ano, todos aqui olham para as pessoas que estão acima deles. Com US$ 10 milhões, você não passa de um zé-ninguém". E um outro ainda confessa: "Aqui, dos que estão entre os top, 1% quer se tornar os top 0,1%, e os top 0,1% querem chegar aos top 0,01%. Você até tenta não cair nessa roda viva, mas é difícil evitar".
Bertrand Russell alertou: "Num ambiente assim, até mesmo aqueles cuja natureza é dotada de grandes dons criativos se tornam infectados pelo veneno da competição. Um halo de quase idealismo se espalha a partir do impulso central da ganância".
Lembremos do famoso discurso do personagem Gordon Gekko, no filme Wall Street – Poder e Cobiça, baseado na vida real de inescrupulosos investidores, como Ivan Boesky. Gekko afirma: "O ponto é, senhoras e senhores, que ganância faz bem. Ser ganancioso está certo, a ganância funciona". Gordon Gekko em breve reaparecerá num filme continuação, com o título Money Never Sleeps ("Dinheiro nunca dorme"). Pode ser que o dinheiro nunca durma, mas quando é que nós iremos acordar? Será que o barulho do mercado financeiro global chacoalhando é um toque de despertar?
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Lembre-se de Viver! Quem sabe assim você seja promovido a...
Lembre-se de Viver
Crie filhos em vez de herdeiros.
Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.
Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.
Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.
Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.
Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?
Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.
Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas...
...e quem sabe assim você seja promovido a melhor
Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.
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sexta-feira, 12 de junho de 2015
Se eu pudesse deixar algum presente a você...
Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída.

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Desaposentar (uma admirável lição de vida)
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O Beijo da Gratidão
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
Laços (de Fernanda Gaona)
Laços
"O que mantém alguém perto de você é uma força de atração invisível. Uma energia que não segue nenhuma regra, nem obedece a comando algum. Ela pode surgir de um acontecimento, graças a um gesto ou, simplesmente, acontecer. É uma forma de amor genuína, que não precisa de provas pra existir, nem 'porquês'. Ela atravessa qualquer dúvida e sobrevive aos desafios da convivência. É uma ligação rara e valiosa. Requer cuidado, vontade e dedicação. Vem de um afeto espontâneo que desfaz qualquer nó - só cria laços".
(Fernanda Gaona)
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A Mais Antiga Árvore Viva do Mundo - Abeto Vermelho
Abeto Vermelho com mais de nove mil anos foi encontrado na Suécia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Picea_abies
e a floresta boreal (também conhecida como taiga) no hemisfério norte (foto: Leif Kullman).
Um abeto vermelho de 9.550 anos foi descoberto em uma região montanhosa no noroeste da Suécia. Trata-se da mais antiga árvore do mundo já encontrada com vida.Para determinar a idade da árvore, os cientistas empregaram a técnica de datação por isótopos radioativos de carbono. O mesmo método foi usado em outros abetos vermelhos também encontrados na montanha Fulu (província de Dalarna) e revelou que as árvores têm cerca de 300, cinco mil e nove mil anos.
Segundo Leif Kullman, professor de geografia física da Universidade de Umea, na Suécia, os abetos vermelhos só conseguiram sobreviver por tanto tempo graças a dois fatores principais. "Primeiramente, essas árvores são capazes de desenvolver um novo tronco a partir das raízes assim que o anterior morre", explica Kullman. "Além disso, o abeto vermelho mostrou-se bastante resistente às mudanças climáticas ao longo de tanto tempo", completa.
Kullman destaca que, durante 10 mil anos, a temperatura do planeta aumentou gradativamente. Nos últimos cem anos, essa elevação tem sido mais rápida, até nas áreas montanhosas. "Agora precisamos descobrir como essa espécie reagirá às mudanças climáticas em curso atualmente", avalia.
Os pesquisadores também buscam entender como essas árvores chegaram à Suécia. Acredita-se que elas tenham migrado durante a Era do Gelo na forma de sementes que se originaram mil quilômetros a leste, acima de uma área coberta por gelo no interior da Escandinávia.
"Minha pesquisa indica que os abetos vermelhos passaram os invernos em locais a oeste ou sudoeste da Noruega, onde o clima não era tão rigoroso, para mais tarde se espalhar rapidamente ao longo da faixa costeira sem gelo", diz Kullman. E completa: "De alguma forma eles também foram bem-sucedidos em encontrar seu caminho para as montanhas suecas".
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Para o Melhor Amigo o Melhor Pedaço - Serapião e Malhado
Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia nada de comida.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.
Não tinham onde passar as noites; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.
Iniciou a conversa falando do malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.
Dizia não ter ideia, pois se encontraram num certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que tem na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saiu e comprou um cachorro quente e o entregou ao velho.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
E você, que parte tem reservado para os seus amigos?
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Drauzio Milagres
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