Translate - Google Tradutor

Amigos de bom gosto que acompanham o Blogue "O Mundo no Seu Dia-a-Dia".

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes




Ministro Joaquim Barbosa!

Diz o que o povo tem vontade de dizer!

Finalmente alguém com coragem de enfrentar a arrogância de Gilmar Mendes.


video

(dê dois cliques na seta acima para ver o vídeo - duração de 03:13 minutos)










* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos amigos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *



Fumantes podem ser preteridos em vagas de emprego




O projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados, aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo, pode levar as empresas a evitarem empregar fumantes. A opinião é de Ralph Arcanjo Chelotti, presidente da ABRH-Nacional.

Segundo Chelotti, os "fumódromos" criados por muitas empresas para empregados que fumam não poderão mais funcionar dentro das instalações das empresas, nem mesmo no andar térreo, como é comum, e terão que ser deslocados para fora dos espaços de trabalho. Em alguns casos, essas áreas de fumo serão deslocadas para fora das empresas. "Entendo que, em função disso, as empresas, de modo geral, vão tender a dar emprego a pessoas que não fumam, pois o vício do cigarro começa a se tornar algo que as empresas já não conseguem mais administrar em seus espaços", explica Chelotti.

Para o presidente da ABRH-Nacional, é certo que as empresas começarão campanhas mais incisivas de combate ao fumo, ao mesmo tempo em que vão eliminar de suas dependências os antigos "fumódromos". "O vício do cigarro é um problema de difícil solução e as pessoas que querem abandoná-los precisam de ajuda. O fato de que o consumo de cigarro vai ser cada vez mais considerado como um diferencial negativo pode servir de estímulo para que muitas pessoas decidam largar o cigarro. Muitas empresas já apoiam empregados que decidem largar o cigarro e eu acredito que esse movimento vai se ampliar", comenta.

No entanto, Chelotti assinala que é inegável que os processos de recrutamento e seleção de pessoas, que em algumas empresas já excluem fumantes, vão ser cada vez mais seletivos nesse aspecto, o que é um indicador de que aqueles que fumam podem ter cada vez mais dificuldades para conseguir emprego. "Nesse caso, penso que mentir é uma má idéia, pois a pessoa terá dificuldades em explicar porque precisa se ausentar toda vez que quiser fumar. Embora eu pense que esta proibição é muito invasiva, acredito sim que as empresas começarão a excluir os fumantes de seus processos de seleção", alerta Chelotti.

FONTE: e-Press Comunicação





* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários.


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos amigos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *




Israel - Sobre Gaza, Sobre Israel, Sobre Nós




Sobre Gaza, Sobre Israel, Sobre Nós
Sílvia Ferabolli & Cláudio César Dutra de Souza - Le Monde Diplomatique - LMB Brasil - 05/02/2009
http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2777


"O direito dos Estados está acima do direito dos povos. Entre Israel e Palestina, um lobby israelense em Washington. Está feita a declaração: aos que querem a terra, ela lhe será dada, uma cova rasa, mais exatamente. Mas não se iludam: Somos todos Palestinos!"



Aqui na Europa, manifestações eclodiram por toda parte. Em Paris, uma marcha contra o holocausto palestino reuniu quase 100 mil pessoas. Em Londres, prédios universitários foram ocupados e milhares de estudantes reuniram-se em frente à embaixada israelense exigindo o fim do massacre contra o povo palestino. Outras capitais européias também assistiram várias formas de mobilização popular contra o avanço de Israel sobre o mais famoso bantustão do mundo - a Faixa de Gaza, o campo de extermínio daqueles que vivem a luta e morrem pela causa palestina.

Infelizmente, os milhões de cidadãos que expressaram sua repulsa contra a política israelense em manifestações que varreram o globo, não encontraram eco em suas ações por parte de seus chefes de Estado. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi o único líder de uma nação que ousou ouvir o clamor popular e expulsou o embaixador israelense de seu país. Tivessem outras lideranças seguido o exemplo de Chávez na América Latina, África, Ásia, Europa e América do Norte, o isolamento diplomático israelense seria tamanho que não haveria alternativa a Tel-Aviv a não ser o recuo. Contudo, esse não foi o caso. Para além dos clássicos e inócuos chamados de paz, nenhum presidente, primeiro-ministro, rei, chanceler ou sultão ousou desafiar Israel com aquela que é uma das mais radicais armas que a diplomacia internacional possui: a ruptura das relações diplomáticas e o erigir de pesadas sanções políticas e econômicas.

Para entender a apatia da diplomacia internacional frente às ações de política externa israelense é necessário compreender como funciona a ordem internacional e como ela é promotora e perpetuadora de relações de dominação entre Estados opressores e povos oprimidos.

Vivemos dentro de uma lógica política internacional onde o direito dos Estados está acima do direito dos povos. Israel, como um Estado, teria o direito de se defender contra aquilo que ele considera ser uma ameaça a sua sobrevivência estatal, nesse caso, as ações do Hamas. Os palestinos, por seu turno, não possuem um Estado e, portanto, nenhum direito dentro de uma lógica estatal internacional perversa que nega aos povos do mundo qualquer direito para além daquele que seu próprio Estado lhe provém. Fora do Estado, a vida não é possível, já sentenciava Thomas Hobbes, o pai do pensamento realista, e dominante, das Relações Internacionais.

O grande problema que emerge dessa constatação é que embora os Estados interajam em um sistema anárquico, onde não existe uma autoridade central e cada Estado é soberano e, portanto, dono do direito de agir como melhor lhe convir, existe, sim, aquilo que se chama de ordem internacional, cuja responsabilidade pela sua manutenção é das grandes potências. Na atual configuração sistêmica que, embora apresente alguns contornos multipolares no campo econômico, em termos de liderança política e estratégica, é claramente unipolar. Só há um país capaz de fazer Israel parar - os Estados Unidos da América. E por que não o fazem? John Mearsheimer e Stephen Walt, já em 2006, ofereciam uma resposta: o lobby israelense em Washington.

Numa tentativa de compreender o porquê dos Estados Unidos comprometerem seus imperativos de interesse nacional no Oriente Médio pelo massivo apoio a Israel, mesmo quando esse deixa de ser um patrimônio estratégico com o fim da Guerra Fria, Mearsheimer e Walt acabam por revelar uma história de bastidores movida a bilhões de dólares de grupos lobistas israelenses e sustentada por uma poderosa indústria do holocausto. Para aqueles que insistem em ver Israel como um pequeno David que luta para se defender do monstruoso Golias representado pelos árabes-palestinos, selecionamos alguns pontos da obra The Israel Lobby in Washington, que podem lançar luz sobre o atual debate em torno da política expansionista israelense e a condescendência norte-americana para com seu aliado incondicional no Oriente Médio.




"Depois da formação de um grande exército, na esteira do estabelecimento de nosso Estado, nós aboliremos a partilha e expandiremos nosso Estado para toda a Palestina".




No que concerne à suposta fraqueza israelense, Mearsheimer e Walt argumentam que ela é inverídica, na medida em que Israel derrotou os árabes nas Guerras de 1948-49 e 1967, sem a ajuda de forças externas. Foi após essa última vitória que Israel começou a ser considerado um patrimônio estratégico para os Estados Unidos. Conseqüentemente, começou a receber ajuda financeira norte-americana - Israel é o maior receptor de ajuda externa estadunidense no mundo, imediatamente seguido pelo Egito, cuja ajuda está condicionada à manutenção de relações diplomáticas com Israel, enquanto a ajuda aos israelenses não prevê nenhum condicionante.

Quanto ao fator democracia, tal argumento se enfraquece por aspectos da democracia israelense que são estranhos aos valores fundamentais ocidentais: Israel foi explicitamente fundado como um Estado judaico e a cidadania é baseada no princípio da consangüinidade. Dado esse conceito de cidadania, não se estranha que os 1,3 milhões de árabes-israelenses sejam tratados como cidadãos de segunda classe.

Quanto ao Holocausto, os autores argumentam que não há dúvida de que os judeus sofreram historicamente devido ao anti-semitismo e que a criação do Estado de Israel foi, sim, uma resposta apropriada a um longo histórico de crimes contra o povo judaico. Porém, a criação de Israel envolveu crimes adicionais contra um povo absolutamente inocente: os palestinos.

Especificamente no que concerne à disposição de Israel de aceitar a criação de um Estado palestino, dentro da lógica "segurança para Israel e justiça para os palestinos", como se fosse possível conciliar os imperativos de segurança israelense com o direito à existência do povo palestino, Mearsheimer e Walt nos informam que nunca houve, na proposta sionista, a intenção de dividir o território da Palestina em dois Estados. Como Ben-Gurion sentenciou no final dos anos 1930: "Depois da formação de um grande exército, na esteira do estabelecimento de nosso Estado, nós aboliremos a partilha e expandiremos nosso Estado para toda a Palestina". Ou seja, desde o princípio, aceitar a idéia de dois Estados foi apenas uma manobra tática israelense, não um objetivo real. Ainda, para alcançar o objetivo de fundação de seu Estado, os sionistas teriam de expulsar um grande número de árabes do território que viria a se tornar Israel. Ben-Gurion viu esse problema claramente já em 1941: "É impossível imaginar a evacuação geral da população árabe senão pela força - e força brutal!" Essa oportunidade veio com a Guerra de Independência (1948-49), quando as forças israelenses forçaram o exílio de mais de 700 mil palestinos. Ou seja, se o povo que formou originalmente o Estado israelense sofreu, também fez, e faz, outro povo sofrer tanto ou mais.




"Os judeus estão loucos!"




Por fim, a tese dos "israelenses virtuosos" versus os "árabes malditos". De acordo com Mearsheimer e Walt, acadêmicos israelenses de esquerda têm mostrado que os sionistas foram qualquer coisa, menos benevolentes com os árabes-palestinos. A resposta sionista à resistência palestina à criação do Estado de Israel envolveu atos explícitos de limpeza étnica, incluindo execuções, massacres e estupros. A média de mortes nesses mais de 60 anos de conflito é de 3,4 palestinos mortos para cada israelense - a proporção de mortes de crianças é de 5,7 crianças palestinas mortas para cada uma israelense. Tanto é que Ehud Barak uma vez admitiu que se ele tivesse nascido palestino, certamente teria se juntado a uma organização terrorista. Talvez, dissesse melhor, e com mais clareza, uma organização de resistência á uma ocupação externa.

A reflexão de Nidal Basal, um menino palestino de 12 anos, feita durante o período mais intenso das ações militares israelenses na Faixa de Gaza, reflete a perplexidade de milhões de cidadãos pelo mundo. Em resposta a Nidal, esclarecemos que Israel não enlouqueceu, malgrados os bombardeios contra escolas da ONU e a proibição de evacuação civil da região. Dificilmente poderíamos crer que ações militares planejadas e postas em prática em um período do ano em que o presidente da União Européia, Nicolas Sarkozy, em final de mandato, tira férias no Brasil e que o governo dos Estados Unidos vive uma transição de poder, sejam atos impensados de loucura e selvageria despropositada. Nesse caso, haveria atenuantes, como na justiça criminal, ao julgar um cidadão que tenha agido sob "forte emoção" ou que estivesse em algum estado alterado de consciência. Ao contrário, se há premeditação, motivos torpes ou incapacidade de defesa da vítima tudo isso constitui-se em agravantes que poderiam gerar penas mais severas em um julgamento criminal.

Contudo, poderíamos pensar que, ao invés de indivíduos mentalmente perturbados, estivéssemos à mercê de burocratas frios, cuja presença do "outro" fosse apenas um detalhe incômodo entre um objetivo matematicamente traçado e a sua efetiva concretização. Compreendemos com Hannah Arendt a banalidade do mal e nos chocamos profundamente ao pensarmos no quanto os mais perigosos assassinos podem ser pessoas tão afáveis e cultas, que apreciam a arte e amam as crianças e os animais. Eichmann em seu julgamento em Jerusalém nada mais fez do que mostrar-se um burocrata obediente às ordens de seu chefe, mesmo que elas fossem o extermínio de um povo. Assassinos podem ser pessoas muito agradáveis e cordatas. Podem ser eu ou você em uma situação específica tal como a situação de guerra quando o inimigo é todo aquele que não utiliza o nosso uniforme e nem compactua de nossa ideologia.




"Itzhak Shamir chamava os palestinos de "gafanhotos". O general Raphael Eitn, de "baratas". O Ministro da Defesa, Ben-Eliezer, os definiu como "piolhos"...




Como pode um Estado considerado uma democracia tão avançada e com expoentes intelectuais de alto calibre perpetrar atos como esses que assistimos na Faixa de Gaza, onde a matança indiscriminada de civis inocentes de forma cruel e arbitrária coloca Israel par a par com as piores das históricas ditaduras do Terceiro Mundo? Em Gaza, uma população encontra-se à mercê de um Estado anômico e sociopático que age premeditada e milimetricamente no intuito de exterminar o maior número de seres humanos contrários aos seus planos expansionistas e imperiais. Todavia, o discurso manifesto é o de eliminar a ameaça terrorista do Hamas (democraticamente eleito e, portanto, apoiado por grande parte dos palestinos). Contudo, é de se perguntar como reconhecer os membros do Hamas no meio da massa indistinta no território de Gaza. Eles usam uniformes, estão reunidos em uma sede oficial a decidir os rumos de sua atuação presente e futura? É evidente que não. Em Gaza, cada cidadão é potencialmente um apoiador, um simpatizante ou possui algum conhecido dentro do Hamas, logo, cada ser humano é um alvo em potencial.

Falamos em seres humanos, mas aqui cabe uma correção, pois os palestinos não parecem estar classificados nessa condição, segundo o ponto de vista de diversos líderes israelenses. Itzhak Shamir os chamava de "gafanhotos". O general Raphael Eitn os chamou de "baratas". O Ministro da Defesa, Ben-Eliezer, os definiu como "piolhos" e para o ex-primeiro-ministro Menahem Begin, os palestinos eram "bestas caminhando sobre dois pés". Por fim, a primeira-ministra Golda Meir chamava-os de "animais de duas patas". Para Ehud Olmert eles seriam o que nesse exato momento? Certamente, qualquer coisa, menos humanos.

Alguém acredita que o Estado de Israel corre um sério perigo que ameaça efetivamente a sua existência? O Hamas tem um poder definitivamente devastador e que pode causar sérios danos à infra-estrutura e aos cidadões israelenses, motivo mais do que suficiente para um ataque desse porte? As armas que o Hamas possui são modernas e letais e isso constitui-se em um motivo plenamente justificável para que os corpos de palestinos inocentes apodreçam a céu aberto? A resposta a todas essas perguntas é evidentemente negativa e só Israel e os Estados Unidos têm o cinismo de sustentá-las seriamente.

Convencionando que a paz (para si) é um dos objetivos de Israel, aliado com a sua lendária necessidade de segurança, convém lembrar que a paz e a prosperidade caminham de mãos dadas. Após esses trágicos bombardeios, justificáveis tão somente dentro da ótica distorcida do agressor, o proto-Estado palestino vai demorar vários anos para conseguir retornar ao grau de miserabilidade anterior a dezembro de 2008. Sem contar o luto das famílias que perderam seus entes queridos, suas casas, sua história e sua dignidade. Os cemitérios são, sem dúvida, locais em que existe uma grande paz, afinal, os mortos não têm necessidades, queixas ou reivindicações de qualquer ordem. Aos que querem a terra, ela lhe será dada, uma cova rasa, mais exatamente. Como a paz poderá ser feita nessas condições é algo que nos perguntamos e que os líderes israelenses nunca respondem de forma conveniente. O que sabemos, com certeza, é que o governo norte-americano é tão responsável pela atual política genocida israelense contra os palestinos quanto os são as lideranças sionistas dentro e fora de Israel. Os Estados Unidos podem, mas optam por não parar Israel, temendo a reação de um lobby que, pelo poder financeiro de seus membros e a ideologia da indústria do holocausto, ameaça não só tornar Israel o ator central de um teatro de horrores que envergonha a humanidade como também acabar, definitivamente, com a legitimidade da já cambaleante Organização das Nações Unidas.

Não tenhamos ilusões quanto à capacidade de influência dos milhões de cidadãos espalhados pelo mundo que saíram às ruas para protestar contra o flagelo impetrado aos palestinos em nome da pax israelense, que encontra na pax americana a sua parceira ideal no perpetrar de crimes de guerra. Enquanto a lógica que dominar o mundo for aquela do direito dos Estados e não a do direito dos povos, nossa voz não será ouvida e o futuro da humanidade - o nosso futuro - será decidido à nossa revelia. Não nos iludamos: SOMOS TODOS PALESTINOS!








* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários.


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *



Israel - A Visão Sagrada de Israel




A Visão Sagrada de Israel
José Luís Fiori - Le Monde Diplomatique - LMD Brasil - 05/02/2009
http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2778


"Quando o sagrado torna-se profano. Onde a guerra é travada pela paz. Os judeus consideram-se um só povo e uma só religião que nasce da revelação divina direta. O povo escolhido macula as próprias leis bíblicas numa disputa desigual pela conquista da Terra Santa".


"Se o Hamas quer acabar com Israel, Israel tem que acabar com o Hamas antes". Efraim, 23 anos, estudante de uma escola religiosa de Jerusalém, FSP 24/01/2009".



Durante vinte um dias de bombardeio contínuo, Israel lançou 2.500 bombas sobre a Faixa de Gaza - um território de 380 km2 e 1.500 milhão de habitantes. Deixou 1.300 palestinos mortos e 5.500 feridos e 15 israelenses mortos.

A infra-estrutura do território foi destruída completamente, junto com milhares de casas e centenas de construções civis. E é provável que Israel tenha utilizado bombas de "fósforo branco" - proibidas pela legislação internacional - com conseqüências imprevisíveis, no longo prazo, sobre a população civil, em particular a população infantil. Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, declarou estar "horrorizado", depois de visitar o território bombardeado e considerou "escandalosos e inaceitáveis" os ataques israelitas contra escolas e refúgios mantidos em Gaza, pelas Nações Unidas. Richard Falk, relator especial da ONU sobre a situação dos Direitos Humanos em Gaza, também declarou que, "depois de 18 meses de bloqueio ilegal de alimentos, remédios e combustível, Israel cometeu crimes de guerra e contra a humanidade na sua última ofensiva contra os territórios palestinos. Crimes ainda mais graves, porque 70% da população de Gaza tem menos de 18 anos".

Dentro de Israel, entretanto - com raras exceções - a população apoiou a operação militar do governo. Mais do que isso, as pesquisas de opinião constataram que o apoio da população foi aumentando na medida em que avançavam os bombardeios - chegando a índices de 90%. E no final, na hora do cessar-fogo, metade era favorável à continuação da ofensiva, até a reocupação de Gaza e a destruição do Hamas. (FSP, 24/01/09).

Seja como for, duas coisas chamam a atenção - de forma especial - nesta última guerra: a inclemência de Israel e sua indiferença com relação às leis e às críticas da comunidade internacional. Duas posições tradicionais da política externa israelita, que têm se radicalizado cada vez mais e são quase sempre explicadas pela "escalada aos extremos" do próprio conflito. Mas existe um aspecto desta história que quase não se menciona, ou então é colocado num segundo plano, como se as "visões sagradas" do mundo e da história fossem uma característica exclusiva dos países islâmicos.




"Para os judeus, Israel é a continuação direta da história deste "povo escolhido", e por isso, a sua verdadeira legislação ou constituição são os próprios ensinamentos bíblicos".




Desde sua criação, em 1948, Israel mantém-se sem uma constituição escrita, mas possui um sistema político com partidos competitivos e eleições periódicas, tem um sistema de governo parlamentarista segundo o modelo britânico, e conserva um poder judiciário autônomo. Mas ao mesmo tempo, paradoxalmente, Israel é um estado religioso, e grande parte de sua população e governantes tem uma visão teológica do seu passado e do seu lugar dentro da história da humanidade.

Israel não tem uma religião oficial, mas é o único estado judeu do mundo. Os judeus consideram-se um só povo e uma só religião que nasce da revelação divina direta, e não depende de uma decisão, ou de uma conversão individual. "Se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis uma propriedade peculiar entre todos os povos. Vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" [1].

Além disto, o judaísmo estabelece normas e regras específicas e inquestionáveis que definem a vida cotidiana e comunitária do seu povo, que deve se manter fiel e seguir de forma incondicional as palavras do seu Deus, mantendo-se puros, isolados e distantes com relação aos demais povos e religiões. "Não seguireis os estatutos das nações que eu expulso de diante de vós. Eu Javé, vosso Deus, vos separei desses povos. Fareis distinção entre o animal puro e o impuro. Não vos torneis vós mesmos imundos como animais, aves e tudo o que rasteja sobre a terra" [2].

Para os judeus, Israel é a continuação direta da história deste "povo escolhido", e por isso, a sua verdadeira legislação ou constituição são os próprios ensinamentos bíblicos. O Torá conta a história do povo judeu e é a lei divina, dessa forma não pode haver lei ou norma humana que seja superior ao que está dito e determinado nos textos bíblicos, onde também estão definidos os princípios que devem reger as relações de Israel com seus vizinhos e/ou com seus adversários. Em Israel não existe casamento civil, só a cerimônia rabínica, e os soldados israelenses prestam juramento com a Bíblia sobre o peito e com a arma na mão. "Javé ferirá todos os povos que combateram contra Jerusalém: ele fará apodrecer sua carne, enquanto estão ainda de pé, os seus olhos apodrecerão em suas órbitas, e a sua língua apodrecerá em sua boca" [3].




"Os anglo-americanos operam como a âncora passiva do 'autismo internacional' e da 'inclemência sagrada' de Israel".




As idéias religiosas dos povos não são responsáveis nem explicam necessariamente as instituições de um país e as decisões dos seus governantes. Mas neste caso, pelo menos, parece existir um fosso quase intransponível entre os princípios, instituições e objetivos da filosofia política democrática das cidades gregas e os preceitos da filosofia religiosa monoteísta que nasceu nos desertos da Ásia Menor.

Mas o que talvez seja mais importante do ponto de vista imediato do conflito entre judeus e palestinos, e do próprio sistema mundial, é que Israel - ao contrário dos palestinos - junto com sua visão sagrada de si mesmo, dispõe de armas atômicas e de acesso quase ilimitado a recursos financeiros e militares externos. Com essas idéias e condições econômicas e militares, Israel seria considerado - normalmente - um estado perigoso e desestabilizador do sistema internacional, pela régua liberal-democrática dos países anglo-saxônicos.

Mas isto não acontece porque no mundo dos mortais, de fato, Israel foi uma criação e segue sendo um protetorado anglo-saxônico, que opera desde 1948, como instrumento ativo de defesa dos interesses estratégicos anglo-americanos no Oriente Médio. Os anglo-americanos operam como a âncora passiva do "autismo internacional" e da "inclemência sagrada" de Israel.


[ 1 - http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2778#nh1 - ] Êxodo, 19, 5-6

[ 2 - http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2778#nh2 - ] Levítico, 20, 23-25

[ 3 - http://diplo.uol.com.br/2009-02,a2778#nh3 - ] Zacarias, 14, 12-15





* * * * * * * *



José Luís Fiori







* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários.


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *



Israel - Dossiê Gaza e o Médio Oriente






Dossiê Gaza e o Médio Oriente
Le Monde Diplomatique - 01/02/2009
http://pt.mondediplo.com/spip.php?article439


Desprezo pelo direito: Uma impunidade que perdura.

(1947-2009, Resoluções da ONU não respeitadas por Israel)





Assembléia Geral (tendo na altura funções de órgão deliberatório).



Resolução 181 (29 de Novembro de 1947).


Adoção do plano de partilha: a Palestina é dividida em dois Estados independentes, um árabe e o outro judeu; Jerusalém é colocada sob administração das Nações Unidas.



Resolução 194 (11 de Dezembro de 1948).


Os refugiados que assim desejarem devem poder "regressar às suas casas o mais depressa possível e viver e paz com os seus vizinhos"; os outros devem ser indenizados pelos seus bens "a título de compensação". Criação da Comissão de Conciliação das Nações Unidas para a Palestina.



Resolução 302 (8 de Dezembro de 1949).


Criação da Agência das Nações Unidas de Ajuda aos Refugiados Palestinianos (UNRWA).




Conselho de Segurança.



Resolução 236 (11 de Junho de 1967).


A seguir à guerra de Junho de 1967, o Conselho de Segurança exige um cessar-fogo e uma suspensão imediata de todas as atividades militares no conflito que opõe o Egito, a Jordânia e a Síria a Israel.



Resolução 237 (14 de Junho de 1967).


O Conselho de Segurança pede a Israel que garanta "a proteção, o bem-estar e a segurança dos habitantes das zonas onde decorrem operações militares" e que facilite o regresso dos refugiados.



Resolução 242 (22 de Novembro de 1967).


O Conselho de Segurança condena a "aquisição de território por via da guerra" e pede a "retirada das forças armadas israelitas dos territórios ocupados". Afirma a "inviolabilidade territorial e a independência política" de cada Estado da região.



Resolução 250 (27 de Abril de 1968).


Israel é convidado a não organizar a parada militar prevista para Jerusalém a 2 de Maio de 1968, considerando que esta agravará as "tensões na região".



Resolução 251 (2 de Maio de 1968).


O Conselho de Segurança lamenta a realização da parada militar em Jerusalém, "desprezando" a Resolução 250.



Resolução 252 (21 de Maio de 1968).


O Conselho de Segurança declara "inválidas" as medidas tomadas por Israel, incluindo a "expropriação de terras e de bens imobiliários", medidas que visam "modificar o estatuto de Jerusalém", e pede a Israel que se abstenha de as tomar.



Resolução 267 (3 de Julho de 1969).


O Conselho de Segurança censura "todas as medidas tomadas (por Israel) para modificar o estatuto de Jerusalém".



Resolução 340 (25 de Outubro de 1973).


Na sequência da guerra do Ramadão ou do Kippur, criação da segunda Força de Emergência das Nações Unidas (FUNNU II), com o objetivo de "supervisionar o cessar-fogo entre as forças egípcias e israelitas" e assegurar a "transferência" dessas mesmas forças.



Resolução 446 (22 de Março de 1979).


O Conselho de Segurança exige a suspensão das "práticas israelitas que visam estabelecer colonatos de povoamento nos territórios palestinianos e noutros territórios árabes ocupados desde 1967", declara que essas práticas "não têm qualquer validade ao nível do direito" e pede a Israel que respeite a Convenção de Genebra relativa à proteção dos civis em tempo de guerra.



Resolução 468 (8 de Maio de 1980).


O Conselho de Segurança declara "ilegais" as expulsões para o estrangeiro de notáveis palestinianos de Hebron e de Halhul pelas autoridades militares israelitas e pede a Israel que as anule.



Resolução 592 (8 de Dezembro de 1986).


O Conselho de Segurança recorda que a Convenção de Genebra relativa à proteção dos civis em tempo de guerra "é aplicável aos territórios palestinianos e a outros territórios árabes ocupados por Israel desde 1967". Condena "o exército israelita que, tendo aberto fogo, matou ou feriu estudantes" da Universidade Bir Zeit.



Resolução 605 (22 de Dezembro de 1987).


Depois de ter sido desencadeada a Primeira Intifada, o Conselho de Segurança condena as práticas de Israel "que violam os direitos humanos do povo palestiniano nos territórios ocupados, em particular o fato de o exército israelita ter aberto fogo, matando ou ferindo civis palestinianos".



Resolução 607 (5 de Janeiro de 1988).


Israel deve "abster-se de expulsar civis palestinianos dos territórios ocupados" e respeitar as obrigações que a Convenção de Genebra lhe impõe.



Resolução 608 (14 de Janeiro de 1988).


O Conselho de Segurança pede a Israel que "anule a ordem de expulsão dos civis palestinianos e assegure o regresso imediato e em total segurança" de todos os que já tenham sido expulsos.



Resolução 636 (6 de Julho de 1989).


O Conselho de Segurança pede a Israel que, em conformidade com as precedentes resoluções deste órgão e com a Convenção de Genebra, "pare imediatamente de expulsar outros civis palestinianos" e assegure o regresso em total segurança dos que já foram expulsos.



Resolução 641 (30 de Agosto de 1989).


O Conselho de Segurança "lamenta que Israel, potência ocupante, continue a expulsar civis palestinianos" e pede a Israel que assegure o regresso de todos os que foram expulsos.



Resolução 672 (12 de Outubro de 1990).


Depois da violência verificada na Esplanada das Mesquitas/Monte do Templo, o Conselho de Segurança condena "os atos de violência cometidos pelas forças de segurança israelitas" em Al-Haram Al-Charif e noutros lugares sagrados de Jerusalém, e pede a Israel que "cumpra escrupulosamente as obrigações jurídicas e as responsabilidades que lhe competem" em relação aos civis dos Territórios Ocupados.



Resolução 673 (24 de Outubro de 1990).


O Conselho de Segurança condena Israel por se recusar a aplicar a Resolução 672.



Resolução 681 (20 de Dezembro de 1990).


Israel é instado a aplicar a Convenção de Genebra.



Resolução 694 (24 de Maio de 1991).


O Conselho de Segurança declara que a expulsão de mais quatro civis palestinianos em Maio de 1991 pelas forças israelitas constitui uma violação da Convenção de Genebra.



Resolução 799 (18 de Dezembro de 1992).


O Conselho de Segurança condena as quatrocentas expulsões de Dezembro de 1992, sublinhando que essa atuação é contrária às obrigações internacionais impostas a Israel pela Convenção de Genebra. O Conselho reafirma a independência e a integridade territorial do Líbano.



Resolução 904 (18 de Março de 1994).


Na sequência do massacre da mesquita de Hebron, o Conselho de Segurança exige a Israel que tome as medidas necessárias "para prevenir atos de violência ilegais por parte dos colonos israelitas" contra civis palestinianos.



Resolução 1322 (7 de Outubro de 2000).


Na sequência do início da Segunda Intifada, o Conselho de Segurança lamenta os atos de violência e condena o "recurso à força excessiva contra os palestinianos". Pede a Israel que respeite as suas obrigações relativas à Convenção de Genebra.



Resolução 1397 (12 de Março de 2002).


O Conselho de Segurança pede o "fim imediato de todos os atos de violência, incluindo todos os atos de terror e todas as provocações, incitações e destruição", solicitando a cooperação dos israelitas e dos palestinianos com o objetivo de retomarem negociações.



Resolução 1402 (30 de Março de 2002).


Depois da reocupação total da Cisjordânia, o Conselho de Segurança pede um cessar-fogo imediato e a "retirada das tropas israelitas das cidades palestinianas".



Resolução 1405 (19 de Abril de 2002).


O Conselho de Segurança declara que "é urgente que os organismos médicos e humanitários tenham acesso à população civil palestiniana".



Resolução 1435 (24 de Setembro de 2002).


O Conselho de Segurança exige "a retirada rápida das forças de ocupação israelitas das cidades palestinianas". Pede à Autoridade Palestiniana que "leve a tribunal os autores de atos terroristas".



Resolução 1515 (19 de Novembro de 2003).


O Conselho de Segurança declara-se "empenhado na perspectiva de uma região na qual dois Estados, Israel e a Palestina, vivam lado a lado, no interior de fronteiras seguras e reconhecidas", pedindo em consequência que as partes em conflito cumpram as obrigações relativas ao "Roteiro para a Paz" do Quarteto.



Resolução 1544 (19 de Maio de 2004).


O Conselho de Segurança pede a Israel que respeite "as obrigações que lhe são impostas pelo direito humanitário internacional" e "a obrigação que lhe é imposta de não enveredar pela destruição de habitações".



Resolução 1850 (16 de Dezembro de 2008).


O Conselho de Segurança apóia o processo de Annapolis e pede às partes que "se abstenham de qualquer medida suscetível de abalar a confiança", bem como que "não ponham em causa a conclusão das negociações".



Resolução 1860 (8 de Janeiro de 2009).


Depois da incursão do exército israelita na Faixa de Gaza, o Conselho de Segurança exige "a instauração imediata de uma cessar-fogo duradouro e plenamente respeitado que conduza à retirada total das forças israelitas da Faixa de Gaza". Pede que não seja obstruída a entrada das organizações médicas em Gaza e que seja impedido o tráfico ilegal de armas.




Desde 1947, Washington vetou 39 vezes a aplicação das resoluções do Conselho Geral das Nações Unidas.







* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários.


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *



segunda-feira, 20 de abril de 2009

Papa Vira Camisinha em Paris






Preservativos com a imagem de Bento XVI foram lançados na França.



Eles ironizam a posição da Igreja Católica na prevenção da Aids.





Mulher mostra camisinhas com a imagem do Papa Bento XVI e a inscrição 'Eu disse não' nesta quarta-feira (25/03/2009) em Paris. Elas foram feitas para criticar o pontífice, que voltou a criticar o uso da camisinha na prevenção da Aids durante sua visita à África. (Foto: AFP).






* * * * * * * *








Solução para a doença é 'humanizar o sexo', diz Bento XVI.


Propostas não-católicas para controlar a doença são ineficazes, para ele.





O papa Bento XVI afirmou nesta terça-feira (17/03/2009) que a Aids não será controlada somente com a distribuição de preservativos, já que a solução é "humanizar a sexualidade com novos modos de comportamento".



Em entrevista concedida a jornalistas que o acompanham no avião papal rumo à África, o pontífice disse que as propostas vindas de diversas partes da sociedade na luta contra a Aids não são "nem realistas, nem eficazes", e que a política da Igreja Católica é a mais eficaz nesse aspecto.



Joseph Alois Ratzinger

(Foto: AP)




Questionado sobre as informações divulgadas recentemente na imprensa que dizem que o pontífice está sozinho na polêmica gerada pela revogação da excomunhão dos bispos lefevbrianos, Bento XVI afirmou que tem "vontade de rir" quando ouve essas coisas.



"Não estou só, tenho colaboradores muito válidos. Todos os dias, recebo o secretário de Estado, o cardeal (Tarcisio) Bertone, os bispos e o pessoal da Cúria. Vejo regularmente todos os prelados do mundo", disse o papa, a caminho da capital de Camarões, Yaoundé, sua primeira parada na visita à África.



Questionado sobre a crise econômica mundial, Bento XVI afirmou a ida à África não tem nenhum programa de cunho político ou econômico.



"Vou com um programa religioso, de fé e de moral", disse o papa, para afirmar depois que a crise mostrou que há certa ausência de crítica no mundo da economia.



Bento XVI defendeu a renovação do sistema econômico e fez uma chamada à solidariedade internacional, diante de uma crise que o fez mudar seus planos de publicar uma Encíclica que está preparando.



Segundo o pontífice - que também falará sobre corrupção na África -, a Igreja Católica tem um grande papel no continente, onde existe, disse, uma necessidade de respeito recíproco e de diálogo entre as diferentes religiões.



Sobre o papel desempenhado pelas seitas, Bento XVI disse que estas oferecem "milagres e prosperidade rápida", que acabam por se diluir.










* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *



quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Mito do Judeu Errante (uma aula de história)



O Mito do Judeu Errante
Carta O Berro - Janeiro/2009
http://serverlinux.revistaoberro.com.br/pipermail/cartaoberro/2009-January/000230.html



Uma nação é um grupo unido por um erro comum.
- Gilad Atzmon - Inglaterra -



O historiador Shlomo Sand, professor da Universidade de Tel Aviv, inicia seu brilhante estudo do nacionalismo judeu citando a Karl W. Deutsch: "Uma nação é um grupo unido por um erro comum sobre sua origem e uma hostilidade coletiva para com seus vizinhos" [1].

Por muito simples ou inclusive simplista que pareça, essa citação resume com eloqüência o produto da imaginação que se encontra emaranhado no nacionalismo judeu moderno e, sobretudo, no conceito de identidade judia. É óbvio que assinala com o dedo o erro coletivo que os judeus tendem a cometer cada vez que se referem a seu "ilusório passado coletivo" e a sua "origem coletiva". De uma mesma tacada, a leitura que Deutsch faz do nacionalismo lança luz sobre a hostilidade que, desgraçadamente, corre paralela em quase todos grupos judeus com respeito à realidade que os rodeia, já seja humana ou adote a forma de território. Enquanto que a brutalidade com que os israelenses tratam os palestinos é algo já fartamente conhecido, o áspero tratamento que os israelenses reservam para sua "terra prometida" e sua paisagem só agora começa a se revelar. O desastre ecológico que os atuais israelenses vão deixar será a causa do sofrimento de muitas gerações futuras. Deixando de lado o muro megalomaníaco que divide a terra santa em enclaves de depravação e fome, Israel conseguiu contaminar seus principais rios e riachos com resíduos nucleares e químicos.

When And How the Jewish People Was Invented [Quando e como foi inventado o povo judeu] é um estudo escrito pelo professor Shlomo Sand, um historiador israelense. Trata-se do estudo mais sério já publicado sobre o nacionalismo judeu e, de longe, a análise mais corajosa do discurso histórico judeu.

Em seu livro, Sand consegue provar fora de toda dúvida razoável que o povo judeu nunca existiu como "raça-nação" e nunca compartilhou uma origem comum. Muito ao contrário, trata-se de uma colorida mistura de grupos que em várias etapas da história adotaram a religião judia.

No caso de que o leitor acompanhe a linha de pensamento de Sand e chegue a se perguntar "Quando foi inventado o povo judeu?", a resposta de Sand é bastante simples: "Em algum momento do século XIX, alguns intelectuais de origem judia na Alemanha, influenciados pelo caráter folclórico do nacionalismo alemão, se impuseram a tarefa de inventar "retrospectivamente" um povo, ansiosos por criar um povo judeu moderno" [2].

De acordo com isto, o "povo judeu" é uma noção artificial formada por um passado fictício e imaginário com muito pouca substância que o respalde desde os pontos de vista legista, histórico ou textual. Além disso, Sand - que utilizou fontes iniciais da antiguidade - chega à conclusão de que o exílio judeu é também um mito e de que é muito mais provável que os palestinos atuais sejam os descendentes do antigo povo semita de Judéia/Canaã, em vez da multidão de asquenazes de origem kazária á qual ele reconhece pertencer.

O surpreendente é que, apesar de que Sand tenha conseguido desmantelar a noção de "povo judeu", de que destrói a noção de "passado coletivo judeu" e ridiculariza o ímpeto chovinista nacional judeu, seu livro é um best-seller em Israel. Este fato, por si mesmo, pode sugerir que aqueles que se chamam a si próprios "povo do livro" estão agora começando a se dar conta das posturas enganosas e devastadoras e ideologias que os converteram nisso que Khalid Amayreh e muitos outros consideram como os "nazistas de nosso tempo".




Hitler triunfou

Com muita freqüência, quando se pergunta a um judeu laico e cosmopolita o que é que o converte em judeu, este costuma replicar mastigando uma resposta vazia: "Foi Hitler que me fez judeu". Mesmo se o judeu cosmopolita, que é internacionalista, critica as inclinações nacionalistas de outros povos, insiste em seguir mantendo seu próprio direito à "autodeterminação". Entretanto, não é ele que dirige esta exigência de orientação nacional, senão que o diabo, esse monstro anti-semita chamado Hitler. Conforme parece, o judeu cosmopolita celebra seu direito ao nacionalismo sempre que puder transferir a culpa a Hitler.

No que toca ao judeu laico cosmopolita, Hitler triunfou. Sand consegue pôr de relevo este paradoxo. Com muita perspicácia sugere que "enquanto que no século XIX, referir-se aos judeus como ´uma identidade racial diferente` era um sinal de anti-semitismo, no Estado judeu isto está mental e intelectualmente enraizado [3]. Em Israel, os judeus celebram sua diferença e suas condições únicas. Além do mais, diz Sand, "houve momentos na Europa em que era possível ser tachado de anti-semita por dizer que todos os judeus pertencem a uma nação diferente. Hoje em dia, o fato de dizer que os judeus não foram nunca e continuam sem ser um povo ou uma nação faz com que uma pessoa possa ser qualificada como odiador de judeus" [4].

Não deixa de ser surpreendente que o único povo que conseguiu manter uma identidade nacional racialmente orientada, expansionista e genocida, a qual não se diferencia em nada da ideologia étnica nazista, sejam os judeus, que foram, entre outros, as principais vítimas da ideologia e da prática nazistas.




Nacionalismo em geral e nacionalismo judeu em particular

Louis-Ferdinand Celine mencionou que durante a Idade Média, entre as guerras, os cavaleiros cobravam um alto preço por estar dispostos a morrer em nome de seus reinos, enquanto que no século XX os jovens não hesitam em morrer em massa, mas sem pedir nada como recompensa. Para poder compreender esta mudança na consciência de massas é necessário um modelo metodológico eloqüente que nos permita decifrar em que consiste o nacionalismo.

Da mesma forma que Karl Deutsch, Sand considera a nacionalidade como um discurso fantasmático. É um fato estabelecido que os estudos antropológicos e históricos das origens de diferentes "povos" e "nações" conduzem à embaraçosa desintegração de qualquer etnia ou identidade étnica. Daí que é interessante constatar que os judeus tendem a levar muito a sério seu próprio mito étnico. A explicação pode ser simples, tal como Benjamin Beit Halachmi assinalou faz anos. O sionismo estava aí para transformar a Bíblia, que de texto espiritual passou a ser um "ato cartorial". Por isso, a verdade da Bíblia ou de qualquer outro elemento do discurso histórico judeu tem pouca importância, sempre que não interfira com a causa ou com a prática política nacional dos judeus.

Pode-se supor que a ausência de uma clara origem étnica não impede que se tenha o sentimento de pertinência étnica ou nacional. O fato de que os judeus estejam longe de ser um povo e de que a Bíblia seja um texto muito limitado em relação à verdade histórica não impede que gerações de israelitas e judeus se identifiquem com o rei David ou com o gigante Sansão. Está claro que a ausência de uma origem étnica inequívoca não impede que as pessoas se considerem parte de um povo. De maneira similar, também não impede que o judeu nacionalista tenha o sentimento de pertinência a uma grande coletividade abstrata.

Nos anos setenta, Shlomo Artzi, que então era um jovem cantor israelense a ponto de se converter na maior estrela de rock de Israel, gravou uma canção que alcançou um êxito multitudinário em questão de horas. Eis aqui os primeiros versos:


De repente

Um homem se desperta

Pela manhã

Sente que é povo

E se põe a caminhar

E a todo mundo com quem se cruza

Lhe diz shalom.


Até certo ponto Artzi expressou inocentemente em seus versos a brusquedade e a quase eventualidade da transformação dos judeus em um povo. No entanto, de forma simultânea, Artzi contribuiu para a ilusão do mito nacional da nação que busca a paz. Àquelas alturas, Artzi já deveria saber que o nacionalismo judeu era um ato colonialista a custas do povo autóctone palestino.

Ao que parece, o nacionalismo, a pertinência nacional e o nacionalismo judeu em particular são objeto de uma importante tarefa intelectual. É interessante observar que os primeiros a analisar teórica e metodicamente os assuntos relativos ao nacionalismo foram ideólogos marxistas. Embora o próprio Marx não tenha conseguido encontrar uma resposta adequada, o auge das exigências nacionalistas durante o século XX na Europa oriental e central pegou desprevenidos a Lenin e a Stalin.

A contribuição marxista ao estudo do nacionalismo pode ser considerada como o foco que ilumina a profunda relação existente entre o auge da livre economia e o desenvolvimento do Estado nacional [5]. De fato, Stalin resumiu a posição marxista: "A nação", disse, "é uma sólida colaboração entre seres, historicamente criada e formada de acordo com quatro fenômenos compartilhados: a língua, o território, a economia e a significação psíquica..." [6].

Como era de esperar, a tentativa marxista de compreender o nacionalismo carece de uma visão histórica adequada. Na ausência desta se baseia na luta de classes. Por razões óbvias, esta visão foi muito popular entre aqueles que crêem no "socialismo de uma nação", entre os quais podemos incluir aos proponentes de uma rama esquerdista do sionismo.

Para Sand, o nacionalismo evolucionou a causa do "êxtase criado pela modernidade que separa as pessoas de seu passado imediato" [7]. A mobilidade criada pela urbanização e a industrialização pulverizou o sistema hierárquico social, assim como a continuidade entre passado, presente e futuro. Sand assinala que antes da industrialização o camponês feudal não sentia obrigatoriamente a necessidade de um discurso histórico de impérios e reinos. O sujeito feudal não necessitava de um abstrato discurso histórico de amplas coletividades, que tinham muito pouca importância para sua necessidade existencial imediata e concreta. "Sem uma percepção de progressão social, se saia bem com um relato religioso imaginário que continha um mosaico de memória sem dimensão real de um tempo que avança. O 'fim' era o princípio e a eternidade fazia o papel de ponte entre a vida e a morte" [8]. No mundo urbano moderno e laico, o "tempo" se havia convertido no principal navio da vida que ilustra um sentido simbólico imaginário. O tempo histórico coletivo se havia convertido no ingrediente elementar do pessoal e do íntimo. O discurso coletivo da forma à significação pessoal e ao que parece ser "real". Por mais que pessoas banais sigam insistindo que "o pessoal é político", seria muito mais inteligível afirmar que na prática ocorre o contrário. Na condição posmoderna, o político é pessoal e o sujeito é falado, em vez de falar por si mesmo. A autenticidade é um mito que se reproduz a si mesmo sob a forma de um identificante simbólico.

A leitura feita por Sand do nacionalismo como produto da industrialização, da urbanização e da laicidade tem muito sentido se consideramos a sugestão de Uri Slezkin, segundo a qual os judeus são os "apóstolos da modernidade", da laicidade e da urbanização. Se os judeus encontraram a si mesmos no centro da organização e da laicidade, não deveria surpreender-nos que os sionistas fossem bastante criativos, como qualquer outro, na hora de inventar seu próprio relato imaginário coletivo e fantasmático. Porém, ao insistir em seu direito a ser "como qualquer outro povo", os sionistas conseguiram transformar seu passado coletivo imaginário num programa global, expansionista e despiedoso e na maior ameaça para a paz do mundo.



Não existe uma história judia

É um fato estabelecido que entre o século I e princípios do XIX não se escreveu nenhum texto histórico judeu. O fato de que o judaísmo se baseie em um mito histórico religioso pode ter algo a ver com isto. A tradição rabínica não se preocupou nunca de investigar adequadamente o passado judeu. É provável que uma das razões seja a ausência de necessidade de proceder a um esforço metódico. Para os judeus que viviam em tempos antigos e na Idade Média, a Bíblia estava aí para responder as perguntas mais relevantes relacionadas com a vida diária, a significação e o destino judeus. Tal como assinala Shlomo Sand, "o tempo cronológico laico era alheio ao 'tempo da diáspora', determinado pela espera da chegada do Messias".

Entretanto, à luz da laicidade, a urbanização e a emancipação alemãs e a causa da menor autoridade dos líderes rabínicos, surgiu a necessidade de uma causa alternativa entre os nascentes intelectuais judeus. O judeu emancipado se perguntava quem era, de onde vinha. Também começou a especular que sua função poderia estar no interior de uma sociedade européia cada vez mais aberta.

Em 1820, o historiador judeu alemão Isaak Markus Jost (1793–1860) publicou a primeira obra histórica séria sobre os judeus, intitulada The History of the Israelites. Jost evitou os tempos bíblicos, preferiu iniciar sua viagem com o reino de Judea e também compilou um discurso histórico das diferentes comunidades judias do mundo. Jost se deu conta de que os judeus de seu tempo não formavam uma continuidade étnica. Intuiu que os israelitas de distintos lugares eram diferentes. Daí que pensasse que não havia nada no mundo que pudesse impedir a total assimilação dos judeus. Jost acreditava que no interior do espírito ilustrado, tanto os alemães como os judeus dariam as costas à opressiva instituição religiosa e formariam uma saudável nação baseada num crescente sentido de pertinência geograficamente orientado.

Embora Jost fosse consciente do desenvolvimento do nacionalismo europeu, seus seguidores judeus estavam bastante descontentes com sua otimista leitura liberal do futuro judeu. "A partir do historiador Henrich Graetz, os historiadores judeus começaram a desenhar a história do judaísmo como a de uma nação que havia sido um 'reino', que foi expulsa ao 'exílio' e que se converteu em um povo errante que terminaria por regressar a sua terra natal" [9].

Para o falecido Moses Hess o que definiria a forma de Europa seria mais uma luta racial que uma luta de classes. Em consonância, sugeriu, valeria mais que os judeus refletissem sobre sua herança cultural e sua origem étnica. Para Hess, o conflito entre judeus e gentis era o produto da diferenciação racial, ou seja, algo inevitável. O caminho ideológico que vai da orientação racista pseudo-científica de Hess até o historicismo sionista é bastante óbvio. Se os judeus formam uma entidade racial diferente (tal como diziam Hess, Jabotinsky e outros), o melhor que podem fazer é dirigirem-se a sua pátria natural, e esta não é outra que Yeretz Yisrael. Esta claro que o raciocínio de Hess com respeito a uma continuidade racial carecia de base científica. Com vistas a manter o emergente discurso fantasmático, era necessário erguer um mecanismo orquestrado de negação para assegurar-se de que alguns fatos embaraçosos não interferissem com a emergente criação nacional.

Sand sugere que o mecanismo de negação foi algo orquestrado e muito bem planejado. A decisão da Universidade Hebréia nos anos trinta de separar a História Judia e a História Geral em dois departamentos diferentes foi algo mais que um assunto de conveniência. O propósito que está na base desta divisão é realçar a auto-realização judia. Para os universitários judeus, a condição e a psique judias eram algo único que deveria ser estudado por separado. Ao parecer, inclusive no interior do entorno acadêmico hebreu, os judeus, sua história e a percepção de si mesmos têm reservado um status supremo. Tal como Sand perspicazmente assinala, nos departamentos de Estudos Judeus o investigador está disperso entre o mitológico e o científico, enquanto que o mito mantém sua primazia, o que faz que frequentemente se trave em um dilema provocado por "pequenos fatos tortuosos".




O novo israelense, a Bíblia e a arqueologia

Na Palestina, os novos judeus, mais tarde israelenses, estavam determinados a recrutar o Antigo Testamento e transformá-lo no código amalgamado do futuro judeu. A "nacionalização" da Bíblia estava aí para implantar nos jovens judeus a idéia de que são os descendentes diretos de seus grandes antepassados antigos. Levando-se em conta que a nacionalização era um movimento amplamente laico, se extirpou o significado espiritual e religioso da Bíblia, que passou a ser considerada como um texto histórico que descrevia uma cadeia real de acontecimentos no passado. Os judeus que haviam conseguido matar a seu Deus aprenderam a crer em si mesmos. Massada, Sansão e Bar Kochva se converteram em discursos suicidas. À luz de seus heróicos antepassados, os judeus aprenderam a amar a si mesmos tanto como odiar aos demais, exceto que desta vez possuíam a capacidade militar de infligir uma dor real a seus vizinhos. Mais preocupante era o fato de que em vez de uma entidade sobrenatural - ou seja, Deus - que lhes ordenava invadir um território, levar a cabo um genocídio e roubar a "Terra Prometida" a seus habitantes autóctones, em seu renascido projeto nacional eram eles mesmos, Herzl, Jabotinsky, Weitzman, Ben Gurion, Sharon, Peres, Barak, os que decidiram expulsar, destruir e matar. Em vez de Deus, eram os judeus que matavam em nome do povo judeu. Fizeram-no com símbolos judeus decorando seus aviões e seus tanques. Seguiram as ordens que lhes davam na língua de seus antepassados recentemente restaurada.

O surpreendente é que Sand, que é sem dúvida alguma um lúcido historiador, não mencione que o seqüestro sionista da Bíblia foi de fato uma desesperada resposta judia ao jovem romanticismo alemão. No entanto, por mais ideológica e esteticamente excitados que estivessem os filósofos, poetas, arquitetos e artistas alemães pela Grécia pré-socrática, sabiam muito bem que eles não eram exatamente filhos e filhas do helenismo. O nacionalista judeu deu passo mais longe, integrou-se numa cadeia sangüínea fantasmática com seus míticos antepassados ao pouco tempo de haver restaurado sua língua antiga. De ser uma língua sagrada, o hebreu se havia convertido em uma língua falada. O jovem romanticismo alemão nunca chegou tão longe.

Os intelectuais alemães durante o século XIX eram também perfeitamente conscientes da distinção entre Atenas e Jerusalém. Para eles, Atenas era o universal, o capítulo épico da humanidade e o humanismo. Jerusalém era, pelo contrário, o grande capítulo da barbárie tribal. Jerusalém era uma representação de um Deus despiedado, banal, não universal e monoteísta, capaz de matar a anciões e a lactantes. A era romântica alemã inicial nos legou Hegel, Nietzche, Fichte e Heidegger e a uns quantos judeus que se odiavam a si mesmos, entre os quais o mais importante foi Otto Weininger. Os jerusalenistas não nos legaram nem um só pensador ideológico. Alguns acadêmicos judeus alemães de segunda categoria trataram de predicar Jerusalém na êxedra germânica, entre eles Herman Cohen, Franz Rosenzveig e Ernst Bloch. Obviamente, não chegaram a se dar conta de que os românticos alemães iniciais desprezavam as marcas de Jerusalém na cristandade.

Em seu esforço por ressuscitar "Jerusalém", acudiu-se à arqueologia para que proporcionasse uma base "científica" necessária ao epos sionista. A arqueologia estava aí para unificar o tempo bíblico com o momento da reinstauração. É provável que o momento mais surpreendente dessa estranha tendência ocorresse em 1982 com a "cerimônia do enterro militar" dos ossos de Shimon Bar Kochva, um rebelde judeu que havia morrido 2000 anos antes. Dirigido pelo rabino militar em chefe, procedeu-se ao enterro militar de uns quantos ossos encontrados numa cova perto do Mar Morto. Na prática, os supostos restos de um rebelde judeu do século I foram tratados como se fosse uma baixa do exército israelense. Estava claro que a arqueologia tinha uma função nacional, havia sido recrutada para consolidar o passado e o presente, deixando fora o Galut, o exílio judeu.

O surpreendente é que não passou muito tempo antes de que as coisas dessem um giro completo. Conforme a investigação arqueológica se foi independizando do dogma sionista, a embaraçosa verdade saiu à luz. Era impossível demonstrar a veracidade do relato bíblico com fatos forenses. Na verdade, a arqueologia refuta a historicidade do argumento bíblico. As escavações revelaram este incômodo fato. A Bíblia é um compêndio de inovadora literatura de ficção.

Tal como Sand assinala, a história bíblica primigênia está impregnada de filisteus, arameus e camelos. O embaraçoso é que as escavações demostram que os filisteus não apareceram na região antes do século XII a.C.; os arameus, um século depois e os camelos não mostraram suas caras joviais antes do século VIII. Estes fatos científicos colocaram os investigadores sionistas numa grave confusão. Não obstante, para alguns acadêmicos não judeus, como Thomas Thompson, estava bastante claro que a Bíblia é "um compêndio tardio de literatura inovadora escrita por um talentoso teólogo" [10]. A Bíblia parece ser um texto ideológico que estava aí para servir a uma causa social e política.

O pior é que no Sinai não foi possível encontrar muitas provas que confirmassem a história do lendário êxodo egípcio, em que uns três milhões de homens, mulheres e crianças hebreus vagaram no deserto durante 40 anos sem deixar o menor rasto. Nem sequer uma mísera Matzá, o pão ácimo judeu.

A história do novo reassentamento bíblico e do genocídio dos cananeus, que os israelitas contemporâneos imitam com tanto êxito, é outro mito. Jericó, a cidade fortificada que foi destruída a toque de trombetas com a intervenção sobrenatural do altíssimo, era só um pequeno povoado durante o século XII a.C.

Por mais que Israel considere a si mesmo como a reativação do monumental reino de David e Salomão, a escavação feita na velha cidade de Jerusalém durante os anos setenta revelou que o reino de David não era mais que um pequeno assentamento tribal. As provas que Yigal Yadim havia apresentado com respeito ao rei Salomão foram refutadas mais tarde com estudos forenses realizados com carbono 14. Estes incômodos fatos estão cientificamente estabelecidos. A Bíblia é um relato de ficção e não existe base alguma sobre a qual se possa basear qualquer gloriosa existência do povo hebreu na Palestina em nenhum momento.




Quem inventou os judeus?

Já desde o início de seu texto, Sand faz perguntas cruciais muito relevantes: Quem são os judeus? De onde vieram? Como é que em períodos históricos diferentes aparecem em lugares muito diferentes e remotos?

Embora a maioria dos judeus contemporâneos esteja totalmente convencida de que seus antepassados são os israelitas bíblicos, que foram brutalmente exilados pelos romanos, é preciso dizer a verdade. Os judeus contemporâneos não têm nada a ver com os aantigos israelitas, que nunca foram enviados ao exílio porque tal expulsão nunca ocorreu. O exílio romano é outro mito judeu.

"Comecei a procurar estudos de investigação sobre o exílio", disse Sand numa entrevista concedida ao Haaretz [11], "mas descobri com assombro que não existe nenhuma literatura a respeito. A razão é que ninguém exilou o povo deste país. Os romanos não exilaram gente e não poderiam tê-lo feito, mesmo se tivessem desejado faze-lo. Careciam de trens e caminhões para deportar populações inteiras. Este tipo de logística não existiu antes do século XX. Meu livro nasceu, efetivamente, de uma constatação: da certeza de que a sociedade judaica não foi dispersada nem exilada".

Outrossim, à luz da simples introspecção de Sand, a idéia do exílio judeu chega a ser engraçada. Pode ser que o fato de pensar que a armada imperial romana se dedicasse vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, a transportar dificultosamente Moishe'le e Yanka'le até Córdoba e Toledo sirva para que os judeus se sintam importantes e transportáveis, porém o sentido comum sugere que os romanos tinham coisas mais importantes que fazer.

Entretanto, muito mais interessante é o resultado lógico: se o povo de Israel não foi expulso, então os verdadeiros descendentes dos habitantes do reino de Judá devem ser os palestinos.

"Nenhuma população permanece pura durante um período de milhares de anos", diz Sand [12]. "Porém as possibilidades de que os palestinos sejam descendentes do antigo povo judaico são muito maiores que as de que você ou eu sejamos seus descendentes. Os primeiros sionistas, até a Sublevação Árabe (1936–1939) sabiam que não tinha havido exílio e que os palestinos eram os descendentes dos habitantes do território. Sabiam que os camponeses não se vão até que os expulsem. Inclusive Yitzhak Ben-Zvi, o segundo presidente do Estado de Israel, escreveu em 1929 que "a maioria dos camponeses não descendem dos conquistadores árabes, senão que dos camponeses judeus, que eram numerosos e majoritários na construção do território".

Em seu livro, Sand vai ainda mais longe e sugere que até o Primeiro Levantamento Árabe (1929), os denominados líderes sionistas esquerdistas tinham tendência a crer que os camponeses palestinos, que são em realidade "judeus por sua origem", se assimilariam no interior da emergente cultura hebréia e terminariam por se unir ao movimento sionista. Ben Borochov acreditava que "um falach (camponês palestino) se vestir-se como um judeu e comportar-se como um judeu da classe trabalhadora, não se diferenciará em nada dos judeus". Esta mesma idéia reapareceu no texto de Ben Gurion e Ben-Zvi em 1918. Ambos líderes sionistas se deram conta de que a cultura palestina está impregnada de marcas bíblicas, tanto do ponto de vista lingüístico como geográfico (nomes de aldeias, povoados, rios e montanhas). Ben Gurion e Ben-Zvi, pelo menos ao princípio, consideravam os palestinos nativos como parentes étnicos que permaneciam apegados à terra e eram irmãos potenciais. Também consideravam o islã como uma amistosa "religião democrática". Claramente, depois de 1936, tanto Ben Gurion como Ben-Zvi diluíram seu entusiasmo "multicultural". No que diz respeito a Ben Gurion, a limpeza étnica dos palestinos lhe pareceu muito mais atrativa.

Vale a pena fazer a pergunta: se os palestinos são os autênticos judeus, quem são esses que insistem em chamar-se a si mesmos judeus?

A resposta de Sand é bastante simples, mas está cheia de sentido. "O povo não se disseminou, foi a religião judia a que se disseminou. O judaísmo era uma religião de conversos. Contrariamente ao sentir popular, o judaísmo inicial adorava converter aos demais" [13].

É evidente que as religiões monoteístas, ao serem menos tolerantes que as politeístas, têm um ímpeto de expansão. O expansionismo judaico em seus primeiros dias não só era similar ao cristianismo, senão que foi o expansionismo judaico que plantou as sementes da disseminação no pensamento e na prática cristãs iniciais. "Os hasmoneus", diz Sand [14], "foram os primeiros a contribuir com um grande número de conversos à massa judia, e isso sob a influência do helenismo. Foi esta tradição das conversões o que preparou o terreno para a posterior disseminação da cristandade. Após a vitória da cristandade no século IV, a tendência à conversão ao judaísmo se deteve no mundo cristão e houve uma diminuição importante no número de judeus. É provável que muitos dos judeus do entorno mediterrâneo se converteram em cristãos. Mas então o judaísmo começou a penetrar outras regiões pagãs, tais como o Yemen e a África do Norte. Se o judaísmo não houvesse continuado seu avanço naquele momento convertendo povos do mundo pagão, teria continuado a ser uma religião completamente marginal, no caso da haver sobrevivido".

Os judeus da Espanha, que cremos estar relacionados mediante laços de sangue com os israelitas iniciais, parecem ser berberes convertidos. "Perguntei a mim mesmo", diz Sand, "como foi que apareceram na Espanha umas comunidades judias tão numerosas. Então vi que Tariq ibn Ziyad, o comandante supremo dos muçulmanos que conquistaram a Espanha, era berbere, e que a maior parte de seus soldados eram berberes. O reino berbere judeu de Dahlia al-Kahima havia sido derrotado só 15 anos antes. E a verdade é que um certo número de fontes cristãs dizem que muitos dos conquistadores da Espanha eram judeus conversos. A fonte mais profunda da grande comunidade judia da Espanha eram aqueles soldados berberes que se converteram ao judaísmo".

Como era de esperar, Sand aprova a assunção amplamente aceita de que os kazários judaizados constituíram as principais origens das comunidades judias da Europa do Leste, que ele denomina a Nação Yiddish. Quando lhe perguntaram como foi que chegaram a falar o yiddish, que é considerado como um dialeto medieval alemão, ele respondeu: "Os judeus eram um povo que dependia da burguesia alemã no Leste, assim que adotaram palavras alemãs".

Em seu livro, Sand oferece uma enumeração detalhada da saga kazária na história judia. Explica o que foi que levou o reino kazário à conversão. Levando em conta que o nacionalismo judeu está liderado em sua maior parte por uma elite kazária, pode ser que devamos expandir nosso conhecimento íntimo deste grupo político tão único e influente. A tradução da obra de Sand a outras línguas é uma necessidade imediata (a tradução francesa está a ponto de aparecer, tal como de diz em Are the Jews na invented people?, de Eric Rouleau.



O que vem a continuação?

O professor Sand nos deixa com a inevitável conclusão: os judeus contemporâneos não têm uma origem comum e sua origem semita é um mito. Os judeus não se originam na Palestina de nenhum modo e, por tanto, seu denominado "retorno" à "terra prometida" deve ser considerado como uma invasão executada por um clã ideológico tribal.

No entanto, apesar de que os judeus não constituem uma raça, por alguma razão parecem ter uma orientação racial. Deve-se assinalar que muitos judeus ainda consideram o casamento misto como a maior ameaça. Além disso, apesar da modernização e laicidade, a maioria dos que se identificam como judeus laicos continuam sucumbindo ao ritual do sangue, a circuncisão, um procedimento religioso único no qual um Mohel, o executor, chupa o sangue do circuncidado.

No que diz respeito a Sand, Israel deve converter-se em "um Estado de seus cidadãos". Assim como Sand, eu também compartilho a mesma visão utópica futurista. Não obstante, contrariamente a Sand, considero que o Estado judeu e os grupos de pressão que o apóiam devem ser ideologicamente derrotados. A irmandade e a reconciliação são alheias à visão do mundo tribal dos judeus e não cabem no conceito de ressurgimento nacional judeu. Por mais terrível que soe, antes de que os israelitas possam adotar uma noção moderna e universal da vida civil, será necessário um processo de desjudeização.

Não há dúvida de que Sand é um extraordinário intelectual, provavelmente o pensador esquerdista israelense mais avançado. Representa a forma mais elevada de pensamento que um israelense laico pode alcançar antes de retroceder ou incluso de desertar ao lado palestino (o que é algo que ocorreu com uns poucos, incluindo a mim). Ofri Ilani, o entrevistador de Haaretz, disse de Sand que, contrariamente a outros "novos historiadores" que têm tratado socavar as assunções da historiografia sionista, "Sand não se contenta com retroceder a 1948 ou aos princípios do sionismo, senão que retrocede milhares de anos". É assim, contrariamente aos "novos historiadores", que "revelam" uma verdade que qualquer criança palestina conhece, ou seja, a verdade de que estão sendo objeto de uma limpeza étnica, Sand erige um corpus de obra e pensamento que busca a compreensão do significado do nacionalismo judeu e da identidade judia. Essa é a essência verdadeira da erudição. Mais que reunir fragmentos históricos esporádicos, Sand busca o significado da história. Mais que um "novo historiador" que busca um novo fragmento, é um autêntico historiador motivado por uma tarefa humanista. Contrariamente a alguns dos historiadores judeus que contribuem ao denominado discurso de esquerda, a credibilidade e o êxito de Sand se baseiam mais em seus argumentos do que em seus antecedentes familiares. Evita adornar seus argumentos com seus parentes que sobreviveram ao holocausto. Ao ler os ferozes argumentos de Sand, deve-se admitir que o sionismo, com todos os seus defeitos, conseguiu erigir no interior de si mesmo um discurso orgulhoso e autônomo que é muito mais eloqüente e brutal que a totalidade do movimento anti-sionista no mundo inteiro.

Se Sand tiver razão, e estou convencido de que tem, os judeus não são uma raça e sim um coletivo de muita gente amplamente seqüestrada por um movimento nacional fantasmático tardio. Se os judeus não são uma raça, não forma um grupo racial e não têm nada a ver com o semitismo, o anti-semitismo é, categoricamente, um significante vazio. Claramente se refere a um significante que não existe. Em outras palavras, nossa crítica do nacionalismo judeu, dos grupos de pressão judeus e do poder judeu só se podem conceber como uma crítica legítima de ideologia e de prática.

Repito novamente, não estamos e nunca estivemos contra os judeus (o povo), nem contra o judaísmo (a religião); estamos contra uma filosofia coletiva de claros interesses globais. Alguns podem preferir chamar-la sionismo, mas eu prefiro não fazê-lo. O sionismo é um significante demasiado estreito para compreender a complexidade do nacionalismo judeu, sua brutalidade, sua ideologia e sua prática. O nacionalismo judeu é um espírito e os espíritos não têm fronteiras bem delimitadas. De fato, nenhum de nós sabe exatamente onde termina a judeidade e onde começa o sionismo, da mesma maneira que não sabemos onde terminam os interesses israelenses e onde começam os interesses dos neocons.

No que diz respeito à causa Palestina, a mensagem é devastadora. Nossos irmãos e irmãs palestinos estão na vanguarda de uma luta contra uma filosofia devastadora. Mas está claro que não só os israelenses, aos quais se enfrentam com valente pragmatismo, os que iniciam conflitos globais de escala gigantesca. Se trata de uma prática tribal que busca a influência nos corredores do poder e de superpoder. O American Jewish Committee busca uma guerra contra o Irã. Só para situar-se no lado seguro, David Abrahams, um "amigo laborista de Israel", doa dinheiro por delegação ao Partido Laborista. Mais ou menos ao mesmo tempo, dois milhões de iraquianos morrem numa guerra ilegal desenhada por alguém chamado Wolfowitz. Enquanto tudo isto ocorre, milhões de palestinos passam fome em campos de concentração e Gaza está à beira de uma crise humanitária. Enquanto isso ocorre, judeus "anti-sionistas" e judeus de esquerda (incluindo Chomsky) insistem em neutralizar as críticas contra o AIPAC, o grupo de pressão judeu e o poder judeu de Mearcheimer e Walt [15].

É só Israel? É realmente sionismo? Ou devemos admitir que é algo muito maior do que podemos contemplar dentro das fronteiras intelectuais que impomos a nós mesmos? Tal como andam as coisas, carecemos da coragem intelectual para nos enfrentarmos ao projeto nacional judeu e a seus muitos mensageiros em todo o mundo. Entretanto, como tudo é questão de inverter consciências, as coisas vão mudar logo. De fato, este texto foi escrito para provar que já estão mudando. Defender os palestinos é salvar o mundo, mas para fazê-lo temos de ter suficiente coragem como para admitir que não se trata meramente de uma batalha política. Não é só Israel, seu exército ou sua dirigência; também não são Dershowitz, Foxman e suas ligas silenciadoras. Trata-se de uma guerra contra um espírito canceroso que seqüestrou o Ocidente e, ao menos no momento, o desviou de sua inclinação humanista e de suas aspirações atenienses. Lutar contra um espírito é muito mais difícil que lutar contra gente, precisamente porque talvez seja necessário lutar primeiro contra suas marcas dentro de nós mesmos. Se quisermos lutar contra Jerusalém, primeiro teremos que confrontar a Jerusalém que levamos dentro. Pode ser que tenhamos que nos situar diante do espelho e olhar ao redor. Pode ser que tenhamos que buscar rastos de empatia em nosso interior, se é que ainda permanece algum.

Notas:
- [1] When And How The Jewish People Was Invented?, Shlomo Sand, Resling 2008, p. 11.
- [2] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html
- [3] When And How The Jewish People Was Invented?, Shlomo Sand, Resling 2008, p. 31.
- [4] Ibid, p. 31.
- [5] Ibid, p. 42.
- [6] Ibid.
- [7] Ibid, p. 62.
- [8] Ibid.
- [9] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html
- [10] When And How The Jewish People Was Invented? - Shlomo Sand, Resling 2008, p. 117.
- [11] http://www.haaretz.com/hasen/spages/966952.html
- [12] Ibid.
- [13] Ibid.
- [14] Ibid.
- [15] http://www.lrb.co.uk/v28/n06/mear01_.html






Sugestão de Wilson Cunha Junior (Movimento dos Sem Mídia)
http://www.alquimidia.org/desacato/index.php?mod=noticia&id=1984

O ex-judeu Gilad Atzmon é músico, escritor e ativista pró-palestino.
Versão em português: Jair de Souza, Brasil.



* * * * * * * *



Historiador Shlomo Sand








* * * * * * * * * * * * * * * *

Entre no Blogger "O Mundo No Seu Dia-a-Dia" e faça seus comentários.


Atenção:

Não mostre para os outros o endereço eletrônico de seus amigos.
Retire todos os endereços dos antes de reenviar.
Não use o campo "Cc" (com cópia)! Use sempre o campo "Cco" (cópia oculta) ou "Bc" (BlindCopy).
Dificulte o aumento de vírus, spams e banners.

Participe desta campanha, incluindo o texto acima em suas mensagens.

* * * * * * * * * * * * * * * *


Participe do Blogue "O Mundo no Seu Dia-a-Dia" fazendo seus comentários. Um abraço. Drauzio Milagres - http://drauziomilagres.blogspot.com

Encontre o que você procura na caixa abaixo (pesquisa por palavras):

Pesquisar este blog

Carregando...

Receba as atualizações do Blogue "O Mundo no Seu Dia-a-Dia" diretamente em seu e-mail!

Enter your email address / Entre com o seu e-mail abaixo:

Delivered by FeedBurner

Arquivos do Blogue "O Mundo no Seu Dia-a-Dia".

Encontre o que você procura na caixa abaixo (pesquisa por palavras):

Google+ Badge

Google+ Followers

Dê sua opinião. Clique nos "comentários" ao final de cada postagem. Você é o visitante de número:

Astronomia - Foto do Dia