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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Um em cada dez homens tem depressão pós-parto




Um em cada dez homens tem depressão pós-parto
Rachel Botelho - Folha OnLine - 19/05/2010
http://www1.folha.uol.com.br/


A depressão pós-parto masculina é pouco conhecida até entre os profissionais da área, mas isso não significa que seja rara. Do início da primeira gestação da mulher até o bebê completar um ano, um a cada dez homens tem a doença.

O dado é de uma revisão de 43 estudos, com 28 mil participantes, que acaba de ser publicada no "Jama", periódico da Associação Médica Americana. Outros estudos apontam que, entre as mulheres, a taxa de depressão é de 15% a 20%.

A metanálise revela também que o período entre o terceiro e o sexto mês de vida do bebê é o mais crítico para os homens. Nessa fase, 25% deles sofrem de depressão.

Por outro lado, os três primeiros meses após o nascimento são os menos problemáticos, quando apenas 7,7% dos pais desenvolvem depressão.

"Nesses meses, a vida é muito corrida. O homem só começa a se dar conta do que está acontecendo depois do terceiro, quarto mês", acredita a psicóloga Fátima Bortoletti, que atende casais durante o pré-natal e o pós-parto no setor de obstetrícia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Na opinião dela, a taxa pode ser ainda mais alta - nos EUA, por exemplo, chega a 14%.

Vários fatores que coincidem nesse período podem funcionar como gatilho da depressão masculina, segundo o psiquiatra Joel Rennó Júnior, coordenador do Pró-Mulher do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

"Muitos homens sentem-se inseguros em relação aos cuidados com o bebê e à disponibilidade de tempo necessária para ter uma participação ativa na criação do filho. Alguns não conseguem entender as mudanças da mulher em relação à sexualidade e à forma como vê seu corpo na gravidez", afirma.

A situação econômica, frente às novas necessidades familiares, também os preocupa. Por fim, sentimentos de rejeição e exclusão são comuns entre os pais novatos.

Como resultado, uma parcela dos homens compete com o bebê pela atenção da mulher, outra ignora o filho e há os que tentam afastar a mãe dos cuidados com a criança ou que buscam relações extraconjugais.


Editoria de Arte / Folha Imagem



Correlação

A pesquisa reforça ainda a existência de correlação entre depressão masculina e feminina. "A mulher precisa da proteção do pai do bebê. Se ele passa a maior parte do tempo fora, a desproteção vem acompanhada do sentimento de abandono, que desencadeia a depressão feminina", diz Bortoletti.

Como o trio familiar funciona de modo integrado, o desequilíbrio afeta todos. "A depressão masculina prejudica automaticamente a mãe, e o bebê é uma esponja emocional. Se seu parceiro está deprimido, ela fica insegura, irritada e passa isso para a criança, que pode ter problemas de aleitamento e dar mais trabalho", completa.









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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Você é uma pessoa sábia? Você tem sabedoria? Veja qual é a definição de sabedoria!



Palavras dos sábios: especialistas definem sabedoria
Redação do Diário da Saúde - 17/05/2010
http://www.diariodasaude.com.br/




A sabedoria é uma virtude muito desejada, mas essencialmente inexplicada, um tema atemporal que só agora começa a atrair o escrutínio rigoroso dos cientistas. [Imagem: Reprodução de Robert Lewis Reid/Carol Highsmith].





O que é sabedoria?


Compaixão. Autocompreensão. Moralidade. Estabilidade emocional.

Estas palavras parecem descrever pelo menos algumas das características universais atribuídas à sabedoria, cada uma delas amplamente reconhecida e valorizada.

Mas, a rigor, não existe uma definição persistente e coerente do que significa exatamente ser sábio.



Questão de hardware

A sabedoria é uma virtude muito desejada, mas essencialmente inexplicada, um tema atemporal que só agora começa a atrair o escrutínio rigoroso dos cientistas.

Em 2009, Dilip V. Jeste, e Thomas W. Meeks, ambos professores do departamento de psiquiatria da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram um artigo propondo que a sagacidade - uma forma "mais acadêmica" de nomear a sabedoria - pode ter uma base neurobiológica.

Em outras palavras, eles propuseram que a sabedoria tem bases fisiológicas.



Sabedoria, inteligência e espiritualidade

Na edição de junho da revista The Gerontologist, Jeste e Meeks tentam ir um pouco além, tentando identificar os elementos centrais e unificadores que definem a sabedoria.

Juntamente com colegas de outras quatro universidades, Jeste e Meeks pediram a um grupo internacional de especialistas para caracterizar os traços da sabedoria, da inteligência e da espiritualidade - e medir como cada traço é semelhante ou diferente dos outros.

"Há várias definições de sabedoria, mas nenhuma definição que, sozinha, abarque todos os aspectos importantes da sabedoria", disse Jeste. "Inteligência e espiritualidade compartilham características com a sabedoria, mas não são a mesma coisa. Alguém pode ser inteligente, mas lhe faltar conhecimento prático. A espiritualidade é frequentemente associada com a idade, como a sabedoria, mas a maioria dos pesquisadores tende a definir a sabedoria em termos seculares, não espirituais".



Especialistas em sabedoria

A pesquisa consistiu em um levantamento em duas partes e um questionário composto de 53 afirmações relacionadas aos conceitos de sabedoria, inteligência e espiritualidade. Cinquenta e sete especialistas foram identificados e contactados por e-mail; 30 deles responderam e participaram da pesquisa.

A pesquisa foi realizada usando o método Delphi, desenvolvido pela RAND Corporation na década de 1950 e baseado no princípio de que as previsões de um grupo estruturado de especialistas são mais precisas do que as previsões de grupos ou indivíduos não-estruturados.



Estudando a sabedoria

A fase 1 do estudo revelou diferenças significativas entre os conceitos em 49 das 53 afirmações. A sabedoria foi diferenciada da inteligência em 46 dos 49 itens, e da espiritualidade em 31 itens.

Na Fase 2, a definição de sabedoria foi ainda mais refinada, centrando-se em 12 itens dos resultados da Fase 1.

A pesquisa pediu aos especialistas que classificassem a pertinência e importância de seis afirmações (como, por exemplo, "O conceito pode ser aplicado aos seres humanos".), com base em seu conhecimento de evidências empíricas, para os conceitos de inteligência, sabedoria e espiritualidade.

A escala de avaliação variava de 1 (definitivamente não) a 9 (definitivamente sim).

A seguir, os especialistas avaliaram a importância de 47 componentes - tais como o altruísmo, habilidades para a vida prática, o senso de humor, realismo, a disposição para perdoar os outros e a auto-estima - para os conceitos de sabedoria, inteligência e espiritualidade.



Definição de sabedoria

A maioria dos especialistas, afirmam Jeste e Meeks, concordou que a sabedoria pode ser caracterizada da seguinte forma:

É exclusivamente humana;

É uma forma avançada de desenvolvimento cognitivo e emocional alimentado pela experiência;

É uma qualidade pessoal e rara;

Ela pode ser aprendida, aumenta com a idade e pode ser medida;

Ela provavelmente não é reforçada pelo uso de medicação.


"Uma única pesquisa, evidentemente, não pode definir a sabedoria total e completamente", diz Jeste. "O valor aqui é que houve uma concordância considerável entre os especialistas de que a sabedoria é de fato uma entidade distinta, com uma série de qualidades características. Os dados da nossa pesquisa devem ajudar a projetar futuros estudos empíricos sobre a sabedoria".









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Bem-Estar e Alegria na Alimentação



Bem-estar e alegria servidos na bandeja
Clarissa Mello - O Dia - 15/05/2010
http://odia.terra.com.br/



Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes é a receita ideal para manter o bom humor. Especialistas recomendam dieta com ingestão de ingredientes variados.

Ter um amor correspondido ou ganhar um dinheiro extra no final do mês deixa qualquer um alegre. Mas não são só boas notícias que trazem bom humor. O que você come pode ajudar, e muito, seu organismo a produzir substâncias que melhoram a sensação de bem estar e espantam o cansaço e a depressão.




Foto O Dia

Pesquisa recente da Unifesp em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo indicou que dois em cada três brasileiros não consomem a quantidade adequada de micronutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo.

Segundo o nutrólogo Alexander Gomes, 90% das mulheres têm deficiência em cálcio. A substância pode ser encontrada no leite, nos queijos e iogurtes. Já a falta de vitamina C, presente em frutas, atinge 88% do público. O problema mais grave, no entanto, é a falta de potássio: quase 100% das mulheres sofrem deficiência da substância presente na banana e na água de coco.

"Cada grupo alimentar tem uma função importante no organismo. Se faltam vitaminas, o organismo não consegue produzir serotonina, hormônio que promove o bem estar", explica o especialista.



Variar é preciso

A nutricionista Beatriz Botequio de Moraes ressalta a importância de variar os alimentos. Quanto maior o cardápio, mais nutrientes o organismo absorve, trabalhando o que os especialistas chamam de 'fome oculta': a deficiência de nutrientes que atrapalham o funcionamento do organismo.

"Se a pessoa ingerir carboidratos integrais vai estar sempre bem disposta. Isso é fundamental. O carboidrato se transforma em açúcar, que cai na corrente sanguínea e se transforma em energia de forma gradual", esclarece Moraes. Ela ressalta que, ao contrário do que muitos pensam, a ingestão de doces não são adequados para melhorar o humor.

"É uma falsa sensação de prazer. Doces têm alta taxa de açúcar que entram na corrente sanguínea rapidamente. Ao mesmo tempo, a queda desse açúcar no sangue também é rápida. O resultado é um humor instável", explica.

Para estar sempre de bem com a vida, não basta mudar somente a alimentação. Segundo Gomes, o ideal é investir também em exercícios físicos.

"Atividades físicas liberam endorfina, o hormônio do prazer", diz. Ele ressalta que os benefícios para o corpo (e a mente) são rapidamente sentidos. "Em uma semana, a pessoa sente a diferença, tem mais disposição, mais prazer. Isso é importante para ser feliz", conclui.









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Stephen Hawking diz que extraterrestres podem ser perigosos



ETs podem ser perigosos, diz Stephen Hawking
Info Plantão - AP - 26/04/2010
http://info.abril.com.br/




  Um dos mais famosos e importantes cientistas do mundo, Hawking diz que aliens podem ser perigosos.
(AP Photo/Dave Einsel).




O astrofísico Stephen Hawking diz que aliens existem em algum lugar, mas que podem ser muito perigosos para que humanos interajam com formas de vida extraterrestre.

Hawking alega em um novo documentário que formas de vida inteligente existem quase com certeza, mas alerta que se comunicar com elas pode ser “muito arriscado”.

O cientista de 68 anos disse que uma visita de extraterrestres à Terra seria como a chegada de Colombo à América, "o que não terminou muito bem para os nativos americanos”.

Ele especula que a maior parte da vida extraterrestre seria similar aos micróbios, ou pequenos animais - mas diz que formas de vida avançadas poderiam ser “nômades, buscando locais para colonizar e conquistar”.

O Discovery Channel exibirá o documentário "Stephen Hawking's Universe" (O Universo de Stephen Hawking) em maio.









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Gastronomia molecular - Você sabe o que é mixologia?





Drinques de laboratório
Graham Lawton - New Scientist - 26/04/2010
http://info.abril.com.br/


 Vikram Vetrivel / Creative Commons


A gastronomia molecular usa a ciência para reinventar a arte de preparar coquetéis.

 

"Seria ótimo ter acesso à cromatografia", Spike Marchant diz melancolicamente. Como jornalista de ciência, é o tipo de observação que espero ouvir das pessoas que entrevisto. Mas Marchant não é um cientista, ele é um barman. Veja bem, um tipo muito especial de barman. O que Heston Blumenthal, Ferran Adrià e outros têm feito pela culinária Marchant, seus colegas querem fazer pela bebida. "Não somos cientistas, mas podemos usar as ideias dos cientistas", diz Tony Conigliaro, a força criativa por trás do 69 Colebrook Row, um bar acolhedor no norte de Londres onde tive a oportunidade de conhecer e provar o futuro dos coquetéis.

Sua cruzada é uma extensão lógica do movimento da gastronomia molecular. Ao longo das últimas décadas, chefs e cientistas pioneiros como Hervé This têm pensado diferente sobre os alimentos e o ato de cozinhar. Só porque determinados pratos sempre foram feitos de certa forma, isso faz com que esse seja o caminho certo? A ciência pode explicar ou mesmo melhorar a tradição culinária? Assim nasceu uma revolução de técnicas e sabores de dar água na boca.

Essa maneira de pensar agora está sendo aplicada à mixologia, a arte de fazer coquetéis. "As pessoas estão pensando em coquetéis de maneira mais experimental e exploratória", diz o escritor de ciência da alimentação Harold McGee. "Trata-se de usar ferramentas e ingredientes que nunca foram utilizados para fazer coquetéis". Como era de se esperar, a expressão "mixologia molecular" já está circulando por aí, embora os mixologistas em si não pareçam gostar dela.



Cozimento a vácuo

Sou levado ao andar de cima, para o laboratório de Conigliaro - uma mistura de cozinha e laboratório de química, apertada e de teto baixo, cheia de coisinhas brilhantes. A primeira coisa que ele me mostra é um banho-maria a temperatura controlada. O aparato não ficaria deslocado em nenhuma bancada de laboratório, mas é na verdade um equipamento de cozinha concebido para uma técnica chamada sous-vide (francês para "no vácuo"). A comida é embalada a vácuo e cozida por horas, ou mesmo dias, a temperaturas baixas, 70° C ou menos. Os chefs dizem que isso preserva as moléculas de sabor delicado que são perdidas em temperaturas mais altas ou por meio do cozimento prolongado comum.

Conigliaro usa o equipamento para fazer seu gim com infusão de ruibarbo. "Descobri que se você cozinha a fruta em álcool, no vácuo, a precisamente 52° C, obtém um produto de sabor mais limpo, mais vivo e mais preciso", diz ele. "Também é muito melhor que marinar. Se você apenas mergulha o ruibarbo, a fruta se desfaz". Conigliaro tem usado essa técnica para infundir sabores em bebidas destiladas - framboesas em tequila, pétalas de rosa em vodca, groselha em gim.

Como estou descobrindo rapidamente, mixologistas moleculares são obcecados por sabor. "Coquetéis são mais simples que comida, eles são essencialmente sabor", diz McGee. Isso explica o uso pesado de outro ingrediente mágico da gastronomia molecular: as essências alimentícias. Esses extratos superconcentrados podem ser usados em quantidades mínimas para dar sabores inesperados às bebidas.



Maçã com gosto de feno

Entre as técnicas à disposição de Conigliaro, o vácuo se destaca. Ele me conta sobre uma de suas últimas criações, o Somerset Sour (brandy de maçã, suco de limão, açúcar, clara de ovo e sidra), inspirado pelos aromas do início do outono. O coquetel inclui uma pequena surpresa: uma maçã em miniatura flutuando, feita a partir de uma variação crocante da fruta, conhecida como "pink lady". Conigliaro me dá uma para comer; além de crocante, tem sabor intenso de maçã, mas também tem gosto de alguma coisa que não consigo identificar. "É de feno", ele diz.

As bolas de maçã foram infundidas com essência de feno recém-cortado, usando uma técnica chamada vácuo inverso. Conigliaro me mostra como funciona. Primeiro, ele coloca as bolas de maçã e algumas gotas da essência em uma câmara de vácuo e, gradualmente, retira o ar. O suco de maçã é sugado e se mistura com a essência. Então, ele libera o vácuo, forçando o suco de maçã temperado com feno de volta para dentro da fruta. A técnica é incomparável para a adição de sabores inesperados. "Fizemos abacaxi com sabor de gengibre, maçã com gosto de abacaxi, cereja com sabor de laranja", diz Marchant.

O Somerset Sour finalizado também contém uma surpresa, que Conigliaro chama de ovo de feno. A criação é inspirada numa técnica inventada por Adrià, e usada em seu lendário restaurante El Bulli, na Catalunha. Para fazer um ovo de feno, você congela uma pequena esfera de líquido altamente aromatizado e, em seguida, a mergulha em gelatina. Conforme a gelatina endurece, o líquido derrete, criando um pacote de sabor delicado que explode no momento em que atinge a boca. Essa técnica também é a base do coquetel mais complexo inventado por Conigliaro até o momento, sua versão para a ostra da pradaria.

A ostra da pradaria tradicional (ovo cru, gema intacta, suco de tomate, molho inglês e sal) foi criada para curar ressaca. A versão de Conigliaro inclui vodca e um ovo de suco de tomate no estilo El Bulli. Primeiro o suco é clarificado, misturado com a gelatina, congelado e descongelado novamente (a gelatina retém os pigmentos, mas libera as moléculas de sabor), e por fim tingido de amarelo. A gema com sabor de tomate fica boiando num coquetel de vodca, temperos, aipo, sal e Tabasco, coberto com espuma de molho inglês e servido numa concha de ostra. "Ele foi feito para ser sugado", diz ele. "A gema pula dentro de sua boca, mas em vez do gosto de ovo, você saboreia uma surpreendente explosão de tomate".



Sementes de uva

Estou me acostumando com as surpresas. Isso é grande parte do que os mixologistas fazem: pegar a expectativa e virá-la de ponta-cabeça. "Nós atualizamos e modificamos receitas antigas", diz Conigliaro. "Gostamos de fazer bebidas clássicas, mas levando as para outra direção". Isso nos conduz a outro clássico: o Dry Martini (55 mililitros de gim, 15 mililitros de vermute seco, decorado com uma azeitona verde ou um toque de limão). Este é um drinque que funciona como limpeza do paladar para o jantar, já que a secura do gim estimula a produção de saliva. "Eu queria criar o Martini mais seco possível", diz Conigliaro.

Os gastrônomos moleculares sabem que os compostos chamados taninos - encontrados no chá, no vinho tinto e em frutas verdes - têm o efeito natural de ressecar a boca, pois reagem com as proteínas na saliva e reduzem suas propriedades de lubrificação. "Eu queria usar isso", diz Conigliaro. A resposta foi encontrada nas sementes de uva, ricas em tanino. Usando outro equipamento a vácuo, chamado evaporador rotativo, ele extraiu 25 mililitros de tanino quase puro de 1 quilo de sementes de uvas maceradas. Para um elixir com a capacidade de transformar a boca num deserto, 25 mililitros rendem muito. Ao fazer o Super Dry Martini, Conigliaro pipeta 150 microlitros dessa essência "seca" em uma garrafa de vermute. Quando misturado ao Martini, ele causa um efeito estranho na boca. O tanino aumenta a salivação, e quanto mais saliva você produz, mais aguçado fica o paladar.

Pergunto a Conigliaro no que ele vai trabalhar em seguida. Ele me fala sobre uma bebida que um dia criou e batizou de Phantom Silver, em homenagem a um Rolls-Royce. Era um Dry Martini com prata coloidal suspensa, servido em um suporte de copo infundido com essência de couro para evocar o interior de um carro antigo. "Estou interessado em sabores metálicos e minerais", diz ele. "Todos nós sabemos que gosto é esse, gosto de sangue e água mineral", diz ele. "Eu gostaria de criar um coquetel com esses sabores metálicos. Um coquetel de alquimista".









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Proteína pode ser segredo da longevidade



Proteína pode ser segredo da longevidade
Paula Rothman - Info Online - 10/05/2010
http://info.abril.com.br/


Getty Images


Pesquisadores descobrem que o nível de uma única proteína controla quanto tempo alguns vermes viverão - o que abre caminho para estudos em humanos.

A pesquisa foi feita por Aimee Palmitessa e Jeffrey L. Benovic, da Universidade Thomas Jefferson.

Eles deletaram o único gene responsável pela produção de determinada proteína (arrestin) nos vermes C. elegans e descobriram que ele vivia muito mais. Os animais que nasceram sem esta proteína tiveram um terço a mais de vida do que o normal, enquanto vermes com o triplo dela viveram um terço a menos.

O estudo mostrou que essa proteína também interage com diversas outras que controlam a longevidade. A versão humana de uma delas é a PTEN - um conhecido supressor de tumores.

Os vermes foram escolhidos justamente porque muitas de duas proteínas têm equivalentes em humanos. Além disso, eles constituem um sistema muito simples para estudar a função dos genes que são relevantes para o homem.

Os resultados do estudo sugerem que as mesmas interações observadas nos vermes podem acontecer em mamíferos - apesar de que ainda são necessários estudos para determinar exatamente como elas agiriam em humanos.

O trabalho foi publicado no Journal of Biological Chemistry.










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domingo, 16 de maio de 2010

Para pessoas com deficiência visual! O olho biônico está chegando!



Olho biônico com retina artificial está pronto para ser implantado
Redação do Site Inovação Tecnológica - 31/03/2010
http://www.inovacaotecnologica.com.br/


O olho biônico, até agora em fase de testes, consiste de uma câmera super miniaturizada e de um microchip implantado na retina do paciente, funcionando como uma retina artificial. [Imagem: AVPG].


Pesquisadores australianos apresentaram o protótipo de um olho biônico que está pronto para ser implantado no primeiro paciente humano.

A prótese ocular foi projetada para dar melhor qualidade de vida a pacientes com perda visual decorrente da retinite pigmentosa e da degeneração macular.



Olho biônico

O olho biônico, que até agora se encontrava em testes, consiste de uma câmera super miniaturizada e de um microchip implantado na retina do paciente.

A câmera, montada na estrutura de um par de óculos, capta a entrada visual, transformando-a em sinais elétricos que são enviados para o microchip.

O microchip, por sua vez, estimula diretamente os neurônios da retina que continuam saudáveis, apesar da enfermidade.

O implante permite que os pacientes ganhem uma visão em baixa resolução, devido ao pequeno número de células sadias da retina, e limitada pela quantidade de eletrodos da retina artificial.



Implante de retina

"Nós vislumbramos que este implante de retina dará aos pacientes uma maior mobilidade e independência, e que as futuras versões do implante acabarão por permitir que os usuários reconheçam rostos e leiam letras grandes", diz o professor Anthony Burkitt, membro da equipe responsável pela fabricação do olho biônico.

O objetivo dos pesquisadores é passar de algumas manchas de claridade pouco definidas para uma visão biônica verdadeira dentro de cinco anos.

Até lá, eles planejam contar com uma retina artificial implantada na parte posterior do olho, recebendo os sinais captados pelas câmeras por meio de conexões sem fios.

O olho biônico está sendo fabricado por uma empresa emergente criada pelos próprios pesquisadores, a Bionic Vision Australia, reunindo médicos, oftalmologistas, neurocientistas, engenheiros biomédicos e engenheiros eletricistas das universidades de Melbourne, Nova Gales do Sul e do Centro de Pesquisas dos Olhos, todos na Austrália.










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sábado, 15 de maio de 2010

Transtorno bipolar afetivo poderá ser identificado por exames



Transtorno bipolar afetivo poderá ser identificado por exames
Maria Alice da Cruz - Diário da Saúde - 11/05/2010
http://www.diariodasaude.com.br/


Estudo desenvolvido na Unicamp abre novos caminhos na busca de possíveis biomarcadores para a doença
- elementos presentes no corpo que podem ser detectados por exames. [Imagem: Antoninho Perri].





Exame para detectar transtorno bipolar

O transtorno afetivo bipolar (TAB), doença do campo da psiquiatria, acomete de 1% a 3% da população mundial, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Agora, um estudo desenvolvido por Alessandra Sussulini, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, abre novos caminhos na busca de possíveis biomarcadores para a doença - elementos presentes no corpo que podem ser detectados por exames.

A pesquisa conseguiu diferenciar - com base na análise de proteínas, lipídios e metais - não somente pacientes com TAB de indivíduos-controle, sem a doença, mas também aqueles pacientes tratados com lítio daqueles tratados com outras drogas.



Biomarcadores

A partir da utilização de tecnologia de ponta - ressonância magnética nuclear de prótons e espectrometria de massas - Alessandra revelou que a proteína apolipoproteína A-I, relacionada ao metabolismo de lipídios, é encontrada em menor nível em pacientes com transtorno bipolar e em proporção ainda menor naqueles que não utilizam o lítio, droga predominante no tratamento.

O trabalho inédito, segundo a pesquisadora, abre novas perspectivas para o entendimento da fisiopatologia do transtorno e para a busca de biomarcadores.

De acordo com o orientador da pesquisa, Marco Aurélio Zezzi Arruda, alguns lipídios e outros metabólitos já foram reportados em trabalho recentemente publicado no periódico Analytical Chemistry, referente à parte inicial da tese de Alessandra.



Efeitos dos tratamentos do transtorno bipolar

Alessandra também observa uma distinção nos perfis ionômicos ao comparar indivíduos do grupo controle e os pacientes com transtorno afetivo bipolar a partir das análises das amostras de soro.

Ela acrescenta que os diferentes tratamentos (utilizando lítio ou não) também proporcionaram alterações no perfil ionômico das amostras.



Proteínas e metais

Além da apolipoproteína A-I, a pesquisadora identificou diferenças entre os grupos de pacientes estudados também em relação à transtiretina e à alfa-1-antitripsina, que são proteínas de fase aguda.

Ela explica que, ao comparar o comportamento dessas proteínas com o descrito na literatura para pacientes esquizofrênicos, observou-se que a transtiretina tem variação diferencial em seus níveis, nos dois casos.

Quanto aos metais, a pesquisa levanta uma diferenciação em termos de metais ligados a proteínas de soro. Segundo ela, foram identificadas oito proteínas diferentes contendo metais ligados, destacando-se a apolipoproteína A-I, a transtiretina e a vitronectina, que haviam sido identificadas previamente nas análises proteômicas por apresentarem alterações em suas expressões.

"Ainda não podemos dizer que a apolipoproteína A-I seja um biomarcador definitivo. É necessário ser realizado um estudo com um maior número de amostras, mas é um potencial biomarcador a ser investigado em estudos futuros e mais avançados", explica.



Transtorno bipolar e qualidade de vida

Alessandra traz uma novidade para a literatura com uma pesquisa de ponta que teve origem numa preocupação pessoal de usar a química para contribuir com o avanço da medicina na busca de proporcionar melhor qualidade de vida a pessoas que convivem com a realidade do transtorno bipolar.

A convivência com pessoas que vivenciam o problema e o contato com as técnicas de espectrometria de massas foram a motivação para o desenvolvimento da pesquisa. Alessandra enfatiza que a doença não mobiliza apenas o paciente, mas todas as pessoas a sua volta. "É uma forma de aplicar o conhecimento desenvolvido na Universidade na sociedade", declara.



Muito trabalho à frente

Para Cláudio Banzato, do Departamento de Psiquiatria da Unicamp, a tese representa um estudo avançado, com resultados consistentes entre si e abre perspectivas de estudos para a elucidação dos mecanismos patofisiológicos do TAB, assim como compreensão do mecanismo de atuação das drogas utilizadas atualmente.

"Mas estamos olhando bem de longe ainda. A Alessandra obteve resultados muito interessantes sobre o que acontece no nível molecular com esses pacientes. A esperança é que isso ilumine um pouco os futuros estudos e também nos faça entender melhor por qual via os remédios funcionam. Temos de estudar grupos maiores, com controles mais rigorosos para poder dizer até que ponto tais proteínas são candidatas a biomarcadores. Isso significa estudar inclusive pacientes antes de quaisquer tratamentos e discriminar melhor os diversos regimes medicamentosos", explica Banzato.

As diferenças encontradas entre os pacientes no estudo, segundo o psiquiatra, são interessantes por darem pistas sobre possíveis mecanismos associados ao surgimento do transtorno ou ao tratamento. "Digamos que seja um passo inicial, modesto e ainda assim importante na direção de buscarmos futuros biomarcadores. Descobrimos algumas alterações que valem a pena investigar melhor", enfatiza Banzato.

Banzato explica que o repertório terapêutico psiquiátrico para tratar o transtorno afetivo bipolar inclui o lítio e outros estabilizadores de humor, que têm-se apresentado eficientes no tratamento, porém, com diversos efeitos colaterais. O lítio, segundo o médico, além de utilizado para tratamento de episódios de mania e depressão, tem atuação na prevenção dos mesmos, sobretudo da mania.



O que é transtorno afetivo bipolar

De acordo com Banzato, a doença é um transtorno mental grave, muitas vezes incapacitante e se caracteriza por fases de depressão e fases de mania.

Na fase de depressão, a pessoa apresenta tristeza e desânimo, incapacidade de sentir prazer nas atividades que antes apreciava, às vezes inclusive ideias de morte.

E nas fases de mania (termo técnico da psiquiatria), o paciente experimenta exaltação do humor, expansividade, euforia ou irritabilidade, energia além do normal, podendo realizar gastos excessivos ou se expor de forma inadvertida a inúmeros riscos.

Muitas vezes, o paciente apresenta diversos episódios de depressão e é diagnosticado como tendo um transtorno depressivo recorrente. Mais adiante, por apresentar um episódio de mania, o diagnóstico é modificado para transtorno afetivo bipolar.

Isso tem consequências importantes em termos da escolha de estratégias terapêuticas. O esperado, segundo Banzato, é que depois de uma fase a pessoa tenha uma recuperação e volte a seu nível de funcionamento normal. "Nem sempre isso acontece, mas esse é nosso objetivo".









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Raio laser pode ser usado para fazer chover



Raio laser pode ser usado para fazer chover
Portal R7 - 04/05/2010
http://noticias.r7.com/


Cientistas descobriram método que pode substituir "sementes" de iodeto de prata.




Pulso de laser vermelho ioniza o ar e provoca condensação de gotas d'água para criar uma nuvem, que é iluminada por um laser verde.


Físicos suíços descobriram que o disparo de rajadas curtas no ar pode desencadear a formação de gotas d'água.


A técnica pode ajudar a estimular a "produção" de chuva no futuro, revelou a revista científica Nature Photonics nesta segunda-feira (03/05/2010).

O cientista Jerome Kasparian e sua equipe da Universidade de Genebra queriam encontrar uma alternativa à semeadura de nuvens, um processo de 50 anos que tenta induzir pancadas de chuva de forma artificial.

Foguetes com iodeto de prata espalham as partículas no céu, como se fossem sementes. As partículas agem como "núcleos de condensação", fazendo com que as gotículas de água se formem em volta deles.

Kasparian diz que a semeadura de nuvens não é um método eficiente, apesar de ser usada há décadas.

- Ninguém sabe se é seguro usar partículas de iodeto no ar.

Os pesquisadores perceberam que a tecnologia laser poderia ser usada para criar uma técnica alternativa. Eles descobriram que o disparo de um feixe de energia através de uma câmara de nuvem atmosférica criava um canal de moléculas de oxigênio e de nitrogênio ionizados.

Essas moléculas agiram como âncoras de condensação de mesma forma que acontecia com as moléculas de iodeto de prata.

As gotas d'água ao longo do canal úmido quase dobraram de tamanho, de 50 micrômetros para 80 micrômetros ao se fundirem aos íons.

Depois, a equipe de Kasparian testou a mesma técnica em condições reais. Eles dispararam um "laser Teramobile" de alta potência no céu de Berlim, na Alemanha, durante algumas noites.

Eles encontraram gotas de condensação formadas ao longo do trajeto do laser quando a umidade estava alta.

Agora, os pesquisadores pretendem investigar se são capazes de criar condensação em uma área mais ampla, ao varrer o laser no céu.

Embora ainda falte muito para que os cientistas consigam fazer chover por meio do raio laser, eles dizem que a técnica pode ser adaptada para ajudar os meteorologistas a prever uma chuva torrencial a caminho.








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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pesquisa comprova - Trabalhar demais faz mal à saúde


 
Trabalhar 10 horas por dia ou mais eleva 60% risco de danos ao coração
Ambiente Brasil - France Presse - G1 - 11/05/2010
http://noticias.ambientebrasil.com.br/
http://g1.globo.com/


6.014 trabalhadores entre 39 e 61 anos foram acompanhados por 11 anos.

Estudo foi publicado pelo periódico médico 'European Heart Journal'.



"As relações entre as longas horas de trabalho e as enfermidades cardiovasculares
é independente de fatores de risco como tabaco, excesso de peso ou taxa elevada de colesterol".
Marianna Virtanen, chefe da pesquisa.

Trabalhar três horas a mais que a jornada de 7 a 8 horas diárias expõe a pessoa a um risco 60% maior de desenvolver problemas cardíacos, segundo estudo publicado pelo "European Heart Journal".

Um total de 6.014 trabalhadores londrinos com idades entre 39 e 61 anos (4.262 homens e 1.752 mulheres) e sem patologia cardíaca foram acompanhados durante 11 anos em média, até 2002-2004, como parte de um amplo estudo batizado Whitehall II.

Durante os 11 anos de acompanhamento, 369 dos voluntários morreram de problemas cardíacos ou tiveram um acidente cardíaco não fatal ou uma angina de peito.



Trabalho adicional afetaria o metabolismo ou encobriria os estados depressivos, de ansiedade ou de falta de sono.


"As relações entre as longas horas de trabalho e as enfermidades cardiovasculares é independente de um conjunto de fatores de risco medidos no início do estudo, como o tabaco, o excesso de peso ou uma taxa elevada de colesterol", precisou Marianna Virtanen, que dirigiu o estudo do Finnish Institute of Occupational Health (Helsinque) e da University College of London, em um comunicado.

Quem trabalha mais do que a jornada-padrão na maioria das legislações trabalhistas geralmente são homens, mais jovens que a média do grupo e que ocupam postos de maior responsabilidade.

A relação entre as horas adicionais de trabalho e as enfermidades cardiovasculares parece clara, mas a causa nem tanto, segundo os autores.



Cena de 'Executive Suite', de 1954, dirigido por Robert WiseCena de 'Executive Suite', de 1954, dirigido por Robert Wise.
(Foto: MGM / The Kobal Collection via France Presse)


Uma pista pode ser que o trabalho adicional afetaria o metabolismo ou encobriria os estados depressivos, de ansiedade ou de falta de sono.

O "presentismo doentio" através do qual, ao contrário do ausentismo, os empregados vão trabalhar inclusive doentes, ignorando os sintomas e sem consultar um médico, pode igualmente estar entre as causas do problema.

No entanto, as pessoas que gostam de seu trabalho e têm tendência a trabalhar mais simplesmente pelo prazer, poderão sofrer um risco menor de enfermidade cardíaca.

Marianna Virtanen avalia várias pistas, como costumes de vida pouco saudáveis e fatores de risco mais extensos entre as pessoas que trabalham em excesso.

"Outra possibilidade é que o estresse crônico (geralmente associado às longas horas de trabalho) afete o organismo", acrescenta, explicando que ainda são necessárias pesquisas adicionais.









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Cientistas descobrem como o vinho tinto protege o cérebro



Cientistas descobrem como o vinho tinto protege o cérebro
Redação do Diário da Saúde - 12/05/2010
http://www.diariodasaude.com.br/


A pesquisa confirma os benefícios do vinho tinto, mas ainda não se sabe o quanto seria ideal para proteger o cérebro, ou mesmo que tipo de vinho tinto poderia ser melhor, porque nem todos os tipos contêm a mesma quantidade de resveratrol. [Imagem: Wikimedia].



Resveratrol

Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto como o consumo de vinho tinto pode proteger o cérebro contra os danos de um acidente vascular cerebral.

Duas horas após darem a animais de laboratório uma pequena dose de resveratrol, um composto encontrado nas cascas e nas sementes das uvas vermelhas, os cientistas induziram um acidente vascular cerebral isquêmico nos animais.

Eles descobriram que os animais que tinham ingerido preventivamente o resveratrol sofreram danos cerebrais significativamente menores do que os que não tinham recebido o composto natural.



Hemo oxigenase

O estudo sugere que o resveratrol aumenta os níveis da enzima hemo oxigenase, já conhecida por proteger as células nervosas no cérebro contra danos. Quando o derrame ocorre, o cérebro está pronto para proteger-se graças aos níveis elevados da enzima, explica o Dr. Sylvain Doré, que conduziu os experimentos.

Nos ratos que não tinham a enzima, o resveratrol não teve nenhum efeito protetor significativo e suas células cerebrais morreram após o acidente vascular cerebral.

"Nosso estudo adiciona mais evidências de que o resveratrol pode dar resistência ao cérebro contra o AVC isquêmico", diz Doré.



Benefícios do vinho tinto

O vinho tinto tem recebido muita atenção dos cientistas pelos seus alegados benefícios à saúde. Além de reduzir a incidência e os danos causados pelos acidentes vasculares cerebrais, o consumo moderado de vinho tem sido associada a uma menor incidência de doenças cardiovasculares.

Ainda que a pesquisa confirme os benefícios do vinho tinto, contudo, ninguém sabe ainda o quanto seria ideal para proteger o cérebro, ou mesmo que tipo de vinho tinto poderia ser melhor, porque nem todos os tipos contêm a mesma quantidade de resveratrol. "Precisamos de mais pesquisas", diz Doré.



Paradoxo francês

Este é o chamado paradoxo francês: apesar da dieta rica em manteiga, queijo e outras gorduras saturadas, os franceses têm uma incidência relativamente baixa de eventos cardiovasculares, o que tem sido atribuído ao consumo regular de vinho tinto.

Mas Doré adverte sobre o uso de suplementos de resveratrol, disponíveis junto com vitaminas e minerais em lojas especializadas e sites que vendem suplementos alimentares.

Segundo o pesquisador, o resveratrol não foi avaliado em ensaios clínicos. E, embora o resveratrol seja encontrado nas uvas vermelhas, é o álcool do vinho que pode ser o elemento chave para concentrar os compostos benéficos. Por outro lado, diz o pesquisador, o consumo de álcool traz riscos junto com os benefícios potenciais.









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Lembre-se de Viver




Contribuição de Andréa Siggia


Lembre-se de Viver
(Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo através de Outdoors)


Crie filhos em vez de herdeiros.

Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.

Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.

Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama.

Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.

Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?

Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos.

Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas...

...e quem sabe assim você seja promovido a melhor
(amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã... etc.) do mundo!

Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos.


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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Morte da Eutanásia - Morrer com Dignidade


A Morte da Eutanásia
Redação do Diário da Saúde - 31/03/2010
http://www.diariodasaude.com.br/


Associação de médicos defende o fim do uso da palavra eutanásia, trocando-a pela descrição precisa dos procedimentos adotados,
juntamente com o esclarecimento dos prováveis resultados. [Imagem: Wikimedia].







Viver ou morrer, com dignidade

É hora de descartar a palavra eutanásia, porque ela mistura ideias e valores que confundem o debate sobre a morte.

Esta é postura firme defendida pela Associação Médica do Canadá e exposta nesta semana no periódico da instituição.

"O debate sobre o fim da vida parece particularmente sobrecarregado pela confusão sobre o termo 'eutanásia'", escreve o Dr. Ken Flegel. "Ambos os lados usam-no para reforçar seu ponto de vista ideológico: um lado quer dizer assassinato, o outro quer dizer misericórdia; o direito à vida versus o direito de morrer com dignidade; egoísmo versus compaixão".



O que é eutanásia

O termo eutanásia vem do grego eu (bem, fácil) e thanatos (morte) e foi cunhado em 1646 para significar uma morte suave e fácil.

Uma nuance foi introduzida em 1742 para referir-se aos meios de se atingir uma morte assim e, em 1859, foi dado ao termo a conotação de uma ação para induzir uma morte.

Os dicionários modernos têm uma grande variedade de definições, mas todas elas implicam o mesmo significado, uma ação intencional para provocar a morte de alguém que está sofrendo.



Cuidados paliativos

"O significado amplo de eutanásia tem inadvertidamente incorporado um conjunto de ações que também envolvem o alívio dos sintomas em pessoas que estão morrendo", escrevem os autores.

"Por exemplo, a administração de narcóticos para aliviar a dor em pacientes com câncer e a adição de sedativos para dar conforto e minimizar a agitação são cuidados compassivos, mesmo quando as quantidades necessárias aumentam a probabilidade de morte. Pode-se argumentar que, em tais circunstâncias, a morte torna-se um efeito colateral aceitável de um cuidado paliativo. Mas, a nosso ver, não é eutanásia".



Papel dos médicos frente à eutanásia

Segundo a Associação, os médicos podem ajudar nessa discussão não utilizando-se do termo eutanásia para se referirem às ações tomadas para auxiliar pacientes terminais e, em vez disso, podem nomear e definir claramente cada ação, bem como suas possíveis repercussões.

"Como médicos, nós devemos promover o debate honesto, ajudar na definição de termos e de ações, evitar polarizar ainda mais este importante debate com os nossos próprios valores e ideologias e ajudar a educar o público para aumentar o engajamento nesta importante questão social," concluem os autores.

"Então, o próprio termo 'eutanásia' poderá experimentar sua própria morte suave", defendem eles.










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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sabe qual é o melhor antioxidante natural? O Cravo-da-Índia!



Cravo-da-índia é o melhor antioxidante natural que se conhece
Redação do Diário da Saúde - 31/03/2010
http://www.diariodasaude.com.br/


Pesquisa científica mostrou que o cravo-da-índia é o melhor antioxidante natural que se conhece, além de ter outros benefícios à saúde.
Várias outras especiarias usadas na dieta mediterrânea foi testadas. [Imagem: SINC].





Antioxidantes naturais

Usar especiarias comuns na dieta mediterrânea pode ser bom não apenas para as pessoas individualmente, mas também para a indústria alimentícia.

Uma pesquisa realizada na Universidade Miguel Hernández, na Espanha, demonstrou que a indústria poderá fabricar alimentos mais saudáveis se tirar proveito dos antioxidantes naturais presentes sobretudo no cravo-da-índia.



Benefícios do cravo-da-índia

Os cientistas identificaram o cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) como o melhor tempero antioxidante, devido ao fato de que ele contém altos níveis de compostos fenólicos, além de ter outras propriedades benéficas à saúde.

"Das cinco propriedades antioxidantes testadas, o cravo-da-índia apresentou a maior capacidade de liberar hidrogênio, reduzir a peroxidação lipídica, e foi o melhor redutor de ferro", explica a Dra. Juana Fernández-López, coautora do estudo.

Estes resultados colocam o cravo-da-índia como o melhor antioxidante natural que se conhece.



Especiarias da dieta mediterrânea

"Os resultados mostram que o uso dos antioxidantes naturais presentes nas especiarias utilizadas na dieta mediterrânea, ou os seus extratos, é uma opção viável para a indústria alimentícia, desde que as características organolépticas dos produtos não sejam afetadas", diz a pesquisadora.

"Essas substâncias apresentam elevada capacidade antioxidante, com efeitos benéficos para a saúde", acrescenta ela.

A equipe também avaliou o efeito antioxidante dos óleos de outras especiarias utilizadas na dieta do Mediterrâneo, incluindo o orégano (Origanum vulgare), tomilho (Thymus vulgaris), alecrim (Rosmarinus officinalis) e sálvia (Salvia officinalis).



Por que os alimentos estragam

"A oxidação lipídica é uma das principais razões para a deterioração dos alimentos, e provoca uma redução significativa no seu valor nutricional, assim como a perda do sabor", diz Fernández-López.

Essas alterações levam a uma redução no tempo de vida útil dos alimentos industrializados. Para evitar essa deterioração, a indústria alimentícia acrescenta antioxidantes sintéticos nos produtos.



Químicos nos alimentos industrializados

No entanto, como estes antioxidantes sintéticos são compostos químicos, têm sido levantadas questões sobre a sua potencial toxicidade e a ocorrência de efeitos colaterais na ingestão dos alimentos industrializados.

Como resultado, há um interesse crescente na utilização de produtos à base de vegetais (especiarias, plantas aromáticas e medicinais), com atividade antioxidante em potencial, a fim de substituir os antioxidantes sintéticos por substâncias naturais.

O objetivo do estudo é justamente permitir que essas especiarias sejam incorporadas nos alimentos industrializados, sobretudo nos produtos à base de carne, no papel de antioxidantes naturais.










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Você conhece carne fermentada? Comeria ou não?


Carne produzida em laboratórios abre portas para um futuro sem matadouros

Portal R7 - Agência Efe - 03/05/2010
http://noticias.r7.com/



Alguns países já investem milhões nesse tipo de pesquisa.


A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. Foto: Getty Images.


A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto.

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista Time em 2009, seria "mais saudável e menos poluente" e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores.

Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A (H1N1, popularmente conhecida como suína).

Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nessa área, diz que também será possível produzir carne light.

- E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos.

Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que "a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado", como o leite e o queijo. Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana ele não detalhou o assunto.

- Não sabemos de nenhum risco.

A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a floresta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas.

A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos. Por enquanto, os resultados são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.

Se a tecnologia continuar avançando, "de cinco a dez anos", estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife "tradicional".

O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.

- Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora precisam de pesquisa biomédica.

O governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões (R$ 8,69 milhões), seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.

Para o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes. Esses avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.

Tal setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja.









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